domingo, 15 de novembro de 2020

A Morte dos Jacús e Carcarás - Uma Síntese da História Política de Jacobina.


Se você não for jacobinense pode está pensando que o título deste artigo versa sobre alguma ave exótica ou em extinção, entretanto, o quê iremos tratar aqui, aponta para o modo bipolarizado de fazer politica e ocupar o poder na cidade de Jacobina. Assim como muitos municípios baianos, o seu povo fora subjetivado pelo fantasma do Coronelismo durante décadas, contudo, esta arquitetura de poder, parece ter sofrido um deslocamento a partir do pleito eleitoral de 2020, pelo menos é o que pretendemos mostrar de forma metódica e linear neste texto. 

No que tange aos aspectos históricos, Jacobina se tornou vila em 1722 vindo a ser cidade através da Lei Provincial nº 2049 de 1880, porém desde os início do século XX a cidade era conhecida pela influência e controle político exercido através do Coronel Francisco Rocha Pires, popularmente chamado de Chico Rocha. Somente por volta dos anos 70  houve a primeira ruptura contra a hegemonia de Chico Rocha, naquela época, um primo seu, o médico Fernando Daltro, ousou a desafiá-lo e concorreu ao cargo de prefeito, conseguindo vencer o conhecido e influente Coronel que reinava há quase 50 anos, nascia ali um novo grupo político denominado de Carcarás.

Sob a influência do grupo político dos Carcarás, a hegemonia política em Jacobina foi exercida por muito tempo, com poucas alternâncias, geralmente entre candidatos dos mesmo campo político. Ademais, após o fim da Ditadura Militar e a promulgação da Constituição de 1988 outros fenômenos políticos ocorreram na região, a emancipação de municípios e o advento de partidos políticos para a disputa democrática. Neste sentido, o grupo político que ora chamava-se Carcarás passou a ocupar espaços dentro do PMDB - Partido do Movimento Democrático Brasileiro e os demais atores ainda sob influência do legado político de Chico Rocha, organizaram suas fileiras na agremiação PFL - Partido da Frente Liberal contribuindo assim para a eclosão do grupo político que iria ser conhecido como os Jacús.

O estabelecimento dos Jacús e Carcarás em Jacobina se manteve por quase meio século, as estruturas de poder consolidadas por estes grupos se compuseram em sua maioria por médicos e agentes de seus hospitais, a prestação de serviço de saúde e o carisma de alguns destes profissionais da medicina/política fizeram com que os "doutores" representantes dos Jacús e dos Carcarás, comandassem o poder político desde os anos 80 até 2012 quando emergiu a primeira chapa com chances de peitar o reinado das "Aves". Um ponto importante que devemos observar, reside no modo como as classes que historicamente são mais valorizadas, refletem no imaginário social algum tipo de superioridade, conseguem se organizar para manter subjetivamente o exercício do poder, construindo durante todos esses anos uma espécie de dinastia onde o poder alternava somente entre os membros daqueles clubes ou grupos hegemônicos. Outro ponto marcante, aponta para a estrutura de 2 (dois) hospitais revestidos de natureza Fundacional, ou seja, sem fins lucrativos, serviam de plataforma para eleger os eventuais candidatos, salvo engano, nos últimos 30 anos os prefeitos eram oriundos destes nosocômios, seja como médico ou alguma atividade ligada à área da saúde dos supracitados hospitais.

Por outro lado, com advento da constituição de 1988, os municípios passaram a ter autonomia financeira e administrativa, recebendo diretamente em seus cofres recursos federais e estaduais referentes à partilha federativa - FPM, repasses estes que desde os anos 80 têm aumentado compulsoriamente. Neste sentido, a disputa das eleições no contexto municipal reflete não somente uma disputa democrática pelo interesse público mas uma forma de ter o controle da "chave do cofre" uma máquina de dinheiro, na qual a cada 4 (quatro) anos de mandato passa quase um bilhão de reais. É neste cenário, que os Jacús e Carcarás fincam-se no Poder Executivo em caráter longevo, sem ter preocupações com eventuais opositores, pois em Jacobina, até então, não se conhecia nenhuma forma de governo que estivesse fora do espectro dicotômico Jacús x Carcarás.

