terça-feira, 2 de dezembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
O GOLPE DO GILMAR "DANTAS" MENDES...
Armado por Toffoli e Gilmar, já está em curso o golpe sem impeachment
ter, 18/11/2014 - 08:20
Atualizado em 19/11/2014 - 13:54
Atualizado às 09:50
O processo de impeachment exige aprovação de 2/3 do
COngresso. Já a rejeição das contas impede a diplomação. A decisão fica
com o Judiciário. Este é o golpe paraguaio.
Já entrou em operação o golpe sem impeachment, articulado
pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) presidente do TSE
(Tribunal Superior Eleitoral) Antonio Dias Toffoli em conluio com seu
colega Gilmar Mendes. O desfecho será daqui a algumas semanas.
As etapas do golpe são as seguintes:
1. Na quinta-feira passada, dia 13,
encerrou o mandato do Ministro Henrique Neves no TSE. Os ministros podem
ser reconduzidos uma vez ao cargo. Presidente do TSE, Toffoli
encaminhou uma lista tríplice à presidente Dilma Rousseff. Toffoli
esperava que Neves fosse reconduzido ao cargo (http://tinyurl.com/pxpzg5y).
2. Dilma estava fora do país e a
recondução não foi automática. Descontente com a não nomeação, 14 horas
depois do vencimento do mandato de Neves, Toffoli redistribuiu seus
processos. Dentre milhares de processos, os dois principais - referentes
às contas de campanha de Dilma - foram distribuídos para Gilmar Mendes.
Foi o primeiro cheiro de golpe. Entre 7 juízes do TSE, a probabilidade
dos dois principais processos de Neves caírem com Gilmar é de 2 para
100. Há todos os sinais de um arranjo montado por Toffoli.
3. O Ministério Público Eleitoral,
através do Procurador Eugênio Aragão, pronunciou-se contrário à
redistribuição. Aragão invocou o artigo 16, parágrafo 8o do Regimento
Interno do TSE, que determina que, em caso de vacância do Ministro
efetivo, o encaminhamento dos processos será para o Ministro substituto
da mesma classe. O prazo final para a prestação de contas será em 25 de
novembro, havendo tempo para a indicação do substituto - que poderá ser o
próprio Neves. Logo, “carece a decisão ora impugnada do requisito de
urgência”.
4. Gilmar alegou que já se passavam
trinta dias do final do mandato de Neves. Na verdade, Toffoli
redistribuiu os processos apenas 14 horas depois de vencer o mandato.
5. A reação de Gilmar foi determinar que
sua assessoria examine as contas do TSE e informe as diligências já
requeridas nas ações de prestação de contas. Tudo isso para dificultar o
pedido de redistribuição feito por Aragão.
Com o poder de investigar as contas,
Gilmar poderá se aferrar a qualquer detalhe para impugná-las.
Impugnando-as, não haverá diplomação de Dilma no dia 18 de dezembro.
O golpe final - já planejado - consistirá
em trabalhar um curioso conceito de Caixa 1. Gilmar alegará que algum
financiamento oficial de campanha, isto é Caixa 1, tem alguma relação
com os recursos denunciados pela Operação Lava Jato. Aproveitará o
enorme alarido em torno da Operação para consumar o golpe.
Toffoli foi indicado para o cargo pelo ex-presidente Lula.
Até o episódio atual, arriscava-se a passar para a história como um dos
mais despreparados Ministros do STF.
Com a operação em curso, arrisca a entrar para a história
de maneira mais depreciativa ainda. A história o colocará em uma galeria
ao lado de notórios similares, como o Cabo Anselmo e Joaquim Silvério
dos Reis.
Ontem, em jantar em homenagem ao
presidente do STF, Ricardo Lewandowski, o ex-governador paulista Cláudio
Lembo se dizia espantado com um discurso de Toffoli, durante o dia, no
qual fizera elogios ao golpe de 64.
Se houver alguma ilegalidade na prestação
de contas, que se cumpra a lei. A questão é que a operação armada por
Toffoli e Gilmar está eivada de ilicitudes: é golpe.
Se não houver uma reação firme das cabeças legalistas do país, o golpe se consumará nas próximas semanas.
FONTE: http://jornalggn.com.br/luisnassif
sábado, 18 de outubro de 2014
De Vargas a Lula. Por Celso Furtado
Post-scriptum
Este artigo foi publicado em 23 de
novembro de 2004, poucos dias após a morte de Celso Furtado. Além de
homenagear esse grande brasileiro, esse artigo buscou representar a
grande esperança que significou a eleição do Lula para a grande obra de
construção de nossa Nação. Hoje vemos que Celso Furtado previu
corretamente o que aconteceria nos governos do PT.
