domingo, 17 de julho de 2011

AS TORNEIRAS COMEÇARAM A JORRAR....OLHO VIVO POVO !!!



Enquanto de um lado a oposição começa a reunir forças para criar um projeto que coloque Jacobina na rota de crescimento com geração de emprego e renda, do outro lado, já começou as ações que visam a tapiação e o mal uso do dinheiro público. Na Bananeira, Leader, Junco, Paraiso, outros bairros e localidades já é notório o derrame de "tinta" nos meios fios, paredes e praças públicas. Estas ações visam somente maquiar as ruas e locais públicos com limpezas de última hora para passar a imagem de que a cidade está limpa e bem cuidada. Pessoalmente eu até queria que este governo estivesse fazendo um bom trabalho em prol da sociedade de Jacobina, entretanto como todo cidadão fico indignado com tanta propaganda enganosa e abandono com o povo, todos pagam seus impostos mas até aqui não tiveram o mínimo de retorno da gestão coerente do dinheiro público em benefício dos munícipes. Desde modo, reiteiramos que todos devem estar atentos para estas ações de final de "governo", muitas acontecerão, devemos ficar de olho vivo para rejeitarmos qualquer tipo de manipulação tardia com intuito de ludibriar os menos desavisados, é preciso dizer que esta equipe que está no Poder não fez nada no decorrer de 3 anos a não ser a manutenção da limpeza pública e o fechamento dos hospitais que hoje oferecem médicos com plantões de R$ 1.000,00 (hum mil reais) para atender o povo de Jacobina. Pergunto a vocês: Que tipo de profissionais médicos temos para atender os jacobinenses e irmãos da região ??? Bolivianos, Peruanos, Residentes ??? Nada contra.... mas o problema é que  na sua maioria são profissionais que apenas sabem receitar e mandar para casa. Cadê os cirurgiões, cadê os grandes nomes que sempre estiveram em Jacobina salvando vidas e operando sem olhar o credo do paciente, quiça estes grandes médicos estejam ganhando um pagamento justo pelo traabalho primordial na vida das pessoas em outras cidades onde os gestores se preocupam com a saúde e a vida do seus cidadãos. Enfim,  repito, olho vivo povo, neste fim de mandato vai acontecer muitos multirões, ohhhh melhor, mentirões para salvar apenas o quinhão de quem está mamando e não quer lagar a teta. Parece engraçado, mas no fundo só rir que está contratado para operar no sentido de manter o atraso que Jacobina escolheu eganosamente, de resto só marasmo.

Saudações democráticas !!!

domingo, 3 de julho de 2011

OPERAÇÃO 2012 - Lideranças Municipais e Convidados se Reúnem em Jacobina.




Rumo ao Embate de 2012





Lideranças locais se reuniram hoje no sindicato dos comerciários de Jacobina para discutir projetos para o pleito eleitoral de 2012. Entre os presentes estavam o deputado federal Amaury Teixeira, Cícero Monteiro, (Secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano), Marcos Jacobina, Airton Vieira além dos presidentes dos partidos de oposição PT e PC do B, respectivamente, Zélia e Profa. Eliananinha entre outros convidados.

Os participantes externaram o sentimento popular municipal delineado com o descontentamento geral das pessoas com o engessamento sócio-econômico e político vivido nos últimos 6 anos na cidade de Jacobina-Ba. Deste modo, os participantes propuseram e debateram sobre possíveis projetos que serão elaborados e encaminhados para a sociedade jacobinense dar seu aval, tendo como foco primordial o preenchimento das lacunas: ( Saúde, Educação, Segurança e Desenvolvimento Social) que têm penalizado muito a população local neste Biênio.
Desejamos boa sorte aos compaheiros e não vamos medir esforços para fazer com que nossa cidade reencontre o desenvolvimento e a dignidade de seus cidadãos.
Avante !!!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

