Após um longo e intenso estudo da Constituição Federal e do ciclo orçamentário, na última sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Jacobina, o vereador Carlinhos da Caixa apresentou ementas à LDO que garantem recursos para o apoio financeiro na APAE e ABRIGO DOS VELHOS, criação de CICLOVIAS, do CENTROS COMERCIAIS DE AMBULANTES, CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES, REALIZAÇÃO DE CONCURSO PARA O LEGISLATIVO e implementação da ATUALIZAÇÃO DO CADASTRO E REGISTROS IMOBILIÁRIOS em Jacobina. Todas estas Emendas foram subscritas e aprovadas pela maioria do Legislativo Municipal, deste modo, cabe ao cidadão acompanhar e cobrar para que estas demandas coletivas sejam realizadas pelo Poder Executivo Municipal, haja vista que na Administração Pública nada se faz sem prévia autorização e dotação orçamentária, consequentemente este já não é mais o problema. Segue abaixo cópia para que todos possam salvar e exercer sua cidadania plena, registramos aqui nossos parabéns ao vereador por cumprir com excelência o seu papel de legislador. E você amigo eleitor, já parou para observar o quê o seu vereador está realizando enquanto legislador municipal??
quarta-feira, 25 de junho de 2014
terça-feira, 10 de junho de 2014
Ao povo brasileiro, pronunciamento sobre a Copa das Copas.
Por Dilma Rousseff, Presidenta Eleita do Brasil.
Minhas amigas e meus amigos,
A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil, acompanhando a maior Copa da história.
Pelo menos 3 bilhões de pessoas vão se deixar fascinar pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta.
Para o Brasil, sediar a Copa do Mundo é motivo de satisfação, de alegria e de orgulho.
Em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que estão chegando para esta que será, também, a Copa pela paz e contra o racismo;
a Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito;
a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento.
A Seleção Brasileira é a única que disputou todas as Copas do Mundo realizadas até hoje.
Em todos os países, sempre fomos muito bem recebidos.
Vamos retribuir, agora, a generosidade com que sempre fomos tratados, recebendo calorosamente quem nos visita.
Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
Amigos de todo o mundo: cheguem em paz!
O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
Brasileiras e Brasileiros,
Para qualquer país, organizar uma Copa é como disputar uma partida suada - e muitas vezes sofrida.
Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
Mas o resultado e a celebração final valem o esforço.
O Brasil venceu os principais obstáculos e está preparado para a Copa, dentro e fora do campo.
Para que esta vitória seja ainda mais completa é fundamental que todos os brasileiros tenham uma noção correta de tudo que aconteceu.
Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios.
Os estádios estão aí, prontos.
Os estádios estão aí, prontos.
Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos.
Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos.
Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela.
O nossos sistema elétrico é robusto, é seguro, porque trabalhamos muito para isso.
Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
O nossos sistema elétrico é robusto, é seguro, porque trabalhamos muito para isso.
Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
Além das grandes obras físicas e da infraestrutura, estamos entregando um sistema de segurança capaz de proteger a todos, capaz de garantir o direito da imensa maioria dos brasileiros e dos nossos visitantes que querem assistir os jogos da Copa.
Estamos entregando, também, um moderno sistema de comunicação e transmissão que reúne o que há de mais avançado em tecnologia, incluindo redes de fibra ótica e equipamentos de última geração, em todas as 12 sedes.
Minhas amigas e meus amigos,
A Copa apressou obras e serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público.
Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros.
Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas.
Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas.
Ficarão aqui, beneficiando a todos nós.
Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
Os novos aeroportos não eram necessários apenas para receber os turistas da Copa.
Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33 milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33 milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
Por isso, precisávamos modernizar nossos aeroportos para, acima de tudo, melhorar o dia-a-dia dos brasileiros que, cada vez mais, viajam de avião.
Agora também temos estádios modernos e confortáveis, de Norte a Sul do país, à altura do nosso futebol e dos nossos torcedores.
Além de servir ao futebol, serão estádios multiuso: vão funcionar também, como centros comerciais, de negócios e de lazer, e palcos de shows e festas populares.
Minhas amigas e meus amigos,
Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação.
Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema.
Só para ficar em uma comparação: os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento dos bancos públicos federais, e em parte com recursos dos governos estaduais e das empresas privadas, somaram 8 bilhões de reais.
Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e saúde. Repito, 1 trilhão e 700 bilhões de reais.