Introdução
A
morte do professor Celso Furtado simbolizou o fim de uma era do
desenvolvimento. Uma era que ele soube traduzir como ninguém. Somos de
uma geração, formada nos anos 90, que via a desigualdade e a pobreza
como fatalidade. Não era assim que Celso Furtado via. Aliás, ele e sua
geração de intelectuais desenvolvimentistas não apenas viam, eles eram
importantes agentes políticos. Devemos a eles parte de nossa
prosperidade e dos serviços públicos que ainda nos restam,
principalmente nós que nascemos na chamada classe média.
O Velho Desenvolvimentismo e o povo
Nasci
em 1975, sou filho do milagre. Por favor, não me confundam com “filhote
da ditadura”, como Brizola genialmente batizou um de nossos
ex-presidentes. Sou filho do milagre, pois, como disse meu avô certa vez
para minha mãe: “vocês terão uma vida melhor que a nossa e seus filhos
terão uma vida melhor do que a suas”. Essa era a mais pura "verdade".
Meus avós iam à escola descalços, estudaram, mas nenhum deles fez curso
superior. Lutaram e construíram famílias numerosas, respectivamente 8 e 9
filhos, bem típico dos anos 40 e 50.
Meus pais nasceram nos anos 40. Mais ou menos à época em que Celso Furtado escreveu seu primeiro livro ‘Contos da vida expedicionária – de Nápoles a Paris’ e sua tese de doutorado L’economie coloniale bresilienne.
A
vida era muito difícil, raramente comemorava-se o aniversário dos
filhos como é feito hoje. Certa vez, ouvi essa história: minha tia,
estimulada pela convivência de amigas mais abastadas, encasquetou que
minha vó tinha que lhe dar um presente de aniversário. De tanto
insistir, minha avó tirou do dinheiro reservado para o feijão um
montante para satisfazer o luxo da filha. O dinheiro ia fazer falta, mas
valeu à pena, pois ela ficou radiante em ganhar um pequeno saco de
biscoito cream cracker. Esse “luxo”, para uma família operária de 9
filhos, só foi possível graças à prosperidade econômica e à mudança
cultural dos anos 50. Na família de camponeses de onde veio minha avó,
esse capricho, seria motivo para uma boa bronca.
Nos anos 50, as
famílias que emigraram para as cidades, se inseriram no mercado de
consumo e sofreram salto no padrão de vida e cultural. As crianças
passaram a ter escola, todos se alfabetizaram e conheceram o mundo
através da leitura e dos meios de comunicação.
Furtado e o desenvolvimentismo
A
prosperidade econômica e o otimismo foram particularmente fortes no
governo JK, cuja política econômica foi baseada no planejamento do plano
de metas cuja metodologia e idealização se baseou na iniciativa e nos
estudos recém criados por Celso Furtado no BNDE e na CEPAL durante o
governo democrático de Getúlio Vargas.
No governo JK, Furtado
criou ainda a SUDENE com o objetivo de tirar o nordeste do atraso
econômico e social. A esperança e a fé no futuro àquela época pode ser
percebida pelo livro 10º livro de economia política de Celso Furtado: ‘A pré-revolução brasileira’.
O desafio intransponível da desigualdade
Furtado
sempre teve grande preocupação com a má distribuição de renda no
Brasil, como se pode depreender de seu 12º livro: ‘Subdesenvolvimento e
estagnação na América Latina’. No Brasil vivemos uma espécie de sistema
de castas, apesar de não tão rígido como na Índia. Existem os empregos
de classe alta, os empregos de classe média, os empregos da classe
operária e os subempregos dos marginalizados. As diferenças de
remuneração entre essas "castas" é talvez a maior do mundo, e certamente
muito maior do que na Índia.
Entre classe alta e média há alguma
mobilidade, assim como entre classe operária e os marginalizados, mas
entre a classe operária e a classe média, a mobilidade era limitada. Se o
cidadão não encontrar a chave para essa mobilidade terá que se
contentar com a indecente diferença salarial que existia entre um médico
estabelecido e um profissional qualificado como um carpinteiro, ou,
pior, entre um dentista e um profissional desqualificado como um
funcionário de comércio popular. A chave do portão que divide essas
classes se chama universidade ou pequena empresa bem sucedida.
Eventualmente podemos dizer que existem outras chaves como o político, o
artista ou o esportista bem sucedido, mas essas são ainda mais
difíceis.
