domingo, 26 de junho de 2011

Prefeitura de Jacobina cria mais um cabide de emprego ilegal !!!

Pelo Respeito aos principios da Administração Publica.

Pasmem leitores e munícipes de Jacobina. Com a novela do SAMU em Jacobina, a prefeitura municipal aproveitou para dar mais um golpe na população e nas Leis que regem a administração publica. Vejam bem, com a transferência da central de regulação do SAMU para Irecê, a cidade de Jacobina utilizou as ambulâncias do SAMU para implantar um serviço “cala boca” denominado SAMU municipal. Bem, este serviço nada mais foi do que um cabide de empregos sem o devido concurso ou processo seletivo público. Logo, como é de praxe em todo Brasil, não se pode implantar serviço publico permanente sem a realização de concurso publico para o preenchimento das vagas. Assim, numa ação omissa que lhe é peculiar, a administração publica de Jacobina focou a divulgação das informações via rádio e outros veículos informativos apenas na utilização das ambulâncias e esqueceu-se (propositalmente) de respeitar os essenciais princípios que norteiam a administração publica: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, será que este advogado “propaganda” que foi contratado pela prefeitura não servem nem para avisar sobre esta falha gritante?
Vamos abrir os olhos população e Ministério Publico, este ato é passível de anulação.
Não podemos ficar com os braços cruzados vendo o patrimônio publico sendo utilizado para fins pessoais...Em breve voltaremos com mais noticias sobre o desmando na cidade de Jacobina.
Saudações Democráticas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FILANDIA: SINDICATO REJEITA INTERVENÇÃO DA UE EM NEGOCIAÇÕES COLETIVAS NACIONAIS.

O plano da União Europeia de assumir o controle sobre negociações coletivas realizadas em seus estados-membros enfrentará a firme oposição do movimento sindical finlandês. Esta foi a advertência feita pelo presidente da Confederação Finlandesa de Profissionais (STTK) e membro da diretoria da Confederação Sindical Europeia (ETUC), Mikko Mäenpää, numa entrevista concedida dia 21 de fevereiro a uma rádio de Helsinki.

O dirigente sindical conclamou os políticos finlandeses a lutar para que a UE não intervenha em questões trabalhistas nacionais. “A interferência nos níveis de negociação e salários será um passo na direção errada, e enfrentará a oposição de todo o movimento sindical”, alertou.

A primeira ação concreta nesse sentido ocorreu no pacote de resgate para a Irlanda, no qual foi incluída uma cláusula determinando corte no salário mínimo, somando-se à iniciativa da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês Nicolas Sarkozy para “harmonizar” as políticas tributária e de pensão europeias.

“Não nos opomos ao desenvolvimento da vida dos trabalhadores da Europa em uma direção mais unificada, mas isso deve ocorrer através de procedimentos regulares, baseados em diretrizes”, frisou Mäenpää.

Referindo-se à reunião dos ministros das Finanças da UE programada para meados de março, o diretor da ETUC disse esperar que o ministro finlandês Jyrki Katainen “não apoie iniciativas que permitam à Comissão Europeia decidir sobre políticas de negociação coletiva e pensões”.

Fonte:  http://mundodostrabalhadores.blogspot.com/

Deputado Daniel Almeida visita Jacobina e Miguel Calmon neste São João !!



O Deputado Daniel Almeida, (PcdoB-Ba) esteve reunido com a Executiva do diretório municipal em Jacobina. Na oportunidade foi reafirmado o compromisso do Deputado em colocar o seu mandato à disposição do povo de Jacobina e região para atender às demandas locais e regionais. Aproveitamos a oportunidade para encaminhar algumas solicitações de associações rurais através de oficios que foram entregues ao Deputado. No municipio de Miguel Calmon o Deputado se reuniu com o diretório local e escutou com atenção as demandas locais. Estes encontros fazem parte da agenda do Pc do B - Nacional, para fortalecer as bases municipais e ampliar a participação do partido na sociedade. Por outro lado, a visita além de trazer um momento muito importante e descontraido, serviu para ratificar o compromisso do partido em defender politicas públicas focadas na participação popular, diálogo e desenvolvimento social.

domingo, 12 de junho de 2011

Do outro lado da Colina.