Ou seja : no mesmo período, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios.
Vale lembrar, ainda, que os orçamentos da saúde e da educação estão entre os que mais cresceram no meu governo.
É preciso olhar os dois lados da moeda.
A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
É fator de desenvolvimento econômico e social.
Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
É fator de desenvolvimento econômico e social.
Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
De uma coisa não tenham dúvida: as contas da Copa estão sendo analisadas, minuciosamente, pelos órgãos de fiscalização.
Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil que recebe esta Copa é muito diferente daquele país que, em 1950, recebeu sua primeira Copa.
Hoje, somos a 7a economia do planeta e lideres, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
Hoje, somos a 7a economia do planeta e lideres, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social.
Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia jovem, dinâmica e pujante.
Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas.
Instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.
Meus queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro.
A Seleção representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo.
Por isso, vocês merecem que um dos legados desta Copa seja, também, a modernização da nossa estrutura do futebol e das relações que regem nosso esporte.
O Brasil precisa retribuir a vocês, e a todos os desportistas, tudo o que vocês têm feito por nosso povo e por nosso país.
O povo brasileiro ama e confia em sua Seleção.
Estamos todos juntos para o que der e vier.
Viva a Paz!
Viva a Copa!
Viva o Brasil!
Viva a Copa!
Viva o Brasil!
Obrigada e Boa Noite.
Fonte: Globo.com
domingo, 11 de maio de 2014
O LINCHAMENTO INCENTIVADO
Por Luiz Brasileiro.
O LINCHAMENTO INCENTIVADO
A compreensão da propaganda e da manipulação da opinião pública já foi estudada por dezenas de autores. Contudo, o filme “A ONDA” demonstra com uma estória a tese de como é possível manipular pessoas, bastando que se saiba operacionalizar técnicas que incidam sobre a fragilidade da subjetividade dos homens.
O filme demonstra que o lado frágil da subjetividade humana é a faceta que aflora quando o sujeito sacrifica a capacidade de raciocinar e passa a aceitar proposições sem exigir provas ou a mínima plausibilidade como os dogmas ou falsa informação.
Demonstra também a tese do filme que as organizações secretas místicas ou supostamente laicas são já em si instrumentos de manipulação para a veiculação de doutrinas autoritárias pois a natureza conspiratória obsta a análise e facilita a fixação dos dogmas e o sacrifício da racionalidade.
Evidencia A ONDA também que os ritos e os símbolos podem ser também instrumentos de veiculação dos dogmas autoritários verificada a facilidade com que por estes meios eles são impostos e como facilmente por eles manipula-se condutas e atitudes.
Patenteia a tese demonstrada no filme que explorar com os fins de manipular as condutas os sentimentos de ódio, de inferioridade, frustrações ou sentimentos de suposta superioridade é fundamental para se operar na fragilidade da subjetividade, que ocorre quando o indivíduo sacrifica a capacidade de pensar sobre bases racionais e demonstráveis e abdica de apoiar a convicção em provas.
É por esta lacuna da subjetividade, o lado irracional, que se pode contrabandear para a pauta de crenças e valores do indivíduo como se verdade fosse proposições que não se amparam sequer em evidências mínimas.
Apelar para os sentimentos de crueldade agitando preconceitos, dogmas, explorar a ignorância e os sentimentos atávicos como o instinto de sobrevivência, o medo e o sentimento de grupo ou rebanho é uma fórmula infalível para a manipulação da opinião pública e das multidões.
Da apelação para o sacrifício da racionalidade se valem todas as doutrinas autoritárias, inclusive doutrinas políticas como o fascismo, ou simplesmente místicas comerciais como a sopa de letras de Paulo Coelho ou Edir Macedo.
Fonte: http://blogdeluizbrasileiro.blogspot.com.br/2014/05/normal-0-21-false-false-false.html
O LINCHAMENTO INCENTIVADO
O linchamento de Fabiane Maria de Jesus, 33, ocorrido no Guarujá, litoral paulista, ocorrido no último sábado, dia de 03 de maio, é chocante, brutal, cruel, principalmente por ser um uma prova da irracionalidade incentivada e provocada.
A vítima foi objeto de infamantes boatos em página do Facebook imputando-lhe a prática de magia negra e de ter usado crianças raptadas em rituais. Os assassinos e o indivíduo que fazia a página não procuraram saber a verdade, se a ocorrência imputada era um fato ou maledicência.