América Latina, terra de esperança

“Eu também tenho ressalvas à expressão “capitalismo avançado”. Os países capitalistas avançados são os mais destrutivos. Você chamaria isso de avançado? Não é avançado e em muitos aspectos nos traz de volta à condição da barbárie”
Entrevista concedida a Matheus Pichonelli e Ricardo Carvalho
Quando você pensa na totalidade da América Latina, é impossível negar que houve tremendos avanços políticos. Houve mudanças significativas também em outros aspectos. A primeira vez que eu vim ao Brasil foi em 1983. Após uma conferência em João Pessoa, eu dava uma entrevista numa rádio local quando vi pela janela uma grande aglomeração de pessoas. Durante a pausa para os comerciais, fiquei sabendo que a razão daquela movimentação toda era que em algum lugar perto de João Pessoa havia protestos de pessoas famintas, que não tinham o que comer.
Lula deixa Brasília, em seu último dia como presidente, com mais de 80% de aprovação. Foto: Renato Araujo/Agência Brasil
O programa de Lula de combate à fome foi uma resposta a situações como a que eu vi. Hoje, pelo o que sei, não existem mais protestos por comida no Brasil. O aumento do salário mínimo também foi uma contribuição importante. E mudanças também ocorreram na Venezuela, Bolívia, Paraguai e Argentina. A Argentina, por exemplo, deveria ser um daqueles milagres econômicos. Mas o milagre argentino terminou na total falência do País. Eles chegaram até a dolarizar sua economia, abandonaram sua moeda e foram sufocados por isso. Os protestos populares levaram à mudanças significativas na Argentina. Então, a América Latina é um continente onde várias experiências interessantes ocorreram e ainda estão em curso.
Agora, eu não afirmo com isso que a América Latina, assim como o restante do mundo, poderá se isentar de enfrentar esses problemas estruturais que eu já mencionei. E esse é o grande desafio para o futuro. A dimensão muito positiva é que na América Latina existem movimentos extremamente importantes como o campesinos e o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). São movimentos sociais que não tem a perspectiva de implorar por favores políticos, mas que tomam a iniciativa e tentam controlar as coisas por si mesmo. Uma das características mais importantes desses movimentos é que eles tentem controlar a situação.
Mészáros: programas sociais causam ressentimento na América Latina
Na América Latina, as soluções também precisam levar em conta um esforço para remediar nossa relação com a natureza. Em um futuro próximo, por exemplo, nós teremos de considerar como colocar energia nos nossos carros. Se você produz carros, eles precisam de energia de alguma maneira. Ao mesmo tempo, nós multiplicamos cada vez mais o número de carros porque a produção não pode parar. Mas, o que precisamos fazer é perceber que a real necessidade das pessoas é o transporte, não os carros. Nós precisamos pensar em meios de transportes adequados, não carros individuais que agridem a natureza.
Eu a considero a América Latina, de longe, o continente mais esperançoso do mundo. Aqui, coisas interessantes vêm acontecendo desde os anos 70. A primeira reação aos movimentos que eclodiam, naquela época, foram as ditaduras. Ao menor sinal de problema, os norte-americanos encontravam um ditador. Eles enviavam os fuzileiros ou achavam algum general que pudesse fazer o trabalho por eles. Hoje os Estados Unidos não podem mais fazer isso, essa fase histórica passou, mas ainda carrega consequencias e repercussões.
Eu acredito que as reais transformações estruturais, que levaram séculos para acontecer do feudalismo para o capitalismo, não demorarão tanto para ocorrer. Por quê? Porque nós não temos séculos. Nosso tempo está se esgotando. E essas mudanças não podem ser pensadas como algo isolado ao “mundo subdesenvolvido”. Nós vivemos em um único mundo. Existem alguns conceitos mistificadores como “terceiro mundo”. Eu sempre rejeitei essa expressão. O que é o terceiro mundo? Eu apenas conheço um. Não é o “terceiro mundo”, mas uma parte integrada do mundo na qual os países são explorados. E a América Latina é o continente mais esperançoso onde as mudanças serão iniciadas, mas não poderão ser concluídas.
