quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O que está por detrás dos protestos das minorias na AL.

AMÉRICA LATINA

Renato: Direita quer derrubar projeto popular na AL

Ao fazer ampla reflexão sobre o cenário político nacional e sobre a ação ofensiva da direita na América Latina, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, convoca a militância a se unir contra o projeto retrógrado dos setores conservadores e do imperialismo.
Para o dirigente, há uma tentativa clara de derrubar o projeto popular inaugurado a partir da década de 1990, com a ascensão de governos progressistas na região. "Há uma ação conjunta, no plano político e econômico, para derrubar os governos progressistas e colocar no lugar governos que respondam aos interesses dos setores conservadores e do sistema financeiro internacional. Ou seja, governos que submetam as nações latino-americanas às potências internacionais", alertou o líder comunista.
Renato lembra que "no caso do Brasil, observamos que o chamado sistema de oposição (setores conservadores, sistema financeiro e mídia) tem centrado o seu ataque no plano da economia. Há um movimento em curso para construir no imaginário social a ideia de que o país vive em total desgoverno, na iminência de uma crise de completa falência. Movimento similar ocorre em nações irmãs. Ou seja, a direita e mídia promovem um movimento que constrói um cenário que não é real".
Ameaça à América Latina
Ele explicou que na realidade, "esse sistema de oposição, aliado às grandes potências imperialistas, com destaque para os Estados Unidos, não se posiciona por acaso. Há um grande interesse deles na América Latina, especialmente do ponto de vista econômico. Diante disso, uma América Latina coordenada e dirigida por governos progressistas não é interessante".
Renato sinaliza que "está em curso um tumulto econômico que se desdobra no plano político. É olhar o que ocorre nesse momento em toda América Latina". Para o dirigente comunista "esse tumulto, que encontra voz e espaço na mídia conservadora mundial, que infla a ação dos setores mais conservadores na América Latina, que acham espaço para semear crises, inchar manifestações e alimentar os discursos reacionários. Tudo isso é fruto de um projeto que está em curso não só no Brasil, mas em toda a América Latina".
Segundo Renato Rabelo, "há uma tentativa clara de desestabilizar os governos progressistas e populares em nossa região. A direita, aliada do imperialismo, não quer amargar mais uma derrota. É o que assistimos hoje. É isso que ocorre na Venezuela, uma ação direta desses setores contra o governo. Ou seja, ele atacam via plano econômico, descreditando os governos e seus projetos, e, também, atacam no plano política, criando um clima conflito e desgoverno".
O presidente do PCdoB frisa que "o único projeto apresentado por esse sistema de oposição é a ideia do quanto pior melhor. Ou seja, não há projeto, pois a proposta deles [direita conservadora e sistema financeiro internacional] não leva em conta a luta do povo, a energia que o povo latino-americano, associada aos projetos dos governos populares e progressistas, empenhou para colocar essa parte do continente em um novo rumo. É isso que está em jogo".
Encruzilhada política em 2014
Diante da conjuntura na América Latina e no Brasil, em especial, Renato Rabelo alertou que é preciso está pronto para o embate político, pois estamos diante de uma encruzilhada.
"O atual cenário político nos coloca em uma encruzilhada. Duas direções. Uma delas nos apresenta um Brasil no qual as desigualdades estão aprofundadas e balizadas pelo modelo neoliberal, com desemprego, salários defasados e um Estado desmontado. Essa era a realidade nos anos 1990. Essa é a proposta defendida pelo sistema de oposição, que coloca por terra todo o esforço do povo brasileiro", alertou Renato.
Ele acrescenta que "a outra direção é seguir rumo ao avanço das mudanças conquistadas até aqui. A força do povo brasileiro e o fortalecimento do Estado pode aprofundar as transformações em curso. Por isso, defendemos as reformas estruturais e democráticas". 
Fonte: Portal Vermelho

Impresso a partir do site:
http://www.daniel.org.br/conteudo/texto.asp?id=660691302566925822349192

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Porque o ricos têm maioria na política ??? Descubra !!!