Apesar da brutalidade do desfecho não devemos olvidar as possíveis causas deste crime. É fácil manejar uma campanha de ódio, não é preciso dispor de uma rede de televisão ou de rádio, basta um ou alguns hábeis na arte de intrigar soprarem no ouvido certo, que pode ser um ou vários, que sempre deságua em atos desta natureza, agressão ou linchamento, execução sumária.
Resta óbvio que satanizar alguém usando uma rede de televisão no Brasil é uma barbada. Sem regulação de qualquer espécie vicejam os programas que atentam contra os Direitos Fundamentais do Cidadão, os chamados DIREITOS HUMANOS - não basta para gente como Rachel Sherezade, Luis Datena e Marcelo Rezende substituir o Judiciário em julgamento sumário, tem que haver a execração.
O ex-ministro Zé Dirceu antes de ser julgado pelo STF quase teve sua cabeça atingida por uma bengala de mais de um quilograma de ferro manejada por um escritor de estórias para crianças. Se a bengalada tivesse atingido o alvo poderia tê-lo matado. Ninguém duvida que foi resultado da intoxição emocional promovida contra si pelas grandes redes de televisão, Globo, Bandeirantes - que sabiam o que estavam fazendo e o que poderia ocorrer.
O filme demonstra que o lado frágil da subjetividade humana é a faceta que aflora quando o sujeito sacrifica a capacidade de raciocinar e passa a aceitar proposições sem exigir provas ou a mínima plausibilidade como os dogmas ou falsa informação.
Demonstra também a tese do filme que as organizações secretas místicas ou supostamente laicas são já em si instrumentos de manipulação para a veiculação de doutrinas autoritárias pois a natureza conspiratória obsta a análise e facilita a fixação dos dogmas e o sacrifício da racionalidade.
Evidencia A ONDA também que os ritos e os símbolos podem ser também instrumentos de veiculação dos dogmas autoritários verificada a facilidade com que por estes meios eles são impostos e como facilmente por eles manipula-se condutas e atitudes.
Patenteia a tese demonstrada no filme que explorar com os fins de manipular as condutas os sentimentos de ódio, de inferioridade, frustrações ou sentimentos de suposta superioridade é fundamental para se operar na fragilidade da subjetividade, que ocorre quando o indivíduo sacrifica a capacidade de pensar sobre bases racionais e demonstráveis e abdica de apoiar a convicção em provas.
É por esta lacuna da subjetividade, o lado irracional, que se pode contrabandear para a pauta de crenças e valores do indivíduo como se verdade fosse proposições que não se amparam sequer em evidências mínimas.
Apelar para os sentimentos de crueldade agitando preconceitos, dogmas, explorar a ignorância e os sentimentos atávicos como o instinto de sobrevivência, o medo e o sentimento de grupo ou rebanho é uma fórmula infalível para a manipulação da opinião pública e das multidões.
Da apelação para o sacrifício da racionalidade se valem todas as doutrinas autoritárias, inclusive doutrinas políticas como o fascismo, ou simplesmente místicas comerciais como a sopa de letras de Paulo Coelho ou Edir Macedo.
Fonte: http://blogdeluizbrasileiro.blogspot.com.br/2014/05/normal-0-21-false-false-false.html
terça-feira, 6 de maio de 2014
Frase do Dia - Nossa Opinião.
Frase do dia: "Com FHC/PSDB o Brasil batia record de desemprego" Fonte: Conversa Afiada Oficial
Afinal você eleitor e trabalhador se lembra como era o rito para se cogitar um aumento salarial? Antes de qualquer coisa, desembarcava no Brasil uma equipe de técnicos do FMI que iriam decidir se podíamos ou não aumentar salário, fazer estradas, construir escolas dentre outras coisas, pois o principal não era o desenvolvimento do Brasil mas o pagamento dos juros e o cumprimento das metas do FMI, ou seja, a nossa soberania era virtual, atendíamos os anseios externos e historicamente o quintal dos EUA era aqui. Só em pensar nisso já percebo que estamos há anos luz do atraso que tínhamos enquanto sociedade livre e democrática. Por fim, à mídia cabia anunciar a vinda dos agiotas gringos e domesticar a "opinião pública" que na sua maioria não possuía posicionamento crítico,talvez este seja o grande diferencial do momento atual e do passado.