Globalização é um conceito utilizado apologeticamente. A realidade da globalização é que existe, na verdade, uma tendência para a integração econômica. Mas, politicamente, nada é resolvido. E hoje ainda prevalece a lógica de confrontar problemas políticos por meio da guerra, violência e destruição. É o que fazem os Estados Unidos. Isso é um grande absurdo porque nada na história da humanidade foi resolvido pela guerra.
Eu também tenho ressalvas à expressão “capitalismo avançado”. Os países capitalistas avançados são os mais destrutivos. Você chamaria isso de avançado? Não é avançado e em muitos aspectos nos traz de volta à condição da barbárie. Rosa Luxemburgo uma vez disse “socialismo ou barbárie”. Eu acrescentaria algo à frase de Rosa Luxemburgo: “barbárie, se tivermos sorte”. Porque a destruição total da humanidade é o que está em nosso horizonte. A tendência é sempre resolver os problemas com guerras e destruições. Na Primeira Guerra, os aliados saíram vitoriosos. Mas o que eles resolveram? Eles criaram Hitler. Por isso eu digo que as decisões estão sendo tomadas às costas das pessoas. Elas nunca antecipam as coisas. Elas nunca imaginam que depois da vitória vem a destruição.
Em 1871, na Comuna de Paris, o que aconteceu foi uma brutal destruição. Bismark, o chanceler alemão, que venceu as tropas francesas anos antes, quando viu as comunas tomando o poder em Paris, ordenou a libertação dos prisioneiros de guerra franceses para destruir a organização. O que aconteceu depois? Três impérios fizeram um pacto para lutar juntos contra esses tipos de distúrbios feitos pela população, caso acontecesse de novo. Isso não é mais possível. Um dos maiores estrategistas de guerra de todos os tempos, general Klausevits, disse uma vez: “a guerra é a continuação da política, só que por outros meios”. Hoje isso é inconcebível. Uma nova guerra mundial acabaria com a humanidade. Essa é a diferença histórica fundamental.
A América Latina é hoje uma das regiões onde se tem mais esperanças, porque as pessoas estão tomando o controle das decisões, assumindo responsabilidades, depois de terem eliminado ditadores.
E como vamos fazer essa transformação? Transformando as pessoas. A exploração da esmagadora maioria das pessoas por poucos não é mais aceito como era antes. No socialismo você não pode fazer isso. Você não aceita uma minoria que controla a política e a economia tomando todas as decisões. Seria um absurdo. Por isso temos que criar uma sociedade da igualdade substancial. A produção de mercadorias e o mercado devem ser as bases dessa equalização. Precisamos ir em direção a um sistema de igualdade substancial, com reorientação, com participação nos processos de decisão, com nossas decisões sobre o que queremos fazer para tornar nossas realizações mais justas, mais igualitárias. Ninguém precisa decidir isso por você.
Em “The Critique of The Gotha Program”, Marx fez a definição do que seriam os estágios inicial e final do socialismo. No primeiro, a distribuição seria feita a cada um de acordo com a sua contribuição para o total do produto social. Na fase avançada, seria de acordo com a sua capacidade ou necessidade. Agora, quem determina o que a gente precisa? Apenas uma pessoa, você mesmo. Hoje, 1% ou 2% da população controla de 40% a 60% dos recursos e riquezas da sociedade. Para mudar isso, será preciso uma cooperação das pessoas pelo mundo. Para produzir e distribuir conforme as necessidades, será preciso criar empresas cooperativas. Isso vai ser a base da sociedade do futuro. E não podemos ter certeza de que essas transformações vão ser feitas apenas dentro da lei. Não estamos enfrentando apenas leis humanas, mas as leis da natureza. A natureza está nos impondo seus limites. Por isso precisamos nos adaptar ao melhor uso dos recursos. Isso vai acontecer em pouco tempo – mas não no meu tempo, infelizmente. As pessoas estão começando a confrontar essa realidade, sobretudo na América Latina.