23 de Fevereiro de 2014 - 8h19

Pochmann: Sem reforma, Brasil vai voltar a eleger apenas ricos 


O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política que mude o modelo de financiamento das campanhas. Sem isso, corremos o risco de voltar a um estado de aristocracia, onde só os ricos são eleitos. A análise é do economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcio Pochmann.


O ex-presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e atual presidente da Fundação Perseu Abramo defende que o financiamento de campanhas é o principal desafio para a transformação do atual sistema político brasileiro.

Pochmann destacou ainda a importância do papel do Estado na ascensão econômica da classe trabalhadora, a necessidade de o Brasil apostar em empregos mais qualificados por meio de outro modelo de crescimento que privilegie a produção com maior valor agregado e criticou a criminalização que os meios de comunicação fazem da política.

Confira a íntegra da entrevista:

Portal da CUT:
A CUT e os movimentos sociais estão em campanha por um plebiscito exclusivo e soberano para fazer a reforma do sistema político. Qual o ponto estratégico dessa reforma?
Marcio Pochmann: As eleições de 2014, talvez sejam as últimas com candidaturas populares. O nosso sistema político é praticamente uma herança do Golbery (Golbery de Couto e Silva, ex-ministro e um dos pensadores da ditadura militar no Brasil), que desequilibra a representação do voto por Estados e permite que o financiamento de campanha ocorra de forma que valoriza o papel do poder econômico. Isso causa situações desconexas entre o perfil dos nossos representantes no Congresso e o da sociedade. Dado o custo eleitoral, que é exorbitante no País, corremos o risco de ver desaparecerem as candidaturas populares e o retorno a um estado de aristocracia em que só os ricos são eleitos. A reforma do sistema político tem de redefinir o financiamento das campanhas para torná-las acessíveis a pessoas muito mais próximas da população.

E como o cidadão pode contribuir neste processo?
Já é um passo grande a população identificar a política como a saída para os seus problemas, porque estamos submetidos a um processo de alienação, decorrente do monopólio das comunicações, em campanha contra a política. O que salvou o Brasil das regressões econômica e social nos anos 2000 foi uma decisão política. Em 1980, éramos a 8ª economia do mundo, em 2000, caímos para o 13º lugar. No início da década de 1980, tínhamos 1,8 milhão de desempregados, com 2,7% de taxa de desemprego, enquanto em 2000, passamos para 11,5 milhão e 15% da população economicamente ativa desempregada. O realinhamento do Brasil a partir de 2003 foi o que salvou o País. Precisamos mostrar os problemas, mas há uma série de aspectos positivos que estão sendo resolvidos pela política. Sem política, vamos resolver pelo autoritarismo, que tem governado o Brasil há muito tempo. Há também o aspecto de que a política era resultado da pressão das ruas, do diálogo com as instituições de representação. Não apenas os partidos. E ocorreu uma pressão para que as vozes das ruas fossem ficando cada vez mais distantes e transitassem para a opinião pública, canalizada por meios de comunicação que são monopólios. Não é a opinião do público, e sim a opinião publicada. Os governos vão ficando reféns dessa opinião e se desconectam do movimento das ruas. É preciso voltar a valorizar o cidadão comum e dar oportunidade a ele para voltar a participar das políticas públicas.

Em seu livro “Nova classe média? O trabalho na base da pirâmide social” (2012), você afirma que não existe uma nova classe média no Brasil. Como você definiria o perfil dos trabalhadores que ascenderam economicamente na última década?
Há uma interpretação de que, a partir da elevação no nível de renda de segmentos que constituem a base da pirâmide da estrutura social, teríamos uma ‘nova classe média’. Acredito que não há isso, mas a transformação de trabalhadores, que antes eram submetidos a condições muito precárias de informalidade, com salários muito baixos, em trabalhadores não pobres devido à expansão do emprego e renda que ocorreu a partir de 2004. Isso não se explica como mudança de classe, mas como melhoria das condições da classe trabalhadora. É importante ter clareza também de que isso só ocorreu devido a políticas de Estado que foram implementadas a partir dos governos de Lula e Dilma. O Estado continua sendo fundamental na oferta de serviços públicos, na educação, na saúde, no transporte e é importante destacar isso porque, se partimos do pressuposto de que essa ascensão social é simplesmente para um ‘nova classe média’, observamos que as reivindicações dessa fatia da sociedade são por menos impostos para comprar mais serviço privado de saúde, de educação, de saúde. Por isso, o debate deve ser sobre o papel do Estado, hoje muito mais comprometido com tributação e investimento para o atendimento de quem precisa.