Saudações !!!
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Joaquim Barbosa e o golpe contra as suas raízes.
Por: Dom Orvandil.
Joaquim Barbosa é uma chaga social violenta e malcheirosa
Querida amiga Lohayne
Joaquim Barbosa é uma chaga social violenta e malcheirosa
Querida amiga Lohayne
Muitos autores, pensadores, jornalistas, cientistas políticos e
sociais, juristas, partidários sérios da justiça, artistas e teólogos
pensam e escrevem sobre as diatribes e falta de respeito de Joaquim
Barbosa, acentuadamente desde que à frente do Supremo Tribunal Federal e
principalmente quando o Ministro Barroso descascou toda a trama montada
em torno das mentiras e desvios do chamado "mensalão do PT."
Vivemos a impressão de que um temporal ético se armava em forma de
carnaval quando de repente a máscara cai e mostra que o reizinho
veste-se de nudez e má fé.
O que fica é desfaçatez de um malandro golpista que constrói um falso
circo de condenações sem provas para prender inocentes. O objetivo é
atender a sede de golpe de uma elite e de uma mídia acostumadas a manter
esse povo cego, calado e escravizado.
Depois que o arbitrário, violento batedor em mulher, em velho e
socador da poltrona da sala de seções do STF quando viu sua falsa tese
condenatória cair aos cacos e cair a máscara começam a aparecer as
pontas dos cabos que o ligam aos golpistas. Quem acompanha os
noticiários televisivos, lê os jornalões e revistas mentirosas sabe que
todos os meios mediáticos foram utilizados para pressionar os ministros e
para impressionar a chamada opinião pública a constrangê-los a fazer
sujeira, a sujeira comandada pelo fracassado Joaquim Barbosa.
Mas não foi somente através da mídia que a elite domesticadora e
dominante agiu. Como diz o meu amigo jornalista Altamiro Borges, essa
elite é competente e inteligente. Eu não acho isso, em todo o caso vamos
lá.
Organizações como o escritório Borges e Strübing Müller Advogados, de
Adriano José Borges Silva - ex-genro de Ayres Britto, que saiu direto
do STF para outra organização golpista - dono de imensa mansão em
Brasília, frequentada por Joaquim Barbosa para tratar de "investimentos"
no exterior, sempre cuidadosamente sem a presença dos funcionários da
mansão e sem testemunhas. Adriano publicou documento de teor claramente
golpista contra o que classificou de caos político no País [1]. Adriano é
um dos mentores do mistificador e golpista da justiça.
O senhor Ayres Britto, com aquela voz mansa e com fama de poeta,
"depois de sair do STF virou presidente do Instituto Innovare, um dos
braços políticos da Rede Globo e que até pouco tempo atrás (sic) dava
prêmios em dinheiro para magistrados e promotores"[2]. Essa ligação já é
bastante promíscua e indicativa de orientação de dicas políticas a
Joaquim Barbosa e a Gilmar Mendes. É fácil entender que as armações para
condenar Dirceu, Delúbio, Pizollato, Genóino e João Paulo Cunha visavam
desmoralizar os que a direita entendia como elaboradores da vitória
eleitoral da esquerda e do governo de Lula. A decisão de caluniar o
grupo da cúpula do governo e de enganar o povo se esclarece cada vez
mais.
O jornalista Paulo Nogueira[3] conta que a Innovare é claramente uma
empresa da Globo. Sua função é fazer a mente da justiça em todo o País.
Essa empresa paga altos valores a palestrantes. Quem ganha muito
dinheiro em palestras são exatamente Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes.
Este ministro é um dos mais suspeitos de ligações escusas desde que era
advogado de Fernando Henrique Cardoso. O site de Nogueira mostra fotos
desses ministros em encontros na Innovare juntamente com os donos da
Globo.
Luiz Nassif identifica a conduta grosseira e o discurso de Joaquim
Barbosa com o clima "de radicalização, de criminalização da política, do
denuncismo desvairado que a oposição levantou a partir de 2006 e,
especialmente, a partir da era José Serra.
Trouxeram de volta para a cena política o macartismo, abusaram da
religiosidade, despertaram os piores demônios existentes no tecido
social brasileiro, aqueles que demonizam as leis e propõem o
linchamento, transformaram a disputa política em um vale-tudo.