Para os liberais, o desempregado é um vagabundo e o
pobre não se esforça o suficiente para sair de sua situação. Mas isso
não é uma verdade, pois a ascensão social é um rígido funil. Por mais
que lutem, as vagas para o outro lado não aumentam significativamente
por iniciativa própria. Pode-se passar no vestibular por mérito próprio,
mas nem todo mundo pode ter “mérito próprio” suficiente, pois o número
de vagas não aumenta há muito tempo. Por mais que aumente o “mérito
próprio” de todos, muitos não conseguirão tirar do fundo de sua alma e
de sua luta “mérito próprio” suficiente, pois mais "mérito" não
significa mais vagas. A ideologia da “meritocracia” na prática é mais
uma forma de justificar os privilégios de nascimento.
Com as
microempresas acontece um evento semelhante ao vestibular. As vagas como
empresários bem sucedidos no ramo de bares na periferia, restaurantes
de PF, vendedores ambulante, dono de serralheria, caminhoneiro autônomo e
carreteiro são limitadas. Mesmo que o número de ofertantes desses
serviços aumente, a demanda não aumentará significativamente. O mesmo
poderia não acontecer, se esses microempresários vindo das classes
operárias e marginalizadas conhecessem de computação ou alguma
tecnologia avançada desde criancinhas e criassem uma Microsoft, ou seja,
inventando seu próprio emprego. Se tivéssemos um monte de geniosinhos
bem alimentados, e com tempo e acesso a todo o conhecimento que anseiam
adquirir, pode ser que o número de vagas entre microempresários bem
sucedidos não fosse tão limitada. Mas isso não é uma realidade, nem aqui
e nem mesmo nos EUA. Não é qualquer um que nasce com desejo e
capacidade para ser um megaempresário inovador, mas mesmo entre os que
nascem, são poucos que tem essa oportunidade.
Na falta de
melhores oportunidades, parte de nossos mais agressivos empreendedores,
vindos das classes menos favorecidas, acabam criando empresas como a
Fernandinho Beira Mar S/A. Cobrar que um desempregado seja um
microempresário inovador bem sucedido é uma extrema injustiça e
autoritarismo. Precisamos respeitar os desejos e os talentos das
pessoas, considerando principalmente as limitações que lhes são
impostas.
A solução da desigualdade não pode fugir do binômio: Desenvolvimentismo e Educação
Resumindo,
o funil é rígido e por mais que se esforcem poucos podem atravessar.
Mas entre os anos 30 e 1980 a boca do funil foi muito alargada. Não
apenas o funil foi alargado, como também a renda e as oportunidades de
emprego dentro das diversas “castas” foram significativamente ampliadas.
Posso dizer que meus avós pertenciam à classe operária, eles melhoraram
de vida durante os anos 40 e 50, graças não apenas à própria luta, mas
também àqueles “anos dourados”.
Com meus pais foi diferente, eles
atravessaram o funil. Foi difícil, lutaram muito, trabalharam enquanto
estudaram mas conseguiram. Meu pai consertava estofamentos e acabou
entrando na universidade pública, graças a muita garra. Mas entrou nela
com a idade que tenho quando estou terminando meu doutorado. E, apesar
das dificuldades iniciais, pôde aproveitar de oportunidades que não
seriam imagináveis para meu avô. A farta oferta de empregos no período
dava segurança aos jovens para sonhar um pouco mais, diferentemente de
hoje, quando o desemprego assustador leva todos a buscar apenas a
segurança financeira mínima, deixando guardado seus sonhos.
Quando
meu pai saiu da universidade, em pleno milagre, ultrapassado o funil,
pôde desfrutar da incrível fartura de empregos disponível aos
integrantes da “casta média”. Podia-se dar ao luxo de financiar
apartamento, carro e mobiliar a casa com poucos meses de salário. Além
de dar aos filhos todo o conforto, educação e cultura, que um legítimo
herdeiro da “casta média” “mereceria”. “Os filhos teriam mais conforto e
cultura que os pais” e se Deus quisesse, mais democracia...
A
ditadura era terrível, era manchada de sangue e havia exilado nossas
melhores cabeças como do professor e ex-ministro do planejamento de João
Goulart, Celso Furtado, que naqueles terríveis 20 anos escreveu 15
livros e outro tanto de artigos e ensaios. Dizem que havia dez mil
exilados compulsórios e voluntários. Todavia, a esperança e o sonho, o
sonho colorido, tropical e solidário imaginado pelos modernistas e
plantado sob ferro e sabedoria com Getúlio, com alegria e coragem por JK
e com ciência e fé por Furtado resistia bravamente. Havia retrocessos,
mas também avanços. O desenvolvimento era uma questão de tempo. Coragem e
esperança não faltavam, nem a um lado nem a outro, nem à esquerda nem à
direita. As primeira décadas do pós-guerra foram um período muito
romântico no resto do mundo, mas aqui foram a consolidação da nação, que
pela primeira vez tinha fé em si mesma.