A tese que o senhor defende demanda uma maior politização das pessoas que ascenderam. O senhor identifica essa consciência?
Eu identifico uma desconexão entre os dirigentes das instituições de representação que temos no Brasil com os cidadãos que ascenderam. E falo de partido político, sindicatos, instituições estudantis, associações de bairros. É natural que esses segmentos imaginem que as razões dessa ascensão decorrem de decisões individuais por não haver politização.Na década de 1970, a ascensão foi muito maior até que a verificada no período atual, em plena ditadura, quando a economia crescia 10% ano e a mobilidade foi mais intensa, porque eram pessoas que vinham do interior, de condições precárias para procurarem emprego na cidade e virar um trabalhador industrial, como o próprio presidente Lula. Porém, esses trabalhadores que ascenderam também conviviam com uma série de insatisfações, moravam na periferia das cidades, sem condições decentes, e essa insatisfação foi muito bem captada pelos movimentos sociais. Mesmo sob a ditadura, tivemos recuperação das instituições estudantis, do movimento sindical, com o nascimento do Novo Sindicalismo, das comunidades eclesiais de base, das associações de bairro. Tudo isso redundou na luta por redemocratização e na nova Constituição. Hoje não vivemos isso. Desde 2003, tivemos mais de 17 milhões de novos empregos abertos no Brasil e a taxa de sindicalização permaneceu estável. Também não caiu, o que é razoável, porque nos EUA e na Europa está caindo. Mas por que os sindicatos não conseguem captar esse novo segmento? Mais de um milhão de jovens ascendeu ao ensino superior por meio do ProUni. Por que eles não estão no movimento estudantil? Tivemos quase 1,5 milhão de novas famílias com acesso à moradia por meio do Minha Casa, Minha Vida. Será que isso fortaleceu a associação dos moradores? Há a necessidade de entender do que se trata esse novo segmento da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, oxigenar as instituições com o objetivo de capturar, do ponto de vista da politização.

Quais as perspectivas para os próximos anos para esses novos trabalhadores?
Vivemos uma grande dúvida neste momento, porque os movimentos que tivemos no País desde junho do ano passado ganharam espontaneidade e seguiram desconectados das direções das entidades representativas. Será que é um problema das lideranças que estariam equivocadas? Se for isso é mais simples, basta trocar as direções. Ou será que o problema são as instituições que não dialogam, não se apresentam de acordo com os interesses desses segmentos? Não há uma resposta simples. Tivemos um conjunto grande de manifestações no mundo nos últimos quatro anos e o Brasil foi uma das únicas experiências em que o governo federal chamou para o diálogo e enviou projetos ao Congresso. Se olharmos para outros países, houve apenas e fundamentalmente repressão. O Brasil está fazendo um esforço para compreender essas manifestações e esta é a chave da sustentação das reformas democráticas que o País precisa fazer. Não somos um país de tradição democrática e esses novos movimentos é que vão liderar o país. É fundamental a aproximação.