Após a chegada das forças progressistas conduzidas por Lula ao poder, uma série de políticas públicas foram desencadeadas repercutindo no fortalecimento da agricultura familiar, energia elétrica para lugares periféricos, fortalecimento dos conselho municipais, associativismo dentre outras ações que auxiliaram no surgimento de lideranças pelos rincões do Brasil. Nesta seara, um jovem, filho de agricultor familiar, encorajado a buscar soluções para os problemas que afetavam as comunidades rurais, se torna presidente de uma associação na região de Cachoeira dos Alves, a partir daquele instante, se iniciava uma saga responsável pela reconfiguração dos centros de poder na história de Jacobina, aquela associação outorgou suas demandas e anseios para um rapaz que  atendia pelo nome de Tiago Dias.

Os Carcarás e Jacús sempre obtiveram êxito em projetar uma imagem de rivalidade e diferença dentro do arcabouço político de cada um deles, porém, sempre estiveram numa mesma dimensão de poder, o poder das classes dominantes. Foram algumas décadas de dominação e alternância do poder político canalizado para estes dois grupos de "farinha do mesmo saco". Contanto, a entrada no século XXI, fez emergir outros grupos políticos descolados, ainda que parcialmente, da estrutura de poder dualista dos Carcarás e Jacús.

No ano de 2012, um jacobinense vigoroso e combativo colaborou com a organização de lideranças e partidos que viriam ameaçar pela primeira vez os grupos dominantes, Amaury Teixeira era o nome dele, participou de 2 eleições subsequentes reunindo uma quantidade massiva de votos e contribuindo para a eclosão de novos ícones políticos. Durante aquele movimento de reorganização das forças políticas locais, Amaury concorreu pelo PT e teve seu vice José Amin Hassan indicado pelo PCdoB. Naquele contexto, durante um comício realizado na Cachoeira do Alves, Amaury percebeu e apoiou uma jovem liderança que havia recentemente adentrado nas fileiras do Partido Comunista do Brasil, a partir daquele momento, o potencial da incipiente liderança do campo iria mudar a história dos rumos políticos de Jacobina.

Conforme supracitado, após exercer seu mandato na Associação de Cachoeira dos Alves, o rapaz, Tiago Dias, percebe a necessidade de fortalecer o trabalho das associações e funda com alguns colaboradores a UARJA -  decide filiar-se ao PCdoB, inicialmente recepcionado por Carlinhos da Caixa, recebeu as boas vindas e teve garantia de concorrer às eleições de 2012. Finalizada as eleições daquele pleito, Carlinhos e Tiago são eleitos ao Poder Legislativo, este como o segundo vereador mais votado do município. Ainda "verde" nos trâmites do legislativo, recebeu apoio do experiente Carlinhos da Caixa e do corpo diretivo do diretório municipal.

Quatro anos mais tarde, no pleito de 2016, o PCdoB teve 1.753 votos com Zé Amin representando o partido ao Executivo, mas o então vereador (Tiago Dias), mais maduro e consciente do processo político, decide concorrer a Reeleição, naquele momento já não fazia parte do PCdoB, pois por influência de seu padrinho político (Amaury Teixeira - PT) migrou para o PROS, onde voltaria a fazer história,  quando se tornou o vereador mais votado de Jacobina com 1.262 votos, deixando vários candidatos da velha política no vácuo. Aquele resultado simbolizaria uma mudança de paradigma no posicionamento de parte da sociedade jacobinense, Tiago se estabeleceria como uma liderança enigmática, um jovem humilde, oriundo da zona rural, começava a desbancar velhos fazendeiros em seus feudos eleitorais.