Não valia denunciar aparelhamento da máquina, a política econômica,
apontar erros na gestão pública, como em qualquer disputa política
civilizada.
Repetiram nos mínimos detalhes a radicalização da política
norte-americana, o movimento da mídia e do Partido Republicano dos
Estados Unidos adotando o discurso virulento de ultra-direita do Tea
Party."[4].
Não tenho dúvidas de que Joaquim Barbosa, vestido de imensa
hipocrisia e cara de pau, era porta voz de organizações políticas das
mais perversas da direita golpista e fascista brasileira. Tanto suas
ligações reais quanto seu discurso e comportamento toscos, intenso em
desrespeito e falta de civilidade, sinalizam o uso do Supremo Tribunal
Federal como aparelho para a prática de golpes contra o País e a
democracia.
Já escrevi aqui sobre a traição que esse homem representa para os
negros e para os pobres. Carrega a tintura de nossa origem africana em
uma mente colonial embranquecida e imperialista na realização dos
interesses dos escravocratas. Quando empossado no cargo de presidente do
STF apresentou sua mãe sofrida pelos tempos de trabalho duro de
trabalhadora doméstica e mencionou seu pai pobre. Porém, Joaquim os
desonra ao trair os pobres no acercamento dos ricos e poderosos com o
objetivo de obter vantagens financeiras e de ver o mundo a partir da
ideologia dominante. Vergonhoso e mau exemplo para o povo.
Joaquim Barbosa ao servir aos interesses mesquinhos dos poderosos,
que odeiam o povo e a revolução libertária, encarna o espírito de porco e
se torna chaga social malcheirosa, carente de ser extirpada de onde
indignamente está.
Poxa, Joaquim Barbosa causa estragos na consciência informe e ingênua
de nosso povo. Na tarde em que saiu o resultado que condenou à prisão
os tais "mensaleiros" fui a uma farmácia comprar refis para minha
bombinha contra a asma. Relaciono-me bem com o balconista. Mas o mal
joaquiniano atingiu o rapaz que disse achar muito "bão" prender aqueles
"ladrões". Esse é o serviço de Joaquim Barbosa ao levar os cegos sociais
a cegueira rancorosa e odiosa, imersas em tremendas injustiças. Um
aluno meu de um curso de pós-graduação ao se encontrar comigo me
perguntou o que achei da prisão dos mensaleiros.
O grave de tudo é que as pessoas a cabresto da dominação que
insensibiliza e bestifica se sentem alimentadas pelo desserviço da besta
fera. Repentinamente as pessoas se mostram armadas e prontas para a
guerra, sem a menor criticidade e questionamento sobre as forças que
movem pessoas tão degradadas como Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes.
Penso que a verdade começa a mostrar sua face em meio a toda a
borrasca. Nosso desafio é suspeitar sempre do que a mídia "anuncia" e de
suas calúnias. O poderio da classe dominante se traduz sempre em tentar
influenciar os que comandam os poderes. Desgraçadamente o Supremo
Tribunal Federal está nas mãos da pior orientação, a mais injusta
possível.
Sinto enorme tristeza com o fato Joaquim Barbosa. Ele é uma amargura
estúpida e egoísta, uma completa frustração da justiça. Sua origem negra
e pobre lhe deu a grandiosa oportunidade e raízes robustas para
escolher o caminho mais justo a seguir. Poderia inspirar-se em Marthin
Luther King e somar-se aos que vivem sob condições desumanas e
oprimidas. Poderia orientar-se por Nelson Mandela e lutar pela defesa e
libertação do povo negro e pobre de nosso País e do mundo, como o grande
líder sul africano fez virando um santo canonizado por seus irmãos de
luta. Poderia exemplificar-se em Mahatma Gandhi na luta contra a
violência e a opressão imperialista. Teve a oportunidade de entender
Zumbi e Tiradentes na luta contra as brutais causas da opressão que
desumaniza.
Mas não, que pena, Joaquim Barbosa optou pelas ilusões dos traidores e
oportunistas ladrões da justiça e do povo. Preferiu virar de costas
para o povo em busca do falso prestígio, próprio dos traidores. Deve
pagar esse custo!
Abraços críticos e fraternos na luta pela justiça e pela paz.
segunda-feira, 14 de abril de 2014
GOLPE MILITAR E O PAPEL DA MÍDIA.