Diante do atual cenário econômico brasileiro, qual o desafio que os programas sociais como o Bolsa Família devem enfrentar nos próximos anos?
Romper com o ciclo estrutural da pobreza, que fazia com que o filho do pobre continusse sendo pobre porque o pai era pobre. Na medida em que os filhos passam a ter acesso a educação, saúde e a ter mais condições de ascender no sentido ocupacional quebram o ciclo de reprodução da pobreza. Ao mesmo tempo, temos o desafio de fazer o Brasil crescer ampliando o nível de emprego de qualidade. Não temos problema de quantidade - como nos EUA e na Europa -, mas de qualidade. Do mais de 17 milhões de empregos gerados desde 2003, , a maior parte é de até dois salários mínimos R$ 1,4 mil. Isso dá espaço para contratar pessoas que não tinham escolaridade e experiência laboral, mas, olhando o País para frente, precisaremos de empregos que paguem salários mais altos. E esses dependem do ciclo de investimentos que o País precisa ter em portos, ferrovias,e toda a parte de infraestrutura.

Qual o papel da educação nesse processo?
A educação é estratégica, necessária, mas não é suficiente para garantir uma boa inserção individual ou coletiva no mercado de trabalho. O que define a situação do indivíduo no mercado de trabalho é a geração de empregos. Podemos ter um país cheio de doutores, mas se não houver oportunidades, ele continuará desempregado. A educação deve estar combinada com o ciclo de expansão do emprego. O Brasil vai crescer pelo agronegócio ou produzindo com alto valor agregado, alto conteúdo tecnológico? O que define a quantidade e a qualidade de emprego é o ritmo de expansão da economia e que tipo de crescimento está ocorrendo.

Como o sr. avalia os governos de Lula e Dilma na relação com a agricultura familiar e com o agronegócio?
O Brasil escolheu, até o momento, certo equilíbrio nessas duas situações de agropecuária. Você tem essa agricultura mais exportadora e a agricultura a partir da propriedade familiar, que tem compromisso muito grande com o mercado interno. Ter criado e dado condições para o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário permitiu atender a interesses muito distintos. Contudo, segue um desequilíbrio muito grande na representação política. O Brasil tem cerca de 40 mil grandes proprietários rurais, que concentram 50% da terra agriculturável e elegem entre 130 e 140 deputados federais a cada quatro anos. Enquanto a agricultura familiar, com cerca de 4 milhões de famílias, elege entre 10 e 12 deputados. Você tem uma pressão assimétrica no Poder Legislativo, que acaba por interferir em várias modalidades de políticas públicas. O Executivo tem de lidar com essas pressões diferenciadas e as opções que foram feitas necessitaram dar resposta a esse desequilíbrio de representação, sem privilegiar as ações mais voltadas aos pequenos empreendedores.

Fonte: CUT Brasil

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CONSELHO DE MEIO AMBIENTE MUNICIPAL DECIDE SOBRE O IMPASSE DAS ÁRVORES DA IGREJA MATRIZ



Na noite desta quarta-feira o Conselho do Meio Ambiente de Jacobina se reuniu para discutir sobre a polêmica das árvores históricas que cercam a igreja da Matriz, na oportunidade foi exibido um relatório onde não houve identificação de danos ou iminência destes na estrutura predial da Igreja sendo apenas identificadas elevações no piso externo e alguns sinais de entupimento numa rede de esgoto da Prefeitura que fica aos fundos da matriz. Contudo, os presentes aceitaram que a partir de uma apresentação de Laudo Ratificatório do INEMA ou IPHAN os prepostos da PMJ iriam providenciar uma substituição gradativa da árvores que de fato estivessem trazendo algum risco futuro para a igreja além de notificar a paróquia para se adequar as normas de segurança afixando sinalização de saída de emergência e extintor na parte interna da igreja, haja vista que estes itens são primordiais para catedrais que reúnem multidões.
Por fim, vamos aguardar os próximos passos da administração pública e da igreja entorno de mais um capítulo desconstrutivo da identidade e memória de nossa cidade, pois as fotos e pinturas que imortalizaram a igreja da matriz com moldura (árvores) parece está com os dias contados. Ficaremos na torcida para que o INEMA ou IPHAN encontrem outra forma de resolver o problema ....

Saudaçoes  !!!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

JACOBINA, ESGOTO A CÉU: UMA REALIDADE HISTÓRICA !!!