Enquanto a cidade e o governo de Jacobina concentram suas ações mais contundentes no corte de árvores e na pintura de muros, os municipes se vêem cada vez mais longe das ações estatais no que concerne à devida assistência social para familias que vivem em condições periculosas. Dona Ieda, na foto acima, mora no cocho de dentro, povoado na zona rural de Jacobina - Ba, ela vive com 14 pessoas dentro desta modesta casa a qual estar por vir desabar em cima dos que ali dormem, as chuvas abundantes do últimos meses fez com que 2 paredes de adôbo rachasse, hoje escoradas por pedaços de madeira nativa. Diante desta situação, ela vive na luta diurna de trabalhos rurais em terrenos particulares para aos poucos tentar construir um Lar para viver em segurança e dignidade com sua familia. Como sabemos que o nosso municipio dispõe de verbas para auxiliar estes e outros casos similares que porventura não chegam à porta da Assistência Social de Jacobina, vimos socializar este evento para que não façam vistas grossas, mas venham executar sua obrigação de auxiliar este caso urgente que esta Senhora e seus filhos estão vivendo bem próximo da gente, outrossim, rogo para que a população de Jacobina possa se sensibilizar e ajudar com qualquer material (cimento, madeira, telha, blocos etc.)que acelere a saida desta Senhora do perigo real de desabamento, façam suas doações diretamente na casa de Dona Ieda, que fica logo após, do lado direito da Associação dos Moradores do Chocho de Dentro ou liguem para o nosso telefone ou da redação dos jornais que publicarem este Pedido de Socorro que este humilde cidadão socializa com os leitores.

Segue o nosso contato para que caso não possam levar as doações, iremos até você e enregaremos em mãos. 74-8806-5429 ou 74-99628785.

Estaremos publicando mais fotos aqui. Contamos com a participação de todos !

Grato pela Solidariedade.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Passeata contra ação de mineradoras em Jacobina !!!

Hoje fui surpreendido com um carro de som convocando os munícipes para uma audiência pública que ocorrerá amanha às 09:00hs na Câmara de Vereadores desta cidade, o tema deste evento será os estragos que a atividade mineradora tem causado aos nossos mananciais e natureza de modo geral. Bem, ao terminar de escutar o anúncio no referido veículo, parei a pensar, será que de fato o "povo" tá preocupado com a natureza mesmo ??? Não demorou muito às 17:30hs deste mesmo dia, fui ao centro da cidade comprar alimentos e me deparei com uma passeata de manifestantes com a seguinte mensagem: " A mineração em jacobina interessa a quem?? ", ora, bolas, não iremos longe para achar algumas respostas, vejamos logo.
Em Jacobina, cidade que carece de postos de trabalho, a mineração tem contribuido para um aumento substantivo da oferta de empregos na cidade, além disso, estes empregos servem acima de tudo para os "doutores" encachar seus apadrinhados, uns no almoxarifado, outros na construção civil e dai por diante. Por outro lado, esta geração de renda e destruição do meio ambiente gera também grandes dividendos para o mercado local. A Prefeitura arrecada impostos, os empregados recebem salarios e gastam no comércio local, as lojas acirram a concorrência e anunciam nas rádios, jornais e sites para melhorar a imagem dos seus produtos e os jornalitas por sua vez também recebem seus incetivos (um jantarzinho aqui, um anúncio ali etc.) para pegar leve com a mineradora, assim é como a politica de troca de favores funciona em boa parte do nosso país. Enfim, é tudo um ciclo de interesses que só o tempo irá nos mostrar o desfecho final, tanta omissão e falta de responsabilidade por parte dos ditos "administradores das massas" que ainda aparece gente nas midias querendo ser o mercador da ética. Ahhhh, para terminar, vi um dia destes escrito num muro " ORAÇÃO A SATÃ, HERANÇA MALDITA, SILICOSE E AGUA POLUIDA" aos nossos filhos, netos e quiça bisnetos.


Vamos para frente !!! Fique ai assistindo o futuro de sua cidade através das ondas do rádio....internet....ou TV.

Só para lembrar: "Dinheiro Fala".

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Extra, Extra: Vejam o texto do Corajoso Juiz que Mandou prender o maior mafioso do Brasil !!!!

Este pronunciamento foi feito durante uma cerimonia de agradecimento à Policia Federal pelo trabalho conjunto que levou muito peixe grande para cadeia. Este trabalho ocorreu durante os anos que o Exmo. Juiz ficou responsavel pela Vara de Crime de Colarinho Branco, antes de ser perseguido pelo Gilmar Dantas (STF) e outros peixoes que se sentiram incomodados, leia o texto na íntegra:



Exmo. Sr. Superintendente Regional da Polícia Federal Dr.Roberto Ciciliati Troncon Filho

Demais autoridades presentes

Sras. e Srs.

Meu cordial bom dia a todos,


Inicialmente gostaria de parabenizar o Dr. Roberto Ciciliati Troncon Filho pela merecida posse no cargo de Superintendente Regional da Polícia Federal no Estado de São Paulo. Conheço seu trabalho de longa data e posso afiançar sua dedicação e seriedade no trato das questões envolvendo a Polícia Federal.


