segunda-feira, 13 de abril de 2015

CNTE - CONVOCA PARALISAÇÃO NACIONAL - 15 DE ABRIL

 

CNTE convoca paralisação contra o projeto que abre precedente para a ampla terceirização do setor público

Publicado em Sexta, 10 Abril 2015 17:38
post o PL 4.330
A CNTE, na qualidade de entidade filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), convoca seus sindicatos filiados para a mobilização nacional organizada pelas Centrais Sindicais e Movimentos Sociais, nos estados, em defesa dos direitos dos/as trabalhadores/as brasileiros/as e contra o Projeto de Lei nº 4.330/2004, que impõe a liberalização geral da terceirização para qualquer área, atividade ou setor produtivo das empresas privadas, públicas e de economia mista.
O PL 4.330 representa o maior ataque do setor empresarial contra os direitos da classe trabalhadora na história do país. Além de ampliar os limites da terceirização para as atividades-fim das empresas – contrariando a atual regra que limita a terceirização em atividades-meio –, o Projeto abre precedente para ampla terceirização no setor público (administração direta, autárquica e fundacional).
Estudos revelam que os/as trabalhadores/as terceirizados recebem 25% menos que os contratados diretamente pelas empresas, além de trabalharem, em média, 3 horas a mais. Em função de não receberem formação profissional periódica, os acidentes de trabalho predominam entre os terceirizados.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 12,7 milhões de trabalhadores/as terceirizados/as (26,8% do mercado de trabalho), podendo essa forma de contratação atingir mais de 40 milhões de trabalhadores/as em poucos anos. Ou seja: o Parlamento Nacional está impondo a precarização do trabalho no Brasil em benefício dos lucros das empresas, que financiam campanhas eleitorais e que são representadas por quase metade dos deputados e senadores (a bancada empresarial compreende 45% do Congresso Nacional!).
Diante desse cenário tenebroso, os/as trabalhadores/as em educação se unem à luta dos demais trabalhadores/as contra o PL 4.330/04, e antecipam a resistência da categoria contra a terceirização nas escolas públicas – uma triste realidade em muitos lugares do Brasil –, e também contra a fragilização das carreiras profissionais e da organização sindical, direitos seriamente ameaçados pelo nefasto projeto da terceirização ilimitada.

Brasília, abril de 2015
Diretoria Executiva da CNTE

FONTE: http://www.cnte.org.br

quinta-feira, 5 de março de 2015

Jacobinense representa a cidade em missão oficial na Antártida.

JACOBINENSE representa nossa cidade em missão oficial do exército na Antártida. Alciclécio Irmão do professor Alcifred, está em missão para reconstruir a base de pesquisa científica que foi destruída por incêndio há alguns anos.
Clécio, como é carinhosamente conhecido, nasceu aqui, morou na Rua do Rosário na Bananeira e hoje é Sgto da Marinha servindo no RJ. Está ái alguma coisa para orgulhar o nosso povo.

domingo, 1 de março de 2015

Esgotos jorram resíduos há 8 dias no Bairro do Peru.

Os moradores da Rua do triângulo no bairro do Peru, estão há 8 dias trafegando entre o esgoto e a fedentina que incomoda a todos que passam nas mediações. A principal Rua do bairro, Av. João Teixeira também encontra-se na mesma situação, alguns moradores avisaram a prepostos da Adm. Municipal mas nada foi feito até o momento. Além da poluição visual,  o mal cheiro, a proliferação de doenças,  a sujeira já está prejudicando os comerciantes locais, reforçamos o pedido de providências à administração Municipal.

Saudações.


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Bandeira de Mello: Parecer contra Dilma é uma armadilha para desestabilizar o governo.

publicado em 8 de fevereiro de 2015 às 21:01: Fonte: www.viomundo.com.br
professor-Celso-Antônio-Bandeira-de-Mello
por Conceição Lemes
Em artigo publicado na Folha de S. Paulo  de 3 de fevereiro, o  jurista Ives Gandra Martins diz haver fundamentos para o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por causa dos escândalos na Petrobras. Gandra foi contratado pelo advogado José de Oliveira Costa para fazer um parecer sobre o tema.
No dia seguinte, 4 de fevereiro, reportagem de Mário César Carvalho na mesma Folha revela a origem. Costa trabalha para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e integra o conselho do Instituto FHC. É o golpismo do tucanato em andamento.
Pedi então a um dos mais respeitados juristas brasileiros, o professor Celso Antônio Bandeira de Mello, da PUC-São Paulo, que opinasse sobre a opinião de Ives Gandra.
Ele não quis comentar o conteúdo do parecer e alertou: “É uma armadilha. É uma tentativa de fazer com que juristas discutam esse tema. E não há nada que ser discutido. Para ser sincero,é um disparate, um absurdo completo”.
“A meu ver, é aquilo que no futebol se chama de tentativa de ganhar no tapetão. Nada mais do que isso”, previne.
“Eles [os tucanos] perderam a eleição e não gostaram. Agora estão tentando transformar isso em tema jurídico para desestabilizar o governo da Dilma”, explica.
“Eles querem que o assunto vire tema jurídico. E não é. É uma questão política”, frisa.
– É uma artimanha para manter o tema na mídia na ordem do dia?
“Exato. Eles querem transformar o impeachment em tema para debate. E isso não é tema para debate algum”, ressalta Bandeira de Mello. “A Dilma ganhou lisamente a eleição. Eles fizeram de tudo para derrotá-la, não conseguiram. Agora, querem ganhar no tapetão o que perderam no campo.”