Estivemos hoje na rua do triângulo registrando o esgoto a céu aberto e o mato que cresce sem parar juntamente com o acúmulo do lixo e animais causando sérios transtornos aos moradores do Peru e do Loteamento Elvira Pires. Recentemente o dono da Secretaria de Obras afirmou na rádio Jacobina FM que não iria providenciar o lajeamento deste canal pois se tratava de um canal de águas pluviais, assim não traria nenhum risco a saúde dos moradores nem poluição visual aos transeuntes que ali passam todos os sábados para fazer sua feira.
O fato pitoresco é que o ex-prefeito de Jacobina e o dono da secretaria moram logo ao lado desta fedentina, mesmo assim, o primeiro passou os últimos 4 anos e nada fez para melhorar a situação , por outro lado, o último tem a insensibilidade de fazer vistas grossas e de ecoar nos meios de comunicação que trata-se de um canal "pluvial" ou seja, água limpa proveniente de chuvas, quase potável ??!!
Os moradores dos bairros do Peru e do loteamento Elvira Pires que já fizeram encaminhamento oficial à Secretaria de Obras e esperam ansiosos que o nosso prefeito faça alguma intervenção para resolver este problema, verificando também a possibilidade de otimizar o espaço que fica ao lado do "Elefante Branco"  ( Centro de Apoio Psicopedagógico - iniciado no final Governo da Transformação), com uma praça para crianças brincarem e se socializarem com segurança, haja vista que Jacobina possui um déficit histórico quando assunto é espaço de lazer nos bairros centrais. 

Saudações !!!

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

A Justiça de nosso país e a manipulação da informação !!! Feliz 2014 !!!

domingo, 12 de janeiro de 2014

Gilmar Mendes: perguntas e respostas

Fonte: Do blog Diário do Centro do Mundo:

E eis que o ministro Gilmar Mendes está de novo nas primeiras páginas - como de hábito, em situação desfavorável.

Mendes é uma das estrelas do livro Operação Banqueiro, do jornalista Rubens Valente, lançado neste final de semana.

Nele, Valente mostra como Daniel Dantas, um banqueiro de atuação obscura, recebeu a proteção de Mendes no STF.

Meses atrás, Mendes se destacara na mídia digital - sempre negativamente - depois de conceder habeas corpus para uma funcionária da Receita Federal que tentou sumir com a documentação relativa a uma dívida multimilionária da Globo com o fisco.

Sua atuação política foi sublinhada, involuntariamente, num perfil laudatório escrito, alguns anos atrás, pela jornalista Eliane Cantanhede para uma revista da Folha. No texto, Cantanhede informou – provavelmente sem se dar conta do absurdo do que escrevia – que Mendes é “tucano demais”.

Para ajudar os leitores do Diário a se situarem, montamos um grupo de perguntas e respostas sobre Gilmar.

Quem indicou Gilmar Mendes para o STF?
Fernando Henrique Cardoso.

Como a indicação de Gilmar Mendes para o STF foi recebida por juristas ilibados?
No dia 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicou um artigo do professor Dalmo Dallari, a propósito da indicação de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal, sob o título de Degradação do Judiciário.

Qual era o ponto de Dallari?
“Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado”, afirmou Dallari, “não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional.”

Por quê?
Gilmar, segundo Dallari, especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. “Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito”, escreveu Dallari. ”No governo Fernando Henrique, o mesmo Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.”.

Como Gilmar, no cargo de advogado- geral da União, definiu o judiciário brasileiro depois de suas derrotas judiciais?
Ele fez uma afirmação textual segundo a qual o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Como os juízes responderam a isso?
Em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, um juiz observou que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

Havia alguma questão ética contra Gilmar quando FHC o indicou?
Sim. Em abril de 2002, a revista “Época” informou que a chefia da Advocacia Geral da União, isto é, Gilmar, pagara R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público – do qual o mesmo Gilmar é um dos proprietários – para que seus subordinados lá fizessem cursos.