Nos meados do ano de 2017, Tiago Dias decide retornar ao seu partido de origem - PCdoB -  onde foi recebido com generosidade pelos seus camaradas. A proximidade das eleições estaduais e a necessidade de garantir espaço político, fez com que o diretório municipal busca-se apoio junto ao Deputado Daniel Almeida para lança-lo pré-candidato a Deputado Estadual, assim o vereador e suas bases iniciam uma robusta caminhada rumo à disputa estadual. Em 2018, após uma campanha marcada pela dedicação e modéstia do jovem camponês, Tiago alcança 14.921 votos, configurando a maior votação nos últimos 30 anos registradas no contexto de eleições estaduais na cidade.

Mas foi em 2020 que ocorreria a mais ousada guinada política de Jacobina, num cenário onde 3 candidaturas foram apresentadas para o Executivo Municipal, uma tendo na "cabeça" Mariana Oliveira, apoiada pelo Amaury Teixeira, ex-deputado federal e o candidato a prefeito mais votado na oposição aos Carcarás e Jacús, respectivamente em 2012 e 2016. Do outro lado, o atual prefeito do DEM, Luciano Pinheiro, representando o espectro político dos Jacús uma vez que era apoiado pelo Dr. Leopoldo, herdeiro e quadro remanescente do antigo PFL, exerceu o mandato de prefeito por duas vezes; além dele, outro velho conhecido da paróquia de Santo Antonio, Dr. Rui Macedo prefeito por duas vezes e herdeiro político de Carlito Daltro um Carcará original também fazia parte da base de apoio da chapa do DEM. Por fim, Tiago Dias, vereador por dois mandatos, suplente de Deputado Estadual e pleiteante pela primeira vez a cadeira de prefeito de Jacobina apoiado por vários segmentos sociais, inclusive pelo ex-prefeito Dr. Flavinho, Dr. Tuka e Manuela ( ex-vereadora pelo PCdoB em 2004 e candidata a Deputada estadual com 5.098 votos em 2006), respectivamente filho e neta, ambos da Família de outro ex-prefeito Dr. Manoel Ignácio Brandão Paes, médico-cirurgião com grandes serviços prestados em Jacobina e região.

Pois bem, a partir desta configuração, Tiago Dias foi eleito o primeiro prefeito negro e camponês de Jacobina - Bahia - Brasil com 19.207 votos, deste modo,  no dia quinze de novembro de 2020, precisamente às 21:27hs ocorreu, talvez, o fim da mais longa história de perpetuação de poder político em uma cidade de médio porte. O cortejo durou décadas, mas foi exatamente hoje, o sepultamento de Jacús e Carcarás numa cova comum, todavia não esqueçamos que a sociedade é Cristã e pode ressuscitar defuntos.

Este texto é dedicado à vitória soberana do povo e à memória funerária da velha política representada por Jacús e Carcarás.

Saudações Democráticas!!!

Dayvid Sena. 


 

terça-feira, 24 de abril de 2018

Impressa e Poder - Conferência na USP

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No dia 25 de abril, às 9h30, o Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP realiza a conferência Imprensa e Poder: Do Caso Dreyfus aos Conglomerados Midiáticos, com a presença do historiador Jean-Yves Mollier, professor da Universidade de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines, na França. Trata-se de um evento que visa a discutir as relações entre a imprensa e os poderes político e financeiro franceses, bem como as mudanças ocorridas na imprensa daquele país, a partir do nascimento de conglomerados da mídia.
Mollier vai abordar casos emblemáticos que envolveram relações entre imprensa e poder na França, como “o escândalo dos ‘empréstimos russos’, revelado em 1918, no qual a França enviou secretamente somas vultosas em apoio à manutenção do Império Russo”, o Caso Hanau, de 1928, “também conhecido como ‘escândalo da banqueira’, sobre o envolvimento de uma importante magnata da imprensa com jogatinas financeiras e a formação de cartéis” e o Caso Stavisky, de 1934, “que culminou em uma profunda crise político-econômica, em meio a escândalos no alto escalão da política e o assassinato misterioso do escroque Alexandre Stavisky, ‘o belo Sacha’”. A informação é da professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e colunista da Rádio USP Marisa Midori, que será a mediadora da conferência, em entrevista ao jornalista Mauro Belesa, do IEA.