FONTE: http://www.cartacapital.com.br/politica/america-latina-terra-de-esperanca <acessado em 27.06.2011>.

domingo, 26 de junho de 2011

A LIBERDADE DA COMUNICAÇÃO: REFLEXÕES.

O realismo sem deixar de lado a utopia

Por Marco Antonio Rodrigues Dias em 06/06/2011 na edição 645.

Quando se analisam fenômenos ligados à realidade social, inclusive no campo da comunicação, é sempre útil recordar as palavras do prêmio Nobel de Literatura mexicano, Octavio Paz, para quem “a busca do futuro termina, inevitavelmente, com a conquista do passado”.
No início dos anos 70, o curso de Comunicação da UnB sofreu uma reestruturação profunda, cujas bases estão presentes até hoje, por meio da ação de alguns dos professores e pesquisadores remanescentes daquele período. Não se falava muito em cidadania naquela época. O contexto era outro. A preocupação imediata era a reconquista da liberdade e, para isso, buscavam-se formas alternativas de ação, que visassem principalmente a fazer com que a comunicação fosse colocada a serviço do desenvolvimento, que deveria ser concebido de maneira diferente da visão então dominante. Para isso, a inspiração era buscada em filósofos do tipo de Maritain e Mounier e, mais perto de nós, nas ideias básicas formuladas por pensadores como Paulo Freire.
Desenvolvimento não podia ser visto como sinônimo de crescimento e basear-se na experiência de alguns poucos países. Fatores culturais e sociais tinham que ser levados em consideração. E, no campo da publicidade, por exemplo, como hoje no de marketing, não questionassem sua função no controle da informação. Na medida em que essa concepção fosse implementada, necessariamente levaria a questionamentos sobre a democracia, então ausente no país, e estimularia ações que, hoje, caem nas preocupações dos que pensam em reforçar a cidadania para aperfeiçoar a democracia.
Quem se recorda da origem do nome Ceilândia?
Na realidade, a ação do conjunto dos integrantes do curso de Comunicação naquele período de reformas não era monolítica. Alguns optavam por limitar-se à formação técnica profissional e, por exemplo, em campos como o da publicidade, não se questionava sua função no controle dos meios de comunicação. Em realidade, o curso assegurava, com eficiência, creio, a formação básica profissional de jornalistas em todos os veículos (o que implicava atividades na área de rádio, jornal, televisão e cinema documentário), de profissionais para a publicidade e de especialistas em relações públicas, em particular, tendo em vista as características de Brasília, na área de relações públicas governamentais. Mas, a ambição do grupo, em geral, ainda que não formulada explicitamente (o que, aliás, não era possível), era mais ampla.
Todos, ou quase todos, sonhavam com a redemocratização do país e buscavam ver como a comunicação poderia colaborar para alcançar esse objetivo. O contato com especialistas do mundo inteiro que tivessem uma visão da comunicação voltada para o social – e, particularmente, com especialistas latino-americanos, como Juan Diaz Bordenave (Paraguai), Luís Ramiro Beltrán (Colômbia), Antonio Pasquali (Venezuela) e outros – foi, na época, um instrumento de abertura e de legitimação dessa corrente.
Na época, em tempos de ditadura, a atmosfera era escura, mas ninguém tinha dúvidas sobre o que fazer para transmitir aos estudantes o domínio de técnicas que lhes assegurassem um futuro profissional. Houve muita ação, experiências didáticas de cursos em bloco foram lançadas, o curso equipou-se para lançar jornais-laboratórios, preparar emissões de rádio e de televisão, elaborar documentários, lançar campanhas publicitárias, que inclusive receberam prêmios nacionais. Quem se recorda hoje, em Brasília, que o nome da cidade-satélite Ceilândia originou-se de uma ação organizada pelos estudantes de publicidade da UnB em torno de uma campanha de erradicação de invasões organizada no Distrito Federal?
Comunicação assegura coesão
Mas, o que ficou de permanente dessa época, a meu ver, estava mais vinculado à discussão da função da comunicação. No Brasil, na época, sem dúvida, foi na UnB que o Informe Mac Bride, de 1978, tornou-se objeto da atenção mais consciente. Embora criticado, inclusive dentro da UnB, esse documento, até hoje, em matéria de princípios, é atual. Mostrou, por exemplo, que havia necessidade de alterações no fluxo de informações entre as nações e, internamente, em cada país, de maneira a evitar que o fluxo se fizesse em mão única dos desenvolvidos para os países em desenvolvimento e, no interior dos países, de cima para baixo, exclusivamente.
Além disso, o conceito de notícias deveria ser ampliado de maneira a não englobar apenas os “acontecimentos”, mas “processos” inteiros. Por exemplo, a fome é um processo, enquanto uma greve de fome é um acontecimento. O informe demonstrava a necessidade de criação de políticas de comunicação que estimulassem e favorecessem processos de desenvolvimento endógeno, que deveriam beneficiar toda a população, sendo inadmissível o uso da comunicação apenas para fazer a população aceitar sacrifícios de um crescimento que nunca viria a beneficiar toda a coletividade. O informe é muito amplo. [Ver resumo comentado do informe no volume eletrônico nº 19 no site www.mardias.net. Para o texto completo do informe, buscar em www.unesco.org]. O que ficou foi a tentativa de se definirem as bases para uma nova ordem mundial de comunicação e o esforço de se definir o que seria o direito à comunicação, que compreenderia, pelo menos:
a) o direito de saber e de ser informado;
b) o direito de transmitir a outro a verdade tal qual cada um a vê;
c) o direito de debater.
Para isso, os laços de comunicação eram vistos como essenciais para formação e desenvolvimento de uma entidade nacional. A comunidade é uma combinação de grupos diversos do ponto de vista da classe social, da situação econômica e, muitas vezes, da filiação política ou religiosa, bem como de atitudes e opiniões. A comunicação assegura a coesão de toda a comunidade. Se o poder que confere a comunicação é explorado para reprimir e fazer calar as minorias ou dissimular as divergências reais, resulta disso uma alienação de uma fração dos cidadãos e, em consequência, um enfraquecimento da comunidade nacional. Aí também não se falava em cidadania, mas a base estava toda ali.