Esta instituição deve ser motivo de orgulho do povo brasileiro porquanto vem cumprindo suas atribuições, que não se confundem com as da Justiça Federal, muito menos do Ministério Público Federal.


Nesse relacionamento não existe sujeição, mas atribuições constitucionalmente previstas, apesar de os objetivos serem comuns. O resultado do serviço executado com correção somente é decorrente do bom trabalho realizado por todos, sem que um substitua o outro. Polícia é polícia. Ministério Público é ministério público. E, juiz é juiz. Todos são insubstituíveis e fundamentais.


Se ao juiz não cabe examinar fatos como se polícia ou acusação fosse, de igual modo não pode o ministério público atuar como juiz ou polícia. Ora, também a polícia não pode apreciar fatos como se ministério público ou juiz fosse.


Fatos graves que estão sendo veiculados constantemente no país, e devem causar indignação, tristemente são objetos de conclusões preconcebidas de que não constituem infrações administrativas ou penais, apesar de sua aparente envergadura.


O que pensar o cidadão quando não constata concretamente a atuação soberana das instituições que idealizou para o bem comum?


É urgente a reflexão.


Ao longo do tempo a Justiça Federal cresceu e se aparelhou, muitas vezes, graças à colaboração de diversos órgãos e entidades, ora com o concurso do Governo do Estado (como, por exemplo, a implementação da transmissão eletrônica das audiências criminais), ora com o auxílio de governos locais ou autarquias federais (permitindo a instalação de varas federais), tudo com o objetivo de facilitar e aproximar os trabalhos judiciais, de molde a ser acessível ao maior número de pessoas e de maneira a corresponder às expectativas institucionais e às dos cidadãos.


Todavia, a agilidade e a acessibilidade ao serviço judicial ocasionam a sobrecarga e a cobrança dos trabalhos a ele correlatos, como também do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, os quais, de igual modo, devem corresponder, à altura, às nobres tarefas que lhes foram constitucionalmente atribuídas.


Instituições e agências governamentais, com competências determináveis, apesar dos objetivos comuns, por vezes, complicam o tradicional panorama teórico das administrações públicas, quando existe uma babel e uma sobreposição de funções e de afetações de egos.


Não basta que seja reunida unicamente a vontade dos que atuam ou desejam atuar em colaboração ao trabalho da Justiça, mas que sejam agregadas, de fato, condições culturais, políticas e materiais para possibilitar a aplicação de uma jurisprudência estável que respeite as instituições democráticas, a primazia do Direito, a observância aos direitos humanos e a proteção das minorias.


A interpretação individual, extraída do contexto da responsabilidade ético-jurídica de atuação com a envergadura da busca da verdade, não altera o status quo, antes, o confirma, apesar de nadarmos num mar de desigualdades, inseguranças e medo.


A implementação de um espaço de liberdade e justiça deve constituir um dos principais objetivos a serem perseguidos, de molde que todos sejamos corresponsáveis no emprego de esforços ao combate e à prevenção da criminalidade e no estabelecimento de um “alto” nível de segurança dos cidadãos.


Para tanto, não há espaço para clubes fechados, que desprezem uns aos outros, apenas observando suas próprias virtudes, num processo de autoglorificação que mediocriza, humilha e deslegitima.


Um pequeno, mas importante passo foi dado, com a valiosa colaboração dos funcionários da 6ª Vara Criminal Federal especializada, permitindo destinar, ora provisoriamente ou não, e desde 2007, veículos, TV, aparelhos de ginástica e outros bens, além de R$1.600.000,00 para prover a segurança indispensável da sede da Polícia Federal de São Paulo que, apesar de relativamente nova, não foi idealizada e concebida com a preocupação que sua natureza impõe.


A Prestação de Contas do dinheiro recebido, além do que assistimos hoje aqui, demonstrou adequadamente o emprego dos recursos para os fins públicos almejados.


É difícil imaginar no Brasil atuação da Justiça que reverta em algo concreto à sociedade de forma tão célere e eficaz. Um trabalho protocolar e sistêmico jamais levaria ao resultado que ora constatamos se não houvesse a tomada firme de ações e a confiança mútua nas instituições.


Neste sentido, merece aqui ser lembrada a lição de Fernando Pessoa quando sustenta que:


“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”


Mas, o grande legado, o verdadeiro fruto do que hoje aqui se vê, decorre da atitude positiva e determinada na direção de um espaço bem protegido. Nessa equação há dependência e necessidades de parte a parte, já que resgata a plena confiança no sistema e confere segurança a todos os milhares de cidadãos que aqui comparecem. Cada um, a seu modo, com suas carências e limitações, deve atuar para servir ao bem comum e à lei.