Grifo nosso: Pode-se perceber que os relatos do estudioso francês têm muita coisa em comum com o que o país tem vivido nos últimos anos, sem a influência da imprensa e do monopolio da mesma o cenário seria mais equilibrado e menos vulnerável.

Fonte: jornalggn.com.br

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Rádio Jacobinense e as mudanças que nada mudam!!!

Assim como na grande mídia televisiva, as empresas de radiodifusão são responsáveis pelo processamento das manchetes e entrega de leituras carregadas de posicionamento político para os ouvintes. Em Jacobina, assim como no Brasil,  gerenciar uma concessão de rádio envolve muita articulação política e jogo de cintura, pois na maior parte, as rádios estão sob o comando de autoridades políticas que repassam o gerenciamento administrativo para pessoas próximas que possuem afinidade política, afinal todos lembram de quando o finado ACM foi ministro das Comunicações onde operou um quantitativo de concessões massivo que foram disponiblizadas na Bahia e no Brasil. A operação e processamento da notícia "imparcial" nas maioria das cidades do interior baiano ocorre por estas rádios concedidas neste contexto "isento". Por outro lado, alguns âncoras destas rádios possuem um longo histórico de alternância de microfones e de posicionamentos editoriais, geralmente estes posicionamentos orbitam em torno de um famoso contrato do erário municipal, é como um passe de mágica, parceria realizada os problemas da comunidade parecem desaparecer, o poste sem luz, os buracos nas ruas, os esgotos estourados, os supostos desvios de conduta , os superfaturamento etc...parecem que não existem, e quando existem o tom de voz é bem tolerante e manso, entretanto, quando a tal parceria em nome da "imparcialidade" não é exitosa, os microfones cospem fogo, em alguns casos sequer buscam investigar os fatos mas de pronto já realizam julgamentos sem direito a recurso, em outros casos, mudam de rádio e até mesmo "migram" a outros países para fazer "cursos no exterior" pasmem, nestas ondas de rádio têm microfone pra todo o tipo de négocio, de cargos na estrutura do executivo à compromissos de fazer propagandas em programa A ou B, o microfone que faz propaganda para os velhinhos tomarem empréstimos nas Financeiras, é o mesmo que crítica o governo por oferecer crédito e acesso ao consumo, deste modo, no dia do Jornalista, onde jornalismo significa a busca da verdade, o que menos temos na praça é esta conduta compromissada com a verdade, infelizmente temos pouco a comemorar embora alguns resistentes ainda façam jus ao jornalismo responsável. Portanto, termino desejando um feliz dia do Jornalista com a frase de quem foi um dos maiores inovadores na cena jornalística Mundial. Cada qual com sua carapuça !!!

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma"

“Acima do conhecimento, acima das notícias, acima da inteligência, o coração e a alma de um jornal residem em seu senso moral, sua coragem, sua integridade, sua humanidade, sua simpatia pelos oprimidos, sua independência, sua devoção ao bem estar público, sua disposição em servir à sociedade.”

Joseph Pulitzer
  

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O tempo mostra o delay politico do STF nessa maldição golpista

Aragão: Janot e falta de consenso no STF fizeram Teori atrasar afastamento de Cunhahttp://www.tijolaco.com.br/blog/aragao-janot-e-falta-de-consenso-no-stf-fizeram-teori-atrasar-afastamento-de-cunha/