O que Dallari disse desse caso?
“Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo”, afirmou Dallari.

Em outros países a indicação de juízes para o STF é mais rigorosa?
Sim. Nos Estados Unidos, por exemplo, um grande jurista conservador, Robert Bork, indicado por Reagan, em 1987, foi rejeitado (58 votos a 42), depois de ampla discussão pública.

Como o Senado americano tratou Bork?
Defensor declarado dos trustes, Bork foi arrasado pelo senador Edward Kennedy A América de Bork – disse Kennedy – será aquela em que a polícia arrombará as portas dos cidadãos à meia-noite, os escritores e artistas serão censurados, os negros atendidos em balcões separados e a teoria da evolução proscrita das escolas.

O caso foi tão emblemático que to bork passou a ser verbo. Mais tarde, em outubro de 1991, o juiz Clarence Thomas por pouco não foi rejeitado, por sua conduta pessoal. Aos 43 anos, ele foi acusado de assédio sexual – mas os senadores, embora com pequena margem a favor (52 votos a 48), o aprovaram, sob o argumento de que seu comportamento não o impedia de julgar com equidade.

Na forte campanha contra sua indicação as associações femininas se destacaram. E o verbo “borquear” foi usado por Florynce Kennedy, com a sua palavra de ordem “we’re going to bork him”.

Já no Supremo, Gilmar continuou a agir contra os interesses dos índios, como fizera antes?
Sim. Em 2009, o governo cedeu aos guaranis-caiovás a terra que eles ocupavam então. Em 2010, o STF, então presidido por Gilmar Mendes, suspendeu o ato do governo, em favor de quatro fazendas que reivindicam a terra.

A mídia tem cumprido seu papel de investigar Gilmar?
Não, com exceção da Carta Capital. Na edição de 8 de outubro de 2008, a revista revelou a ligação societária entre o então presidente do Supremo Tribunal Federal e o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

O que é o IDP?
É uma escola de cursinhos de direito cujo prédio foi construído com dinheiro do Banco do Brasil sobre um terreno, localizado em área nobre de Brasília, praticamente doado (80% de desconto) a Mendes pelo ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz.

O que a Carta Capital revelou sobre o IDP?
O autor da reportagem, Leandro Fortes, revelou que o IDP, à época da matéria, fechara 2,4 milhões em contratos sem licitação com órgãos federais, tribunais e entidades da magistratura, “ volume de dinheiro que havia sido sensivelmente turbinado depois da ida de Mendes para o STF, por indicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

Quem dava aulas no IDP, segundo a Carta Capital?
O corpo docente do IDP era formado, basicamente, por ministros de Estado e de tribunais superiores, desembargadores e advogados com interesses diretos em processos no Supremo. “Isso, por si só, já era passível de uma investigação jornalística decente”, escreveu em seu blog o autor da reportagem. “O que, aliás, foi feito pela Carta Capital quando toda a imprensa restante, ou se calava, ou fazia as vontades do ministro em questão.”

O jornalista deu algum exemplo?
Sim. Na época da Operação Satiagraha, dois habeas corpus foram concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, em menos de 48 horas. Em seguida, conforme Leandro Fortes, “a mídia encampou a farsa do grampo sem áudio, publicado pela revista Veja, que serviu para afastar da Agência Brasileira de Inteligência o delegado Paulo Lacerda, com o auxílio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, autor de uma falsa denúncia sobre existência de equipamentos secretos de escuta telefônica que teriam sido adquiridos pela Abin”.

Como Gilmar reagiu às denúncias?
A Carta Capital e o repórter, por revelarem as atividades comerciais paralelas de Gilmar Mendes, acabaram processados pelo ministro.

Mendes acusou a reportagem de lhe “denegrir a imagem” e “macular sua credibilidade”. Alegou, ainda, que a leitura da reportagem atacava não somente a ele, mas serviria, ainda, para “desestimular alunos e entidades que buscam seu ensino”.