O Fim da “Era Vargas” do desenvolvimento
Podemos
dizer que esperança e o sonho permaneceram vivos até a eleição de
Tancredo. Anistia, diretas já, Henfil, tudo correspondia ao sonho. Nem a
dura recessão do início dos anos 80, a primeira em muitas décadas,
infringiu um abalo severo em nosso simbolismo. Com as esperanças
renovadas, Furtado escreveu no primeiro ano da Nova República ‘A
fantasia organizada’. Depois houve a morte de Tancredo, o fracasso do
plano cruzado, a inércia do governo Sarney. Inércia que não foi
acompanhada por Celso Furtado, pois mesmo insatisfeito com a condução da
política econômica, manteve a disciplina e fez uma gestão corajosa no
Ministério da Cultura. Todavia, a política econômica do Sarney
fracassou.
Até aí, tudo bem, a gente esperaria a nossa vez. As diretas ainda não haviam chegado...
No
entanto, as diretas trouxeram o que foi chamado pelo Professor Carlos
Lessa de Fernandeca. Separado pelo feliz interregno de Itamar, que
renovou-nos a esperança, vivemos entre os 2 anos de Collor de Mello e os
8 anos de Henrique Cardoso, um triste e constante balde de água fria.
Como brinca o Professor Lessa, podemos fazer uma analogia desse período
com aqueles terríveis anos de miséria que assolavam o Egito de tempos em
tempos, como se fosse uma prolongada praga de gafanhotos (ou
fernanhotos) que se abateu sobre nós. Mas o professor Furtado não se
abateu. Escreveu nessa época seu 34º livro, ‘O longo amanhecer’, de um
total de 36 livros de economia política.
A fernandeca foi a
década de mais baixo crescimento e maior taxa de média de desemprego em
toda nossa história. Isso espantou Celso Furtado: "Como explicar que uma
economia com a vitalidade da brasileira, que nos primeiros três quartos
do século XX beneficiou-se de um ritmo de crescimento superado apenas
pelo do Japão, tenha se conformado com uma taxa de decrescimento no
decorrer deste último decênio? [1]"
Como se não bastasse deixar a
economia brasileira doente, os Fernandos se aproveitavam para pisotear e
humilhar o enfermo, a proganda governamental ou semi-oficial se
encarregou de desqualificar e desmoralizar os maiores símbolos de nosso
orgulho. Primeiramente desqualificaram o sucesso de nossa história
recente, a política de substituição de importações, de industrialização
induzida pelo governo e muito bem descrita por Furtado, Tavares, Lessa,
entre outros. Essa história que deu oportunidade para meus avós, meus
pais e para mim. Como disse, sou filho da parte boa do milagre e neto da
política econômica do Getúlio e JK. Essa história para mim é gloriosa, é
a história da minha família, do meu povo. Uma história de luta, de
esperança e de sonho.
Eles não poderiam ter desqualificado o que
temos de melhor. Atacaram nossos símbolos, nosso orgulho. Nos anos 90 a
Petrobrás virou “petrosauro”, a sistema elétrico mais limpo e barato do
mundo virou "ultrapassado", o Proálcool, a energia promissora da
biomassa tropical. virou rentseeking de usineiros, as estatais que nos
deram uma fartura de aço, minérios, metais, celulose, petroquímicos,
adubos, aviões e, principalmente, desenvolvimento, viraram paquidermes.
O
que vinha de fora, o que era importado era o único padrão, as
expressões inglesas passaram a ser adotadas em um ritmo nunca visto, as
recomendações que vinham do FMI e do banco mundial eram a única lei.
Fernando 2º chegou a até a sugerir que Chico Buarque era um “artista
menor” (?!!!). Passaram de todos os limites!!
Assim, crise
econômica, mediocridade política, subserviência geopolítica e cultural,
propaganda neoliberal, imposição de pensamento único com interrupção do
debate e monopólios da mídia, durante a fernandeca, mataram nossos
sonhos e nossas esperanças.
"Em nenhum momento de nossa história foi tão grande a distância entre o que somos e que esperávamos ser" (Celso Furtado)
Lula, o PT e a esperança
Até
que surgiu a luz no fim do túnel, não é uma luz tão recente, tem 24
anos, data da fundação do PT. Mas é uma luz que não parou de brilhar até
as eleições presidenciais de 2003. Fundado a partir dos movimentos
sindicais da segunda metade dos anos 70, o PT teve o Lula como fundador e
estrela maior.
Lula ultrapassou sozinho todas as castas. Da
marginalidade ao operariado, de operário a presidente. O Lula,
metalúrgico, sindicalista e político também é um filho do milagre. Sua
ida para São Paulo com a família, sua formação como torneiro mecânico no
Senai e seu progresso social possivelmente também são netos do
progresso econômico e social dos períodos Getúlio e JK. Desses herdou
também a chama das nossas lutas pelo povo e pela nossa independência
como nação.