exposto
Não concordo com tudo o que é dito, porque correr o risco da incompreensão é dever de um juiz em suas convicções, mas registro a defesa do ex-Ministro da Justiça Eugenio Aragão, no Blog do Marcelo Auler, da atitude do ministro Teori Zavascki em demorar meses para afastar Eduardo Cunha da Presidência da Câmara, o que permitiu que o hoje  ex-deputado iniciasse o processo de impeacenaeachment da Presidenta  Dilma Rousseff.
“O Ministro Teori Zavascki foi acusado, em blogs e matérias jornalísticas publicadas depois de sua morte, de ter falhado, ao afastar tardiamente Eduardo Cunha da presidência e de seu mandato. É verdade que se este afastamento tivesse se dado com maior brevidade, talvez o destino do governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff tivesse sido outro. Mas era da personalidade prudente de Teori não tomar decisões de afogadilho, que pudessem ser revertidas e, assim, causassem mais estragos ao ambiente politicamente conflagrado do que se gestadas com cautela.
Temos que lembrar que o Procurador-Geral da República só fez o pedido de afastamento às vésperas do recesso natalino do STF, como se querendo forçar o relator a resolver monocraticamente sobre a medida requerida.
Agastou nosso amigo Teori o fato induvidoso de que esse pedido poderia ter sido feito muito antes, pois os elementos que o embasavam já eram conhecidos em fase anterior das investigações.
Enxergou esse atraso como certa deslealdade da acusação, deixando-o exposto desnecessariamente.
E tinha razão. É evidente que uma medida dessa natureza não poderia ser tomada solteira, sem consulta aos pares, pois, uma vez submetida ao plenário, não se poderia correr o risco de desmoralização do relator com o desfazimento de um eventual deferimento monocrático do pedido do procurador-geral. Essa desmoralização levaria fatalmente ao fortalecimento da posição de Eduardo Cunha no processo, o que seria muito pior.
Preferiu, pois, Teori, esperar o fim do recesso para poder costurar com seus colegas, um a um, a decisão conjunta sobre o afastamento. Não é fácil ser determinado numa corte com tantas personalidades diferentes e de concepções tão contraditórias sobre a urgência da medida por tomar.
Mas, sou testemunha de que Teori não descansou. Insistiu com os colegas semanas a fio na necessidade de se afastar Eduardo Cunha. Só logrou, porém, sucesso depois de consumado o afastamento processual de Dilma Rousseff no procedimento de impeachment que corria no congresso. Sentiu-se mal por isso, mas não era dono das circunstâncias políticas que dominavam aquele momento.”
Leia o texto completo no Blog do Marcelo Auler.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

PCdoB realiza encontro em Jacobina com foco nas Eleições 2016.





Neste sábado (21/05/2016), o PCdoB de Jacobina deu Show de representatividade em seu encontro de alinhamento do projeto político JACOBINA MERECE MAIS, que conta com Pré-candidatura de Zé Amin (a Prefeito) e cerca de vinte e duas (22) Pré-candidaturas ao legislativo municipal.



O teor democrático do encontro foi perceptível pela participação de representantes de alguns partidos políticos e diversos agentes engajados(as) nos mais variados movimentos sociais atuantes em Jacobina (Movimento de Mulheres, Movimentos Culturais e Artísticos, Movimento Negro, Movimento de defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Sindicalistas, Associações Comunitárias de Moradores, Professoras(es), Estudantes...).

Também marcaram presença o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) e o deputado estadual Bobô (PCdoB), que fizeram questão de enfatizar, em suas falas, o compromisso e apoio às candidaturas do partido em Jacobina. "Oportunizar candidatura a prefeito e fortalecer as candidaturas ao legislativo municipal em Jacobina fazem parte do planejamento do PCdoB em nível estadual", afirma Daniel Almeida.

Em entrevista, o Pré-candidato Zé Amin afirma que "a sociedade jacobinense está cansada da falta de opções e clama por um projeto novo e alternativo que venha a devolver Jacobina ao seu povo. O ponto norteador desse novo projeto do PCdoB é propiciar uma vida cada vez mais digna para aqueles(as) que derramam suor para construir as riquezas dessa terra.
Secretaria de Organização

PCdoB - Jacobina

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Jandira: Afastamento de Cunha mostra quem é o aliado de Temer

Jandira: Afastamento de Cunha mostra quem é o aliado de Temer


“Esse é o aliado de Temer”, diz Jandira“Esse é o aliado de Temer”, diz Jandira
Para a deputada, “é imprescindível que se saiba que Cunha forma dupla com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) para tentar tirar a presidência de Dilma, para que o vice assuma. "É esse exatamente que é o aliado de Temer, que monta um governo ilegítimo com Temer, que forma dupla com Temer."