Como a justiça se manifestou sobre o processo?
Em 26 de novembro de 2010, a juíza Adriana Sachsida Garcia, do Tribunal de Justiça de São Paulo, julgou improcedente a ação de Gilmar Mendes e extinguiu o processo.

O que ela disse?
“As informações divulgadas são verídicas, de notório interesse público e escritas com estrito animus narrandi. A matéria publicada apenas suscita o debate sob o enfoque da ética, em relação à situação narrada pelo jornalista. (…) A população tem o direito de ser informada de forma completa e correta. (…) A documentação trazida com a defesa revela que a situação exposta é verídica; o que, aliás, não foi negado pelo autor.”

É verdade que Ayres Brito, que prefaciou o livro de Merval Pereira sobre o Mensalão, proferiu aula magna no IDP?
Sim.

Procede a informação de que, em pleno Mensalão, Gilmar foi ao lançamento de um livro de Reinaldo Azevedo em que os réus eram tratados como “petralhas”?
Sim.

E agora, como entender a crise entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso?
Nas palavras do colunista Janio de Freitas, esta crise “não está longe de um espetáculo de circo, daqueles movidos pelos tombos patéticos e tapas barulhentos encenados por Piolim e Carequinha. É nesse reino que está a “crise”, na qual quase nada é verdadeiro, embora tudo produza um efeito enorme na grande arquibancada chamada país”.

É verdade que o Congresso aprovou um projeto que submete decisões do Supremo ao Legislativo?
Não. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, como explicou Janio de Freitas, nem sequer discutiu o teor do projeto que propõe a apreciação de determinadas decisões do STF pelo Congresso. “A CCJ apenas examinou, como é de sua função, a chamada admissibilidade do projeto, ou seja, se é admissível que seja discutido em comissões e eventualmente levado a plenário”, explicou Jânio. “A CCJ considerou que sim. E nenhum outro passo o projeto deu.”

E qual foi a atitude de Gilmar neste caso?
Ele afirmou que os parlamentares “rasgaram a Constituição”. Isso só é equiparável, segundo Jânio, à afirmação de Gilmar de que “o Brasil estava sob “estado policial”, quando, no governo Lula, o mesmo ministro denunciou a existência de gravação do seu telefone, jamais exibida ou comprovada pelo próprio ou pela investigação policial”.

É verdade que a mulher de Gilmar Mendes trabalha no escritório de advocacia que defende Daniel Dantas?
Sim. É o escritório de Sérgio Bermudes, no Rio de Janeiro.

Isto configura um conflito de interesses, já que o STF pode julgar causas do escritório de Bermudes?
Sim.

E não acontece nada para coibir esse conflito?
Não.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Deputado Daniel ratifica apoio junto ao Ministério do PCdoB e consegue conquista inédita para Jacobina !!!!

O ministro Aldo Rebelo anunciou na tarde desta terça-feira (10) os municípios contemplados com os CIEs. O deputado Daniel participou da solenidade e comemorou as indicações.
Ascom Daniel
Daniel, o prefeito Isaac Carvalho, de Juazeiro e o ministro do Esporte Aldo Rebelo
Os Centros de Iniciação Esportiva (CIEs) serão construídos em Simões Filho, Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Ilhéus, Itabuna, Jacobina, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro, Serrinha. Além de Salvador, que receberá quatro unidades.

Os CIEs são unidades de treinamento de esportes de alto rendimento. É o
maior projeto de legado de infraestrutura esportiva dos Jogos Olímpicos e Jogos Paraolímpicos do Rio 2016 – um investimento que alcança R$ 967 milhões do Orçamento Geral da União.

Em todo o Brasil, 263 cidades foram selecionadas em todos os 27 estados brasileiros. O anúncio foi feito em Brasília, pelo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. O deputado Daniel Almeida participou da solenidade e comemorou o resultado.

"Temos municípios como Juazeiro, Guanambi e Jacobina, que representam regiões importantes da Bahia. São municípios pólos, com grande número de jovens, ansiosos por este tipo de investimento na promoção do esporte, como uma alternativa de promoção da cidadania", afirmou Daniel. "Além, é claro, de Salvador, que receberá quatro unidades dos CIEs", destacou. Daniel exerceu um papel fundamental para a escolha das cidades baianas.