Não haveria, pois, provedor e provido porquanto os verdadeiros beneficiados são os jurisdicionados, fonte e destino do real interesse público.


O usufruto deste espaço significa um virar de página que estimulará, espero, a sequência das páginas seguintes. A colaboração da Justiça representa também o reconhecimento do sério trabalho policial desenvolvido de forma que este não se interrompa, mas se perpetue sob um novo e também importante patamar.


Não podem as instituições, por ausência de meios e recursos, ingressarem em estado vegetativo.


A busca da verdade não pode jamais ser desmerecida ou colocada em plano secundário, como aparentemente e subliminarmente vislumbra-se pelo movimento atual de mudança legislativa. A verdade, todos sabemos, é facilmente distorcida e muitas vezes objeto de tendenciosas imprecisões ou confusões, exemplo claro de quão individualmente somos frágeis, quando não presente qualquer apoio institucional. Apesar disso, temos que seguir na mesma linha de raciocínio e determinação para realizar aquilo que acreditamos e concretizar o compromisso de deixar um legado significativo para as próximas gerações. Aproximamos, se é que não ultrapassamos, o momento de dizer “basta”, de repudiar toda e qualquer forma de corrupção, mesmo que, por exemplo, travestida na obtenção de cargos ou favores ou, ainda, na prestação de serviços não adequadamente justificáveis.


As garantias de inamovibilidade e autonomia econômico-financeira (e não estou falando da prerrogativa de foro que, por si só, não se justifica), que permitem, respeitando-se a Constituição e as leis, um julgamento firme e destemido, também deveriam ser concedidas aos membros da Polícia Federal para realizar, da mesma forma e sem ameaças, a sua legítima atuação. Somente assim estaríamos num país verdadeiramente republicano e democrático, onde esta instituição não poderia mais ser vislumbrada ou confundida como algo de “Estado” a serviço de interesses de governos. Justiça, Ministério Público e Polícia servem apenas ao povo e aos valores constitucionais.


O juiz, no processo, deve receber, quando solicitado, as partes. É sua obrigação. O atendimento equidistante e dentro dos limites institucionais se dá a advogados, a membros do Ministério Público e também da Polícia Federal. Isso não protagoniza ou sinaliza uma existência de sociedade ilegal entre este ou aquele, mas simplesmente o atuar com propriedade e respeito. Decorre também da observância às mínimas regras da boa educação, jamais significando violação, antes confirmação do que estatui o Código de Ética da Magistratura, que, no artigo 8º, proclama dever o juiz evitar todo o tipo de comportamento que possa refletir predisposição ou preconceito.


Se, de um lado, não se pode ir além, de outro, não se pode ficar aquém. As Varas especializadas, sempre objeto de críticas infundadas, deram ritmo ao que não se tinha. Propiciaram a concentração de esforços e conhecimento, permitindo que a verdade não mais fosse sucumbida. Revelaram, em muitos momentos, orquestração, artimanhas e descaso com que mercadores da ética tratam a Justiça e, invariavelmente, utilizando-se de argumentos de que a instância jurídica de primeiro grau não serve, desserve ao cliente, por eles sempre considerado “honesto” e “brilhante”. Quando este é processado, o juiz é necessariamente parcial ou arbitrário, num sistema de obviedades que desrespeita regras elementares. Esquece-se que o trabalho é fruto da coordenação e esforço de um grupo de técnicos que estão preocupados em tentar fazer o seu melhor e no exclusivo interesse público.


O que se extrai disto tudo é a ideia de que redes intrincadas de interesses cruzados, escusos e privados, onde quer que estiverem, trabalham de forma organizada contra os que, com conhecimento, experiência e ética, tentam evitar respostas tardias ou inúteis à sociedade.


O país está à deriva e cabe ainda a todos nós a recondução do destino das próximas gerações, retomando a credibilidade nas instituições desta nossa querida nação.


Agradeço a todos essa homenagem, que a recebo em nome do Poder Judiciário Federal. A atuação deste somente possui algum significado se for capaz de estimular os trabalhos sérios realizados com adequada coordenação e respeito. A Justiça, quando assim ocorre, certamente os reconhecerá.


Parabéns à Polícia Federal pelo trabalho realizado.


Muito obrigado!


Fausto Martin De Sanctis
Desembargador Federal do TRF3 e escritor

Veja na íntegra a redação que ganhou o prémio da UNESCO - 50.000 concorrentes

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Clarice Zeitel

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.