Para Jandira, a decisão de afastamento de Eduardo Cunha para que ele seja julgado em 11 inquéritos por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF), suja ainda mais a possibilidade de Temer assumir um governo. “Alguns imaginam que essa decisão pode limpar o golpe, limpar a cena do crime, porque ele deixa de estar colado com Michel Temer. Mas não deixa, todo mundo sabe que o mandante deste golpe é exatamente este.”


“Como ele não pode presidir essa Câmara, não pode ser deputado, ele certamente não transformará esse governo mais legítimo. Suja mais a ficha de Michel Temer, esse governo impostor, que quer assumir a cadeira da presidenta”.

“Essa decisão do ministro Teori, apenas comprova o que todos nós dissemos e nos livra pelo menos por um bom tempo, até que a cassação se dê, de um comandante contra a democracia, de um comandante da pauta do retrocesso, da pauta fundamentalista, e que manobra de forma autoritária, o tempo todo, para agredir a democracia e o direito dos parlamentares de desenvolverem o seu trabalho.”

Jandira salientou ainda que foi sobre o comando de Eduardo Cunha que está em tramitação o golpe institucional contra a presidenta da República, eleita pelo voto popular. “Foi Cunha que principalmente comandou o processo de impeachment na Câmara, contra a presidenta Dilma, uma mulher que tem respaldo popular e é essa mulher que está sendo retirada da cadeira a partir da Câmara por conta de um comando por uma dupla, Cunha-Temer.” 


Atuação na Câmara dos Deputados
Jandira destacou todas os malfeitos de Cunha na direção da Casa legislativa do país. “Cunha que fez todas as manobras para agredir e desqualificar a presidenta Dilma, para montar as pautas do retrocesso dos direitos civis, direitos sociais, direitos humanos, direitos políticos.”

Por isso, a deputada se diz animada com a notícia de afastamento de Cunha. “Hoje é o dia da boa notícia que a justiça começa a se fazer, e que a gente vai tentar criar um ambiente um pouco melhor.”

Jandira elogiou a atuação dos movimentos e das pessoas que pediram o julgamento de um deputado e presidente da Câmara que já havia sido denunciado por vários crimes, há vários meses, mas que ainda não tinha sido sequer afastado de seu cargo e ainda utilizava de seu cargo para conseguiu manobrar as investigações contra ele na Comissão de Ética da Casa. “Parabéns ao povo que pediu essa mudança, parabéns a todos nós que lutamos por ela, mas vamos ficar atentos que muitas manobras que ainda virão. Vamos ficar atentos e trabalhando.”

Fonte: www.vermelho.org.br

terça-feira, 3 de maio de 2016

SECUNDARISTAS DERROTAM ALCKMIN PELA SEGUNDA VEZ!

Em SP, estudantes secundaristas vencem mais uma vez o governo Alckmin!

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SECUNDARISTAS DERROTAM ALCKMIN PELA SEGUNDA VEZ!
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Justiça suspende reintegração de posse do Centro Paula Souza e decreta a ilegalidade da invasão da PM!
A luta corajosa dos secundaristas de São Paulo que, no fim de 2015 enfrentaram a truculência da PM e do governo Alckmin e derrotaram o projeto de destruição-reorganização das escolas, acaba de impor nova derrota ao governador.
O juiz Luis Manuel Pires, da Central de Mandados do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou ainda que em 72 horas o governo de São Paulo explique quem deu a ordem de invasão ilegal.
A resistência dos estudantes acordou a sociedade e aos poucos, na tarde de hoje, líderes subsidias e políticos acorreram à ocupação. A deputada Luiza Erundina e o secretário de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy, foram dois deles.
Os estudantes de São Paulo dão pela segunda vez uma aula ao país: só está derrotado quem não luta e o poder da mobilização é capaz de derrotar as forças que desejam a volta do regime ditatorial.