Jornalismo golpista
A participação entusiasmada dos donos de mídia,
articulistas, editorialistas e chefes de redação na conspiração contra o
presidente João Goulart
por Juremir Machado da Silva
—
publicado
03/04/2014 05:37
Reprodução e Folha Press
No Brasil, 1964 pode ser descrito
como o ano da imprensa colaboracionista. Os intelectuais jornalistas
traíram o compromisso com a verdade e com a independência por
desinformação, conservadorismo e ideologia. Alberto Dines, Antonio
Callado e Carlos Heitor Cony ajudaram a derrubar Jango. O poeta Carlos
Drummond de Andrade sujou as mãos com algumas mal traçadas crônicas
destinadas, pós-golpe, a chutar cachorro morto. Em 1954, a mesma
imprensa havia empurrado Getúlio Vargas ao suicídio. Nas únicas três
vezes em que o Brasil teve governos do centro para a esquerda –
1951-1954, 1961-1964 e 2003 até hoje –, a mídia aliou-se aos mais
conservadores ao agitar os mesmos espantalhos: corrupção, anarquia,
desgoverno, aparelhamento do Estado, tentações comunistas e outras
ficções mais ou menos inverossímeis.
Em 1964, João Goulart, fervido no caldo borbulhante da Guerra Fria, enfrentou a ira moralista de veículos como o Correio da Manhã, Jornal do Brasil, O Globo, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, Tribuna da Imprensa, O Dia
e dos Diários Associados de Assis Chateaubriand. A queda de Jango
começou a se definir em 13 de março, uma sexta-feira. O presidente
cometeu o pecado de abraçar a reforma agrária e de encampar as
refinarias de petróleo. A reação conservadora pôs nas ruas as Marchas da
Família com Deus pela Liberdade. Consumado o golpe, o diretor de O Estado de S. Paulo,
Julio de Mesquita, não se constrangeu em publicar, em 12 de abril de
1964, o “roteiro da revolução”, que ajudara a preparar com auxílio do
professor Vicente Rao, em 1962.
O patriarca da imprensa golpista clamava
pelo fechamento do Congresso Nacional e das assembleias legislativas.
“Há mais ou menos dois anos, o Dr. Júlio de Mesquita Filho, instado por
altas patentes das Forças Armadas a dar a sua opinião sobre o que se
deveria fazer caso fosse vitoriosa a conspiração que então já se
iniciara contra o regime do Sr. João Goulart, enviou-lhes em resposta a
seguinte carta...” Sugeria a suspensão do habeas corpus, um expurgo no
Judiciário e a extinção dos mandatos dos prefeitos e governadores. A
solução “democrática” contra o governo de Jango seria uma junta militar
instalada no poder por, no mínimo, cinco anos.
A “Mensagem ao Congresso”,
enviada por Jango em 15 de março, detonou o horror na imprensa golpista.
O confronto com os marinheiros reunidos no Sindicato dos Metalúrgicos,
no Rio de Janeiro, em 25 de março, deu nova e poderosa munição para o
golpismo midiático: as Forças Armadas estariam minadas pela
indisciplina. Os marinheiros da base da hierarquia tinham reivindicações
subversivas, entre elas... o direito ao casamento. A mídia considerava
tudo isso muito radical. Em 30 de março, Jango compareceu ao encontro
dos sargentos no Automóvel Clube do Rio. Foi a senha para o
autodenominado “vaca fardada”, o general Olympio Mourão Filho, dar o seu
coice mortal, marchando com suas tropas de Juiz de Fora para o Rio. A
mídia exultou.
O golpe partiu de Minas sob a liderança
civil do governador Magalhães Pinto. Alberto Dines, hoje decano dos
críticos de mídia e pregador de moral e cívica no seu Observatório da
Imprensa, brindou o governador, no livro que organizou e publicou ainda
em 1964 para tecer loas ao golpismo – Os Idos de Março e a Queda em Abril
–, com o mais alto elogio disponível na época, um cumprimento aos
colhões do pacato golpista: “Enfim, apareceu um homem para dar o
primeiro passo. Este homem é o mais tranquilo, o mais sereno de todos os
que estão na cena política. Magalhães Pinto, sem muitos arroubos,
redimiu os brasileiros da pecha de impotentes”.
O Correio da Manhã deveria constar
no livro dos recordes como o mais rápido caso de arrependimento da
história do jornalismo. Em 31 de março e 1º de abril de 1964, golpeava
furiosamente. No editorial “Basta!”, decretava: “O Brasil já sofreu
demasiado com o governo atual. Agora, basta”. De quê? “Basta de farsa.