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Antropofagia política: os rumos do governo Dilma

Liszt Vieira e Marijane Lisboa (*)

postado em: 23/01/2015
Na campanha eleitoral, a candidata Dilma transformou adversários em inimigos a serem abatidos. Devorou o inimigo, absorvendo seus defeitos e qualidades e adotando seu programa econômico, numa antropofagia política como há muito não se via. Se a antropofagia cultural criou algo novo, a política apenas reproduz o velho.

Além de pedir ao Bradesco para indicar o Ministro da Fazenda, a presidenta foi mais longe: convidou para Ministra da Agricultura uma liderança ruralista que se notabilizou pela rejeição da reforma agrária, apoio ao desmatamento e violação dos direitos indígenas. Para o Ministério das Cidades, sai o PP e entra o PSD do Kassab, numa troca de seis por meia dúzia. E para a Ciência e Tecnologia, um inimigo da ciência. Patrus Ananias e Juca Ferreira são honrosas exceções à mediocridade dominante.

O capital necessita expandir suas fronteiras e abocanhar as áreas protegidas que estão fora do mercado, como unidades de conservação e terras indígenas. Há centenas de projetos de lei no Congresso reduzindo essas áreas que seriam “desafetadas”. Um novo Código de Mineração, que permitirá, ou melhor, imporá a mineração em terras indígenas, já está prestes a ser votado no Congresso.

Tudo ocorre sob o olhar complacente do PT que se tornou cúmplice da política neo-extrativista que fortalece a reprimarização da economia baseada na exportação de produtos primários sem agregar valor (soja, carne, madeira, minérios).

Assim como o PSDB, o governo do PT acredita que a solução para o país é o crescimento econômico predatório dos recursos naturais, sem privilegiar qualidade de vida. E se houver índios, meio-ambiente ou Ministério Público atrapalhando, passa por cima. Com 39 ministros – a grande maioria medíocre – o primeiro governo Dilma foi, em todas as áreas, muito pior que seu antecessor. Desorganizou as contas públicas, estancou o crescimento, estabilizou a desigualdade que parou de cair, aumentou o desmatamento da Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, que haviam caído, e desapareceu do cenário internacional.

Priorizou grandes hidroelétricas na Amazônia sem consulta às populações indígenas e tradicionais afetadas, fez corpo mole no combate ao desmatamento para não contrariar pecuaristas, madeireiros e mineradores responsáveis pelo desmatamento que voltou a crescer, deu incentivos à indústria automobilística em desconsideração ao grave problema das mudanças climáticas. E nenhum incentivo foi concedido a projetos de sustentabilidade.

Houve avanços, especialmente nos programas sociais que aumentaram a renda nos estratos mais pobres, assim como ocorreu nas camadas mais ricas. Mas o baixíssimo crescimento econômico e pressão inflacionária ameaçam a oferta de emprego e o poder aquisitivo do salário. Daí a presidente reeleita haver assumido a proposta, antes demonizada, do “inimigo” devorado: aumentou os impostos e a taxa de juros, cortou gastos públicos e benefícios sociais, e ignorou a proposta de taxar as grandes fortunas.

A corrupção na Petrobras explica porque a usina Abreu e Lima passou de 2,5 a 20 bilhões de dólares e a refinaria Pasadena custou em torno de 1,5 bilhão, quando um ano antes custava 42,5 milhões. E a presidenta Dilma aprovou essa transação sem se preocupar com o contrato, confiando apenas num parecer “técnico” de duas páginas.

Por ocasião da entrega do Relatório da Comissão da Verdade, a Presidenta mencionou misteriosos pactos políticos entre os ditadores de plantão e uma oposição desconhecida para impedir a punição dos agentes de Estado responsáveis pelas torturas e assassinatos de presos políticos. Lembremos que a ONU e a OEA são taxativas sobre a impropriedade de auto-anistias para crimes contra a humanidade cometidos durante a Ditadura.

Mas tudo isso foi esquecido durante o momento mágico da campanha eleitoral, quando se desenterraram antigas teses ideológicas da esquerda contra a direita. Pura música para ouvidos militantes e ameaças para as camadas de baixa renda que perderiam benefícios sociais em caso de derrota do PT.

Uma visão romântica que desmoronou após a eleição. A realidade é mais complexa. O Bradesco nomeou o Ministro da Fazenda, um neoliberal ortodoxo, e a presidenta Dilma, em escolha pessoal, nomeou um símbolo da direita para Ministra da Agricultura.