Ação multidisciplinar
O livro que professores e pesquisadores da Faculdade de Comunicação elaboraram será uma referência, sem dúvida. Ele dá um retrato do que significa, hoje, ao final da primeira década do século 21, a comunicação para professores e pesquisadores na UnB. E eles ousam fazê-lo em um momento em que a incerteza é o que prevalece. Face à perda de leitores dos jornais e ao desaparecimento paulatino dos recursos publicitários, à supressão de postos de jornalistas, chega-se ao ponto de se anunciar o fim dos jornais. Sintomático dessa situação é o fato de um jornal que, desde o início do pós-guerra, no final dos anos quarenta, Le Monde, era dirigido e controlado pelos jornalistas, agora, para não falir e desaparecer, é obrigado a aceitar uma recapitalização que, provavelmente, vai transformá-lo em uma empresa igual a todas as demais, dependente, para sobreviver, da publicidade e controlada por grupos econômicos.
No entanto, o jornal provavelmente não desaparecerá. Terá de mudar, mais do que já o fez, terá de recorrer a novos instrumentos tecnológicos, será obrigado a utilizar outra linguagem, mas os caminhos a seguir não são claros. Ser professor de Comunicação hoje não é tarefa fácil. O problema é debatido nas páginas deste livro. O leitor terá uma visão de mudanças que ocorrem neste campo no mundo inteiro e de tendências que apenas se esboçam. Não há certeza, mas os professores e pesquisadores da UnB não hesitam em continuar a transmitir aos estudantes as técnicas conhecidas a serem utilizadas nos meios atualmente existentes e ousam mesmo lançar-se no campo das perspectivas com base nos dados e informações atualmente disponíveis. Além disso, insistem na necessidade de concentrar a atenção na realidade social e mesmo estimular a utilização das novas tecnologias para o desenvolvimento de meios de comunicação alternativos. Há um trabalho teórico profundo, acompanhado de propostas de ações concretas.
Nos anos 70, o curso de Comunicação da UnB inovou, abrindo campo para atividades multidisciplinares como as que eram resultantes da interface entre comunicação e educação e da tentativa de unir o tecnológico e o social por meio de ações com a Faculdade de Tecnologia, representada pela figura emblemática do professor Lourenço Nassib Chehab, que aliava a competência técnica ao conhecimento dos fatores antropológicos e culturais. Os professores de hoje vão mais longe, enfrentam a realidade do desenvolvimento técnico e tratam de realidades sociais que se tornaram importantes, como o tratamento da cidadania depois dos anos 60. E, com certeza, mais adiante, logicamente, vão acabar também tratando de problemas que antes não eram vistos como tais, como o da imigração e o da precariedade no trabalho, esta última objeto de atenção no livro. Uma ação multidisciplinar e interunidades se imporá nesses campos.
Amor romântico
O livro levanta questões sérias, como a da análise da utilização dos princípios da cidadania para efeitos exclusivamente mercadológicos, o que leva também a crer que, no futuro, esses mesmos pesquisadores serão levados a pesquisar a ação de empresas diversas, tanto privadas como públicas, que, no Brasil, aderiram ao programa Global Compact, das Nações Unidas. Uma ação interdisciplinar com representantes de várias outras unidades da UnB na análise desse tipo de ação seria muito útil na consolidação das ações reais da cidadania no país.
Hoje, no mundo inteiro, na área de educação, a grande questão está em se saber se a educação conseguirá manter-se como um bem público implementado por instituições que exercerão um serviço e uma função pública. O desenvolvimento da internet favorece a comercialização da educação e, nas organizações internacionais, estimula-se a aceitação dos esforços da Organização Mundial do Comércio em transformar educação, em particular o ensino superior e o ensino à distância, em mercadoria. O serviço público, tradicionalmente, requer que seja prestado a todos, de maneira permanente e com capacidade de adaptação às modificações da sociedade, inclusive as transformações tecnológicas. O combate é grande para se manter a ideia de serviço público em educação, mas se trata de um combate necessário.
O livro menciona a questão do jornalismo e da comunicação também como serviços públicos e esse é um tema fundamental. Recentemente, a Universidade das Nações Unidas decidiu criar um instituto de formação e pesquisa em Barcelona. Tratará do diálogo intercultural baseado na diversidade e na aceitação do outro, mas dará uma atenção especial, em suas ações, à educação e à comunicação, por meio da ação da mídia. Seguramente, em algum momento, juntamente com os professores de educação da universidade, esses pesquisadores serão levados a reforçar a preocupação em formar os cidadãos à cidadania, sabendo que, para isso, uma formação específica terá de ser prevista para a utilização da pletora de informações que são postas à disposição de cada um de nós. Hoje, o risco é grande de que o indivíduo se perca diante de tudo o que está disponível.
O livro dos professores de Comunicação da UnB revela sua capacidade de tratar de questões que afetam o indivíduo humano em sua integralidade e, para isso, analisa inclusive o tema do amor romântico em Hollywood, que, como se assinala, “com alcance quase mundial, configura-se como uma das principais fontes para ecoar comportamentos, atitudes e maneiras de ser e viver”. Além de ser capaz de dar uma visão de conjunto sobre os estudos de comunicação na UnB hoje, este livro inclui um toque profundamente humanista. Ainda que alguns não o queiram admitir, o amor romântico tem um peso fundamental no desenvolvimento e na construção de cada ser humano.
Por fim, em síntese, os professores de Comunicação da UnB buscam estimular o realismo sem deixar de lado a utopia, necessária para se transformar o mundo e para se criar uma sociedade melhor e mais justa. O caminho está certo.