Basta da guerra psicológica que o próprio governo desencadeou com o
objetivo de convulsionar o país e levar avante a sua política
continuísta. Basta de demagogia para que, realmente, se possam fazer as
reformas de base”.
O jornal iludia-se como uma senhora de classe média
desinformada: “Queremos as reformas de base votadas pelo Congresso.
Queremos a intocabilidade das liberdades democráticas. Queremos a
realização das eleições em 1965. A nação não admite nem golpe nem
contragolpe”. No editorial “Fora!”, saiu do armário: “Só há uma coisa a
dizer ao Sr. João Goulart: 'Saia!”' Veredicto: “João Goulart iniciou a
sedição no país”. E mais: “A nação não mais suporta a permanência do Sr.
João Goulart à frente do Governo. Chegou ao limite final a capacidade
de tolerá-lo por mais tempo. Não resta outra saída ao
Sr. João Goulart senão a de entregar o Governo ao seu legítimo
sucessor”. Como poderia de um golpe vir um “legítimo sucessor”?
Mistérios do jornalismo: “Hoje, como ontem, queremos preservar a
Constituição. O Sr. João Goulart deve entregar o Governo ao seu sucessor
porque não pode mais governar o País”.
Os grandes jornais paulistas e cariocas atolaram-se com o mesmo entusiasmo. Apoiaram o golpe e a ditadura. A Folha de S.Paulo
ficou famosa por emprestar suas caminhonetes para a Operação
Bandeirantes transportar “subversivos” para o tronco. Em 22 de setembro
de 1971, o jornal de Octavio Frias tecia em editorial o seu mais
ditirâmbico elogio ao pior momento da ditadura: "Os ataques do
terrorismo não alterarão a nossa linha de conduta. Como o pior cego é o
que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil
não há lugar para ele. Nunca houve. E de maneira
especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável
e com indiscutível apoio popular está levando o Brasil pelos seguros
caminhos do desenvolvimento com justiça social, realidade que nenhum
brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama".
Esse apoio explícito da Folha de S.Paulo
ao governo de Emílio Garrastazu Médici ganha nesse editorial um tom de
confissão apaixonada: “Um país, enfim, de onde a subversão – que se
alimenta do ódio e cultiva a violência – está sendo definitivamente
erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete os
sentimentos deste. Essa mesma imprensa que os remanescentes do terror
querem golpear”. Em 2009, a Folha de S.Paulo chamou a ditadura de “ditabranda”. O arrependimento nunca chegou.
O Globo, em editorial de 2 de abril de 1964,
notabilizou-se pela bajulação surrealista: “Vive a Nação dias gloriosos.
Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de
vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados,
para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem”. Em 7 de
outubro de 1984, nos 20 anos do regime, Roberto Marinho reincidiu:
“Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios
nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela
radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção
generalizada”. Só 49 anos depois do golpe, O Globo publicaria uma
retratação contraditória e pouco convincente. Assim foi com outro
representante do jornalismo carioca. Em 31 de março de 1973, o Jornal do Brasil
comemorava: “Vive o País, há nove anos, um desses períodos férteis em
programas e inspirações, graças à transposição do desejo para a vontade
de crescer”.
Em 2 de abril de 1964, a Tribuna da Imprensa deu em manchete uma lição do mau jornalismo que sempre a distinguiu: “Escorraçado, amordaçado e
acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o
Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos
comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas”.
Se os jornais apoiaram o golpe e a ditadura, muitos
intelectuais jornalistas marcharam na linha de frente do golpismo. Cony,
que logo percebeu o tamanho da encrenca e passou a criticar o novo
regime, admitiu ter participado da confecção dos editoriais “Basta” e
“Fora” do Correio da Manhã: “Minha participação
limitou-se a cortar um parágrafo e acrescentar uma pequena frase”.
Quanta modéstia retrospectiva! Para Cony, João Goulart era um “homem
completamente despreparado para qualquer cargo público, fraco,
pusilânime e, sobretudo, raiando os extensos limites do analfabetismo”.