A esperança venceu o medo nas eleições. Precisamos
voltar ao ponto de onde paramos, voltarmos à esperança de um Brasil
justo, igualitário, e cheio de alegria; alegria tropical, mestiça e
autêntica. Um Brasil dos sonhos do professor Celso Furtado.
Será
que todas as crianças nas ruas, e favelas e nas plantações puderam
comemorar seu aniversário no ano de 2004? É hora do nosso povo voltar a
sonhar em receber presentes de aniversário e até em coisas maiores, como
no passado:
"Tínhamos a idéia de que, se o país conseguisse
atingir um certo grau de desenvolvimento industrial, de desenvolvimento
econômico propriamente dito, a um certo nível de desenvolvimento
ganharia autonomia. Daria um salto enorme que significa sair de uma
economia de dependência econômica para uma autêntica independência. Era
nada menos do que isso que estava em jogo. E eu escrevei sobre isso, e
disse que estávamos nas vésperas de dar esse salto. Foi nos anos 50,
quando houve o debate sobre Brasília etc. Na verdade, houve uma tomada
de consciência de um lado e de outro, o Brasil viveu o seu período mais
intenso de construção política, de renovação do pensamento. Para mim, a
história do Brasil tem um período extraordinariamente significativo,
esse período que vai do fim do primeiro governo Vargas até o começo da
ditadura militar, cerca de 20 anos. Foi uma ebulição política na qual
todas as idéias vieram a debate, descobrimos tudo, tudo veio à tona, e
foi um entusiasmo muito grande. Pelo Brasil afora, fui paraninfo de
dezenas de turmas de estudantes... Era uma coisa muito empolgante, o
país se industrializando, se transformando, incorporando massas de
população à sociedade moderna” (Celso Furtado, dezembro de 2002; Caros Amigos, fevereiro).
Inclusive minha família e a do Presidente. Infelizmente...
“Isso
tudo veio abaixo. E não veio abaixo porque a economia brasileira deixou
de crescer, ao contrário, houve anos em que o Brasil cresceu mais
ainda, mas veio abaixo porque mudou o estilo de desenvolvimento, e
desapareceram as forças sociais que estavam presentes antes. Antes de 64
houve uma enorme confrontação de forças sociais, era aquele caldeirão,
que causou tanto medo na grande burguesia e nos americanos... Passaram
se trinta anos sem se poder pensar propriamente, ou sem poder participar
de movimentos, a juventude mais agressiva e corajosa foi perseguida.
Desmantelou-se o processo de construção do Brasil. E aquele ganho
formidável alcançado no período anterior se perdeu. E o pior é que não
foi possível abrir um debate sobre nada importante, porque toda a
imprensa já estava controlada, tudo aferrolhoado, a juventude estava
desmobilizada, era outro país" (idem).
Temos que ter novas
esperanças e começar a sonhar de verdade, sonhar em escancarar o funil,
chegou nossa hora, professor? “ Se o Brasil partir da identificação dos
problemas sociais, conseguirá criar um tipo de opinião pública como essa
que se manifestou agora na eleição de Lula. De tudo isso, o mais
importante é a diferença que há nesse movimento de hoje em dia, que é de
raiz popular, de raiz social, partiu para a investigação dos problemas
sociais e não dos problemas econômicos. Portanto, acho que se ganha uma
parte da batalha se for priorizado o problema social. Isso eu compreendo
que é um pouco a estratégia de Lula. Colocando o problema social, ele
vai criar um tipo de opinião pública cada vez mais democrática, de raiz
popular, e essa opinião pública de raiz democrática é que vai permitir
consolidar esse próximo momento, e você vai ter finalmente a
transformação do Brasil partindo do social e não do econômico” (idem).
Estamos
rezando...Até agora não vimos nada. Mas talvez seja porque Celso
Furtado, no alto de sua longa e nobre experiência conseguia ver além da
vigente cortina de mediocridade e desesperança: "Em um futuro que,
imagino, não será muito remoto, parecerá simples devaneio de intelectual
ocioso a referência ao que está ocorrendo na América Latina neste final
de era marcado pelo fundamentalismo mercantil." (Celso Furtado, 2004)
Professor,
esperamos que esteja certo. Mas se não for dessa vez, pedimos força
para sabermos carregar sua bandeira nas próximas oportunidades. Suas
esperanças não morrerão. Seu sonho, nosso sonho, ainda será realidade.
Rio de Janeiro, 23 de novembro de 2004
(*) Doutorando em economia da UFRJ, na época, hoje economista do BNDES. Gostaria de agradecer a Sandra Carvalho, Eduardo Kaplan e Bruno Galvão dos Santos pela leitura e comentários.