FONTE:   http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/o-realismo-sem-deixar-de-lado-a-utopia

CULTURA: A PUBLICAÇÃO DO DIARIO DE CHE GUEVARA.

 

Publican diario inédito del Che
Madeleine Sautié Rodríguez
madeleine@granma.cip.cu
Diario de un combatiente, Sierra Maestra-Santa Clara (1956-1958) se titula el libro que recoge los apuntes del Comandante Ernesto Che Guevara en los dos últimos años que precedieron al triunfo revolucionario, el cual fue presentado ayer por primera vez en el capitalino Centro de Prensa Internacional, coincidiendo con el aniversario 83 del natalicio del Guerrillero Heroico.
Introducido por María del Carmen Ariet, coordinadora científica del Centro de Estudios Che Guevara y del Proyecto Editorial dedicado a la vida y obra del Comandante, y por Oscar Fernández Mel, médico y compañero del Che en la Sierra y el Congo, el diario constituye la base en la cual se apoyaría su autor posteriormente para escribir los conocidos Pasajes de la Guerra Revolucionaria.
Bajo los sellos Ocean Press y Ocean Sur, casas editoras que junto al Centro de Estudios Che Guevara celebran el décimo aniversario del Proyecto Editorial Che Guevara, el Diario... , permitirá al lector hallar desde sus propias palabras al guerrillero estrenándose en la geografía cubana a partir de su llegada a la Isla como expedicionario del yate Granma, y al hombre que asumió con respeto y responsabilidad el compromiso de aportar a la liberación del pueblo cubano.
La publicación, que cuenta con un prólogo del doctor Armando Hart Dávalos, incluye un glosario de nombres y documentos de los días épicos de la Sierra Maestra y del Frente de Las Villas reproducidos en facsímiles.
A la presentación asistieron también Jorge Risquet, miembro del Comité Central del Partido; Aleida March y Aleida Guevara March, y familiares de los Cinco Héroes cubanos confinados injustamente en cárceles de los Estados Unidos. 