O canibalismo político atual retoma antiga fórmula lulista: um programa econômico neoliberal, mercadocêntrico, e um programa social estadocêntrico. Um híbrido de neoliberalismo e desenvolvimentismo. Mas a conjuntura internacional agora é de crise econômica. Nesse contexto, política de austeridade provoca recessão. O risco de fracasso é grande, o que ameaçará a permanência do PT no poder, por maiores que sejam as piruetas ideológicas dos marqueteiros oficiais.

Fonte: www.cartamaior.com.br



(*) Liszt Vieira é professor da PUC-Rio e ex-deputado pelo PT/RJ. Marijane Lisboa é Professora da PUC-SP

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE Relatório coloca imprensa diante do espelho.


COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Relatório coloca imprensa diante do espelho

Por Luciano Martins Costa em 11/12/2014 na edição nº 828
Comentário para o programa radiofônico do Observatório, 11/12/14
A apresentação do relatório final da Comissão da Verdade, em solenidade oficial, marca o momento histórico em que as instituições brasileiras são colocadas diante da escolha entre consolidar a democracia ou manter ao relento os fantasmas da ditadura.O destino do documento não é tão importante quanto as responsabilidades que ele coloca diante da sociedade, num contexto em que uma parcela da população, ainda que mínima, se sente encorajada a pedir a volta do regime de exceção.
Os três jornais de circulação nacional, que conduzem a agenda pública e ancoram os principais temas que circulam nas redes de comunicação, destacam o assunto em manchete e, em graus variados de sutileza, tratam de desencorajar o passo seguinte, que seria o processo de punição dos autores dos crimes de tortura, assassinato e desaparecimento de pessoas colocadas sob sua guarda.A leitura criteriosa de cada um deles revela que tanto o Globo quanto a Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo prefeririam não ter que lidar com esse legado macabro.
Mas a História, como se sabe, se desenrola em conjuntos de espirais e de cada uma delas se pode confrontar, periodicamente, tudo aquilo que não foi resolvido em seu devido tempo.Assim como a corrupção de hoje reflete a impunidade de antigas falcatruas, a vergonha que agora atinge algumas entidades do Estado, principalmente as Forças Armadas, é um reflexo da tentativa inútil de abafar sob o pó do tempo aquilo que não pode ficar oculto.
Os 377 criminosos apontados pela Comissão da Verdade representam não apenas o lado mais obscuro do regime deletério, mas também fazem lembrar aqueles que colaboraram ativamente, passivamente, ou na sombra da omissão, para que os crimes fossem cometidos com tanta naturalidade ao ponto de se transformarem em processos quase burocráticos na rotina do aparato de repressão.Ativa, passiva ou na sombra da omissão, a imprensa tem sua parcela de responsabilidade, e nesta quinta-feira (11/12) pode-se observar como cada uma das grandes empresas de mídia reage diante do espelho.
Encarando o passado
Dos três principais diários do País, o único que evita abordar o assunto em editorial é a Folha de S. Paulo – que preferiu citar em nota curta o trecho do documento que se refere ao apoio que parte da imprensa deu ao golpe militar em 1964.
Também há referência ao trecho em que o relatório acusa a empresa Folha da Manhã de haver financiado a Oban (Operação Bandeirantes, nome que se deu a um dos grupos do sistema repressivo) e de ter cedido veículos para suas ações.O texto reconhece que "em 1964, a Folha apoiou o golpe, como quase toda a grande imprensa", mas nega que o jornal tenha dado suporte financeiro ao sistema repressivo ou emprestado carros de sua frota para as ações ilegais.
Não era necessário haver um esquema oficial: pelo menos dois dos jornais do grupo eram dirigidos por policiais e empregavam agentes ligados ao sistema, que faziam jornada dupla, servindo ao jornalismo e ao aparato do Estado e circulavam à vontade a bordo das peruas Veraneio pintadas de amarelo.
Estado de S. Paulo e o Globo encaram em editoriais o passado que, confessadamente, prefeririam ver esquecido. O jornal paulista propõe uma forma estranha de resolver pendências históricas, ao dizer que a Lei da Anistia cobre todos os atos daqueles tempos: "Não se tratava de perdoar crimes, mas de deixá-los no passado, no âmbito da história", diz o texto.O Globo alinha as virtudes do relatório, principalmente o fato de iluminar os porões da repressão e ajudar a "manter viva a memória dos horrores da ditadura", mas também se manifesta contra o julgamento dos acusados.
De modo geral, o conjunto das reportagens e trechos do documento citado e comentado pelos três diários contribui para dar ao leitor uma ideia do que foram aqueles tempos de horror.
Destaque-se o texto em que o Globo reproduz depoimentos de vítimas que sobreviveram às sevícias, cuja leitura ajuda a entender a extensão daqueles crimes.Observe-se também que o título escolhido pela Folha para a reportagem principal distorce o sentido de justiça, propósito original da Comissão da Verdade: "Acerto de contas", diz o jornal.
A linguagem jornalística tem dessas sutilezas.

Fonte:  observatoriodaimprensa.com.br/news/view/relatorio_coloca_imprensa_diante_do_espelho