Os CIEs são equipamentos multiuso voltados para identificação de talentos e formação de atletas; ampliação da oferta de instalações esportivas públicas com requisitos oficiais; incentivo à prática esportiva em territórios de alta vulnerabilidade social; e estímulo ao desenvolvimento da base do esporte de alto rendimento nacional.

Além de arenas multiuso, o fundamental dos três modelos de CIEs é que estão padronizados e em acordo com as atuais necessidades, com dimensões oficiais que comportam 13 modalidades olímpicas (atletismo, basquete, boxe, handebol, judô, lutas, tênis de mesa, taekwondo, vôlei, esgrima, ginástica rítmica, badminton e levantamento de peso), seis paraolímpicas (esgrima de cadeira de rodas, judô, halterofilismo, tênis de mesa, vôlei sentado e goalball) e uma não-olímpica (futsal).

Os municípios contemplados têm até 28 de fevereiro para contratar as adequações dos projetos ao terreno escolhido e até 28 de abril para fazer as sondagens de terreno e as adequações de projeto. Depois, até 180 dias após a contratação para iniciar obras.
Por: Karlo Dias

FONTE: www.daniel.org.br

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

PROGRAMAÇÃO “16 DIAS DE ATIVISMO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES"





PROGRAMAÇÃO “16 DIAS DE ATIVISMO”
Realização:  SEC/DIREC 16/UNEB-Campus IV



DATA / HORÁRIO
LOCAL
AÇÃO
02/12/2013 / 19:30h
ABERTURA – Auditório do COMUJA.

Mediador:  Prof. Dayvid Sena.

Prof. Fredson Timbira – UNEB.
Capitã Virginia Bacelar – Comandante do 2º Batalhão de Polícia BPRv.
Debóra Borges – Bel. Ciências Politicas e Secretaria de Assist. Social de Jacobina.
Mesa Redonda: Abordagem sócia histórica do movimento internacional dos Direitos Humanos e de Defesa da Mulher bem como os seus desdobramentos no Brasil. Ordenamento Jurídico no Brasil (Lei Maria da Penha) – MP – Ministério Publica do Estado da Bahia – OAB – Movimento de Mulheres de Jacobina – Secretaria de Assistência Social de Jacobina – Secretaria de Educação de Jacobina Público Alvo – Aberto à sociedade organizada.
03/12/2013 / 19h
C.E.D.B.C – Centro Educacional Deocleciano Barbosa de Castro – Sala de Multimídia.
Palestra sobre o valor da família e a violência doméstica. (Vicente e Tati) –  Pastoral da Família – Miguel Calmon). – Pais dos alunos
03/12/2013 / 14h
Colégio Modelo - Auditório
Palestra com Policiais Femininas –   Polícia Militar.
04/12/2013 / 14 h
PANFLETAGEM – Calçadão de Jacobina - Centro.
Mobilização: Membros do NUPAIP e Professores da Rede.
04/12/2013 / 19:30 h
UNEB - CAMPUS IV – Auditório – Mediadora – Profª Claudia Andrade.

(Exposição de Telas: Cícero Matos)

Mesa Redonda – Onília Lopes, Maria José, Marlene Lages e Katia Souza (Movimento de Mulheres de Jacobina). Publico Alvo – Alunos da Rede
05/12/2013 / 19:30 h
UNEB - CAMPUS  IV – Auditório

Profa. Ana Lúcia e colaboradores da SUDEB.
Profa. Alexandra Amorim – UNEB – Campus IV.
Roda de Conversa: Encerramento - com Professores da UNEB Campos IV – Reflexão sobre os resultados das participações e os caminhos a serem percorridos para a construção de uma sociedade mais acolhedora e menos violenta - Público Alvo – Discentes da UNEB / Secundaristas e Sociedade Organizada.