Fonte: www.cartamaior.com.br
domingo, 27 de julho de 2014
Obras Inacabadas e o Emprego do Dinheiro Público em Jacobina.
Enquanto os moradores do Loteamento Elvira Pires aguardam praças e espaços lazer para comunidade, o elefate branco acima é mais um exemplo de como o dinheiro público é desperdiçado em Jacobina.
A polarização política em Jacobina, a falta de planejamento e as sucessivas administraçoes centralizadoras tem causado um histórico retrocesso e descontinuidade do serviço publico.
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Grande Mídia Nacional: Omissão ao invés de informação !!!
Tragédia em BH e a mídia macabra
Por Altamiro Borges
Atordoada com a pesquisa do Datafolha, que apontou a melhoria do humor dos brasileiros com o sucesso da Copa e seus reflexos positivos na candidatura de Dilma Rousseff, a mídia tucana está à procura de cadáveres. Nesta sexta-feira (4), todos os jornalões deram manchetes garrafais para a tragédia que atingiu Belo Horizonte e resultou na morte de duas pessoas. A mídia macabra evita criticar a empreiteira Cowan, responsável pela construção do viaduto que desabou; também isenta o prefeito da capital mineira, Marcio Lacerda, um aecista convicto que inclusive rompeu com seu partido (PSB) para apoiar o candidato tucano ao governo estadual. Tudo é feito para desgastar a imagem da presidenta!
Os barões da mídia até parece que combinaram suas manchetes espalhafatosas num encontro mórbido.Folha: “Obra inacabada da Copa desaba e mata 1 em BH”; O Globo: “Viaduto de obra da Copa desaba e mata 2 em BH”; Estadão: “Viaduto planejado para Copa cai e mata 2″. O tom da cobertura também é idêntico.
Todos os jornais enfatizam que a construção faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com o nítido propósito de culpar o governo federal. Evitam destacar o fato de que a execução das obras do PAC cabe aos estados e municípios. Até a lacônica explicação do prefeito Marcio Lacerda, de que a tragédia foi uma simples “falha de engenheira”, passa batido pelos jornalões.
A Cowan foi contratada pela prefeitura de Belo Horizonte para duplicar uma avenida e construir três viadutos nas proximidades do estádio do Mineirão. As obras, com um custo de R$ 171 milhões (afora os aditivos), não foram concluídas a tempo para os jogos da Copa. Além do atraso – que não é realçado pela mídia privada, que adora criticar apenas a ineficiência do setor público –, agora ocorreu o desabamento. Para o prefeito, “acidentes como esse infelizmente acontecem… Não sabemos se é falha de projeto ou de construção. Serão feitas todas as perícias, um inquérito policial será aberto e essa análise será feita com cuidado”. Lacerda também garante que a prefeitura fiscalizou a execução da obra.
Em editorial, a Folha tucana não fez qualquer crítica à empreiteira e ao prefeito amigão de Aécio Neves, o cambaleante candidato do PSDB. Num oportunismo explícito, ela preferiu tratar do “humor da Copa” e dos reflexos nas eleições. Para o jornal, a queda do viaduto “não foi, felizmente, tragédia de maiores proporções. Serve para lembrar, ainda assim, o quanto houve de irresponsabilidade e improviso, para nada dizer de corrupção, na organização do Mundial”.
Ao tratar da pesquisa Datafolha, que apontou o crescimento de Dilma, a Folha escancara a sua torcida. “Não é improvável que, passada a Copa, a percepção positiva venha a ser confrontada com outras realidades e se dilua no turbilhão da campanha eleitoral”.
Como já apontou Fernando Brito, no excelente blog Tijolaço, a cobertura da triste tragédia em Belo Horizonte só confirma a “politicagem mórbida” da mídia. Ele lembra que “há menos de um mês, caiu uma viga da obra do monotrilho da Linha 17 – Ouro do Metrô paulista, próxima ao Aeroporto de Congonhas, e matou uma pessoa. O monotrilho, que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos, era, como está noticiado em uma velha matéria do UOL, ‘a única obra de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo que consta na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo’”. A mídia tucana, porém, não fez qualquer escarcéu e rapidamente arquivou esta tragédia! Geraldo Alckmin, candidato à reeleição do PSDB, deve ter agradecido – sabe se lá como!
quarta-feira, 25 de junho de 2014
INFORMES: MANDATO DO EDIL CARLINHOS DA CAIXA - PCdoB - JACOBINA.