Dines vomitaria uma das maiores asneiras da época: “É
preciso muita convicção para não se enredar pelo glamour de uma façanha
esquerdista. Quem tem coragem para dizer que aqueles marinheiros, que
arriscaram a vida com aquele motim por uma causa tão distante e
abstrata, como reformas de base, eram oportunistas e agitadores”. Entre
as causas distantes e abstratas defendidas naqueles tempos estavam o
direito ao casamento e ao voto para os analfabetos. Em 1968, depois do
AI-5, em discurso numa formatura, Dines criticou a censura. Enrolou-se
com os velhos amigos. O Serviço Nacional de Informações forneceu-lhe um
atestado de bons antecedentes descoberto pelo pesquisador Álvaro
Larangeira: “Sempre se manifestou contrário ao regime comunista.
Colaborou com o governo revolucionário, escrevendo livro sobre a
revolução e orientou feitura de cadernos para difundir objetivos da
revolução”. Não foi denunciado. Perdoou-se o deslize.
Callado faz de Jango um bêbado,
incompetente e inculto, casado com uma mulher fútil, e com um vício
terrível, “o de aumentar o salário mínimo”. O futuro escritor
atrapalhava-se com as palavras: “A Presidência da República foi
transformada numa espécie de grande Ministério do Trabalho, com a
preocupação constante do salário mínimo”. Chafurdava na maledicência:
“Ao que se sabe, muitos cirurgiões lhe garantiram, através dos anos, que
poderia corrigir o defeito que tem na perna esquerda. Mas o horror à
ideia de dor física fez com que Jango jamais considerasse a sério o
conselho. Talvez por isso tenha cometido o seu suicídio indolor na
Páscoa”. Raízes de certo jornalismo de nossos dias.
Juremir Machado da Silva é jornalista e autor de 1964, Golpe Midiático-Civil-Militar.
Fonte: www.cartacapital.com.br
quinta-feira, 10 de abril de 2014
OPINIÃO DO LEITOR E A SAÚDE DE JACOBINA.
A saúde Jacobinense na UTI
A discussão sobre a saúde em
jacobina corre o risco de se transformar em um assunto banal em virtude da
falta de interesse e do mal uso das verbas públicas por parte dos vários administradores
que por aqui passaram e ainda permanecem.
Parte disto pode ser creditado ao
fato de que este assunto está sendo abordado de forma política, sem o devido
cuidado de analisar as necessidades reais da cidade.
Mesmo depois de alguns anos de
implantação do PSF (Programa de Saúde da Família), ainda presenciamos uma
grande falta de comprometimento por parte dos poderes públicos em relação a
esta área, não priorizando a verdadeira função do programa. Para onde estão
sendo destinada as verbas que deveriam ser usadas para a manutenção dos PSFs?
Ao mesmo passo insere-se no
contexto uma outra discussão tão importante quanto o sucateamento dos postos de
saúde: a visão do profissional de saúde em relação ao setor público em
jacobina. Alguns dirão que a falta de atitude por parte do estado causa um ambiente
de permissividade em relação a atitude do médico. No caso da má prestação do
serviço público, quem será lembrado, o médico ou o Estado?
Esta relação umtanto conturbada
entre o poder público e a classe médica já deu muito o que falar, com
declarações de ambas as partes creditando sempre ao outro a paternidade do
filho (ou problema). Enquanto isso, no meio do fogo cruzado, permanece a outra
parte mais interessada e para quem as outras duas deveriam trabalhar de forma
coesa e com dedicação total. A população está realmente preparada para discutir
estes problemas de forma a cobrar mais comprometimento e responsabilidade às
partes citadas?
Os quase sucateados PSFs de
Jacobina não são mais alvo de debates entre os meios de comunicação, o uso da
saúde em campanha e posteriormente, a vinda da COOFSAÚDE, deixou uma enorme
dúvida no ar permitindo que fossem feitas avaliações preliminares.
A maquiagem usada para encobrir
os vários problemas existentes na saúde se tornou regra entre alguns
administradores, o mal uso do dinheiro público no transcorrer das gestões,
fazem com que os sucessores sempre usem como justificativa a afirmativa de que
“estão pagando os débitos dos gestores anteriores”.
O continuísmo destas práticas e a
ausência da sociedade nestas questões, juntamente com o descaso da mesma, quer
seja por ignorância ou por conivência, abre um grande precedente para que este
espetáculo do mal uso do dinheiro público continue a ser estrelado e que
algumas respostas colocadas acima continuem sem as devidas respostas.
Por: Américo Oliveira Júnior
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