FONTE: http://www.granma.cu/espanol/cultura/15junio-publican.html

Prefeitura de Jacobina cria mais um cabide de emprego ilegal !!!

Pelo Respeito aos principios da Administração Publica.

Pasmem leitores e munícipes de Jacobina. Com a novela do SAMU em Jacobina, a prefeitura municipal aproveitou para dar mais um golpe na população e nas Leis que regem a administração publica. Vejam bem, com a transferência da central de regulação do SAMU para Irecê, a cidade de Jacobina utilizou as ambulâncias do SAMU para implantar um serviço “cala boca” denominado SAMU municipal. Bem, este serviço nada mais foi do que um cabide de empregos sem o devido concurso ou processo seletivo público. Logo, como é de praxe em todo Brasil, não se pode implantar serviço publico permanente sem a realização de concurso publico para o preenchimento das vagas. Assim, numa ação omissa que lhe é peculiar, a administração publica de Jacobina focou a divulgação das informações via rádio e outros veículos informativos apenas na utilização das ambulâncias e esqueceu-se (propositalmente) de respeitar os essenciais princípios que norteiam a administração publica: Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência, será que este advogado “propaganda” que foi contratado pela prefeitura não servem nem para avisar sobre esta falha gritante?
Vamos abrir os olhos população e Ministério Publico, este ato é passível de anulação.
Não podemos ficar com os braços cruzados vendo o patrimônio publico sendo utilizado para fins pessoais...Em breve voltaremos com mais noticias sobre o desmando na cidade de Jacobina.
Saudações Democráticas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

FILANDIA: SINDICATO REJEITA INTERVENÇÃO DA UE EM NEGOCIAÇÕES COLETIVAS NACIONAIS.

O plano da União Europeia de assumir o controle sobre negociações coletivas realizadas em seus estados-membros enfrentará a firme oposição do movimento sindical finlandês. Esta foi a advertência feita pelo presidente da Confederação Finlandesa de Profissionais (STTK) e membro da diretoria da Confederação Sindical Europeia (ETUC), Mikko Mäenpää, numa entrevista concedida dia 21 de fevereiro a uma rádio de Helsinki.

O dirigente sindical conclamou os políticos finlandeses a lutar para que a UE não intervenha em questões trabalhistas nacionais. “A interferência nos níveis de negociação e salários será um passo na direção errada, e enfrentará a oposição de todo o movimento sindical”, alertou.

A primeira ação concreta nesse sentido ocorreu no pacote de resgate para a Irlanda, no qual foi incluída uma cláusula determinando corte no salário mínimo, somando-se à iniciativa da chanceler alemã Angela Merkel e do presidente francês Nicolas Sarkozy para “harmonizar” as políticas tributária e de pensão europeias.

“Não nos opomos ao desenvolvimento da vida dos trabalhadores da Europa em uma direção mais unificada, mas isso deve ocorrer através de procedimentos regulares, baseados em diretrizes”, frisou Mäenpää.

Referindo-se à reunião dos ministros das Finanças da UE programada para meados de março, o diretor da ETUC disse esperar que o ministro finlandês Jyrki Katainen “não apoie iniciativas que permitam à Comissão Europeia decidir sobre políticas de negociação coletiva e pensões”.

Fonte:  http://mundodostrabalhadores.blogspot.com/