Após um longo e intenso estudo da Constituição Federal e do ciclo orçamentário, na última sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Jacobina, o vereador Carlinhos da Caixa apresentou ementas à LDO que garantem recursos para o apoio financeiro na APAE e ABRIGO DOS VELHOS, criação de CICLOVIAS, do CENTROS COMERCIAIS DE AMBULANTES, CENTRO DE CONTROLE DE ZOONOSES, REALIZAÇÃO DE CONCURSO PARA O LEGISLATIVO e implementação da ATUALIZAÇÃO DO CADASTRO E REGISTROS IMOBILIÁRIOS em Jacobina. Todas estas Emendas foram subscritas e aprovadas pela maioria do Legislativo Municipal, deste modo, cabe ao cidadão acompanhar e cobrar para que estas demandas coletivas sejam realizadas pelo Poder Executivo Municipal, haja vista que na Administração Pública nada se faz sem prévia autorização e dotação orçamentária, consequentemente este já não é mais o problema. Segue abaixo cópia para que todos possam salvar e exercer sua cidadania plena, registramos aqui nossos parabéns ao vereador por cumprir com excelência o seu papel de legislador. E você amigo eleitor, já parou para observar o quê o seu vereador está realizando enquanto legislador municipal??
terça-feira, 10 de junho de 2014
Ao povo brasileiro, pronunciamento sobre a Copa das Copas.
Por Dilma Rousseff, Presidenta Eleita do Brasil.
Minhas amigas e meus amigos,
A partir desta quinta-feira, os olhos e os corações do mundo estarão voltados para o Brasil, acompanhando a maior Copa da história.
Pelo menos 3 bilhões de pessoas vão se deixar fascinar pela arte das 32 melhores seleções de futebol do planeta.
Para o Brasil, sediar a Copa do Mundo é motivo de satisfação, de alegria e de orgulho.
Em nome do povo brasileiro, saúdo a todos que estão chegando para esta que será, também, a Copa pela paz e contra o racismo;
a Copa pela inclusão e contra todas as formas de violência e preconceito;
a Copa da tolerância, da diversidade, do diálogo e do entendimento.
A Seleção Brasileira é a única que disputou todas as Copas do Mundo realizadas até hoje.
Em todos os países, sempre fomos muito bem recebidos.
Vamos retribuir, agora, a generosidade com que sempre fomos tratados, recebendo calorosamente quem nos visita.
Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
Tenho certeza de que, nas 12 cidades-sede, os visitantes irão conviver com um povo alegre, generoso e hospitaleiro, e se impressionar com um país cheio de belezas naturais e que luta, dia a dia, para se tornar menos desigual.
Amigos de todo o mundo: cheguem em paz!
O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
O Brasil, como o Cristo Redentor, está de braços abertos para acolher todos vocês.
Brasileiras e Brasileiros,
Para qualquer país, organizar uma Copa é como disputar uma partida suada - e muitas vezes sofrida.
Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
Com direito a prorrogação e disputa nos pênaltis.
Mas o resultado e a celebração final valem o esforço.
O Brasil venceu os principais obstáculos e está preparado para a Copa, dentro e fora do campo.
Para que esta vitória seja ainda mais completa é fundamental que todos os brasileiros tenham uma noção correta de tudo que aconteceu.
Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
Uma visão sem falso triunfalismo, mas também sem derrotismo ou distorções.
Como se diz na linguagem do futebol: treino é treino, jogo é jogo.
No jogo, que começa agora, os pessimistas já entram perdendo.
Foram derrotados pela capacidade de trabalho e a determinação do povo brasileiro, que não desiste nunca.
Os pessimistas diziam que não teríamos Copa porque não teríamos estádios.
Os estádios estão aí, prontos.
Os estádios estão aí, prontos.
Diziam que não teríamos Copa porque não teríamos aeroportos.
Praticamente, dobramos a capacidade dos nossos aeroportos.
Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
Eles estão prontos para atender quem vier nos visitar; prontos para dar conforto a milhões de brasileiros.
Chegaram a dizer que iria haver racionamento de energia. Quero garantir a vocês: não haverá falta de luz na Copa, nem depois dela.
O nossos sistema elétrico é robusto, é seguro, porque trabalhamos muito para isso.
Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
O nossos sistema elétrico é robusto, é seguro, porque trabalhamos muito para isso.
Chegaram também ao ridículo de prever uma epidemia de dengue na Copa em pleno inverno, no Brasil!
Além das grandes obras físicas e da infraestrutura, estamos entregando um sistema de segurança capaz de proteger a todos, capaz de garantir o direito da imensa maioria dos brasileiros e dos nossos visitantes que querem assistir os jogos da Copa.
Estamos entregando, também, um moderno sistema de comunicação e transmissão que reúne o que há de mais avançado em tecnologia, incluindo redes de fibra ótica e equipamentos de última geração, em todas as 12 sedes.
Minhas amigas e meus amigos,
A Copa apressou obras e serviços que já estavam previstos no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.
Construímos, ampliamos ou reformamos aeroportos, portos, avenidas, viadutos, pontes, vias de trânsito rápido e avançados sistemas de transporte público.
Fizemos isso, em primeiro lugar, para os brasileiros.
Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas.
Tenho repetido que os aeroportos, os metrôs, os BRTs e os estádios, não voltarão na mala dos turistas.
Ficarão aqui, beneficiando a todos nós.
Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
Uma Copa dura apenas um mês, os benefícios ficam para toda vida.
Os novos aeroportos não eram necessários apenas para receber os turistas da Copa.
Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33 milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
Com o aumento do emprego e da renda, o número de passageiros mais que triplicou nos últimos dez anos: de 33 milhões em 2003, saltamos para 113 milhões de passageiros no ano passado, e devemos chegar a 200 milhões em 2020.
Por isso, precisávamos modernizar nossos aeroportos para, acima de tudo, melhorar o dia-a-dia dos brasileiros que, cada vez mais, viajam de avião.
Agora também temos estádios modernos e confortáveis, de Norte a Sul do país, à altura do nosso futebol e dos nossos torcedores.
Além de servir ao futebol, serão estádios multiuso: vão funcionar também, como centros comerciais, de negócios e de lazer, e palcos de shows e festas populares.
Minhas amigas e meus amigos,
Tem gente que alega que os recursos da Copa deveriam ter sido aplicados na saúde e na educação.
Escuto e respeito essas opiniões, mas não concordo com elas. Trata-se de um falso dilema.
Só para ficar em uma comparação: os investimentos nos estádios, construídos em parte com financiamento dos bancos públicos federais, e em parte com recursos dos governos estaduais e das empresas privadas, somaram 8 bilhões de reais.
Desde 2010, quando começaram as obras dos estádios, até 2013, o governo federal, os estados e municípios investiram cerca de 1 trilhão e 700 bilhões de reais em educação e saúde. Repito, 1 trilhão e 700 bilhões de reais.
Ou seja : no mesmo período, o valor investido em educação e saúde no Brasil é 212 vezes maior que o valor investido nos estádios.
Vale lembrar, ainda, que os orçamentos da saúde e da educação estão entre os que mais cresceram no meu governo.
É preciso olhar os dois lados da moeda.
A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
É fator de desenvolvimento econômico e social.
Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
A Copa não representa apenas gastos, ela traz também receitas para o país.
É fator de desenvolvimento econômico e social.
Gera negócios, injeta bilhões de reais na economia, cria empregos.
De uma coisa não tenham dúvida: as contas da Copa estão sendo analisadas, minuciosamente, pelos órgãos de fiscalização.
Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
Se ficar provada qualquer irregularidade, os responsáveis serão punidos com o máximo rigor.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil que recebe esta Copa é muito diferente daquele país que, em 1950, recebeu sua primeira Copa.
Hoje, somos a 7a economia do planeta e lideres, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
Hoje, somos a 7a economia do planeta e lideres, no mundo, em diversos setores da produção industrial e do agronegócio.
Nos últimos anos, nosso país promoveu um dos mais exitosos processos de distribuição de renda, de aumento do nível de emprego e de inclusão social.
Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
Reduzimos a desigualdade em níveis impressionantes, levando, em uma década, 42 milhões de pessoas à classe média e retirando 36 milhões de brasileiros da miséria.
Somos também um país que, embora tenha passado há poucas décadas por uma ditadura, tem hoje uma democracia jovem, dinâmica e pujante.
Desfrutamos da mais absoluta liberdade e convivemos com manifestações populares e reivindicações que nos ajudam a aperfeiçoar, cada vez mais, nossas instituições democráticas.
Instituições que nos respaldam tanto para garantir a liberdade de manifestação como para coibir excessos e radicalismos de qualquer espécie.
Meus queridos jogadores e querida Comissão Técnica,
Debaixo da camisa verde-amarela, vocês materializam um poderoso patrimônio do povo brasileiro.
A Seleção representa a nacionalidade. Está acima de governos, de partidos e de interesses de qualquer grupo.
Por isso, vocês merecem que um dos legados desta Copa seja, também, a modernização da nossa estrutura do futebol e das relações que regem nosso esporte.
O Brasil precisa retribuir a vocês, e a todos os desportistas, tudo o que vocês têm feito por nosso povo e por nosso país.
O povo brasileiro ama e confia em sua Seleção.
Estamos todos juntos para o que der e vier.
Viva a Paz!
Viva a Copa!
Viva o Brasil!
Viva a Copa!
Viva o Brasil!
Obrigada e Boa Noite.
Fonte: Globo.com
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