sexta-feira, 28 de março de 2014

50 ANOS DO GOLPE: DEBATE ATRAI DEZENAS DE PESSOAS EM JACOBINA.



Na noite de ontem, 27/03/14 aconteceu no auditório de UNEB em Jacobina o primeiro fórum aberto de discussão e relatos sobre o GOLPE MILITAR no Brasil com foco na região de Jacobina. Na oportunidade foram exibidos documentos e registros oficiais dos militares que fizeram interrogatórios em Jacobina, constando o nome de várias pessoas que são tidas como heróis mas na verdade foram os delatores golpistas em nossa região.
O evento contou com a presença dos diversos segmentos sociais, tais como os  professores, estudantes, empresários, parentes de presos políticos, advogados e sindicalistas, o palestrante Prof. Luiz Brasileiro, formado em sociologia e direito pela UFBA fez uma excelente interação com o público provocando momentos de forte emoção ao narrar o episódio do Sr. Ivanilton Costa Silva, grande líder municipal que venceu as eleições para o candidato de Chico Rocha mas  teve de ser desterrado de Jacobina por contrariar interesses dos "poderosos" alinhados aos militares, vale ressaltar que o Dr. Ivanilton foi fraudado na última urna. O professor também discorreu sobre 3 teses que explicavam os motivos do acontecimento do Golpe no Brasil optando por defender a tese mais coesa que seria a de Elio Gaspari onde o autor asseverava que a Ditadura só foi possível por conta da anarquia nos quartéis.
Enfim, o público teve a oportunidade de participar e enriquecer o debate com relatos, opiniões e análises pessoais deste período nebuloso na história do Brasil. 
Agradecemos a todos as pessoas que apoiaram este evento e por conseguinte não deixaram o Golpe passar em branco na memória jacobinense.

Saudações,

segunda-feira, 24 de março de 2014

Entrega simbólica do Estádio José Rocha.



O superintendente da SUDESB esteve neste último domingo 23/03/14 em Jacobina para prestigiar e entregar simbolicamente o estádio José Rocha reformado, o evento também contou com a presença do prefeito e vice-prefeito de Jacobina, vereador Carlinhos da Caixa, presidente do PCdoB Iranildo, militantes e vereadores do partido que prestigiaram a festa. O convênio de R$ 226.000,00 mil reais entre SUDESB e PMJ foi suficiente para melhorar a iluminação, reformar os vestiários, rampas, cabines, pintura geral e toda a estrutura dos alambrados foi trocada, deste modo, o povo de Jacobina pode acompanhar o retorno do seu time num estádio aconchegante, limpo e devidamente pronto para atender os campeonatos baiano e regional por mais alguns anos.
O jogo teve o resultado final de 4x1 para o Jacobina e o Ipitanga amargou sua 2ª derrota na competição, assim podemos dizer que este domingo foi uma tarde de muita alegria e casa cheia para acompanhar o Jacobina assumir a liderança da 2ª divisão do baianão.

Saudações,

quinta-feira, 20 de março de 2014

50 ANOS DO GOLPE E OS SEUS ATORES EM JACOBINA.






 

PROGRAMAÇÃO GERAL

 




DITADURA MILITAR: DIREITO À MEMÓRIA. 50 ANOS DO GOLPE DE 1964


 

LOCAL: AUDITÓRIO DA UNEB – CAMPUS IV





Jacobina, 27/03/2014 às 19hs

27 DE MARÇO (QUINTA-FEIRA)

19:15 às 22:30h  NOTURNO

Atividade 1 – Palestra com Interação.
Componentes: Luiz Brasileiro (Sociólogo/Advogado - UFBA), Bejamin Ferreira de Souza– (Ex-preso político e sindicalista).
Local: Auditório             
Público: estudantes/docentes e publico geral.      
Neste momento estaremos discorrendo sobre  as teses de Thomas Skidmore, René Armand Dreifuss e Elio Gaspari, estes autores subsidiaram estudos e argumentos para explicar  o “porquê” da ocorrência do  Golpe em 1964, a partir deste olhar teórico iremos defender uma linha e interagir com o público.

Atividade 2. Debate: Jacobina de ontem e Jacobina de hoje – 50 anos depois.
Moderador: Professor - Dayvid Sena (Língua Inglesa – UNEB) e demais componentes da Mesa.
Local: Auditório
Público: estudantes/docentes e publico geral.
Discussão aberta para a interação entre os presentes a partir da contextualização e memória local, onde iremos suscitar as condições de ocorrência do GOLPE no Brasil e seus atores em Jacobina, por outro lado,  iremos problematizar o papel Câmara Municipal na criação da Comissão da VERDADE em Jacobina, haja vista que já houve representação com fundamentação e até o momento nada aconteceu para esta concretização, a quem interessa a não investigação? 

segunda-feira, 10 de março de 2014

VENEZUELA: O povo resiste ao sequestro midiático nativo !!!


Internacional

Editorial Punto Final: Por que a Veneuela resiste?

Editorial de Punto Final, Chile

postado em: 07/03/2014


Em 5 de março de 2013, estouraram-se muitas garrafas em Washington, Londres, Madri e Frankfurt para brindar o fim do “pesadelo chavista”. Enquanto os morros de Caracas choravam a morte do presidente Hugo Chávez Frias, os centros de poder global celebravam, convencidos de que seu desaparecimento físico levaria, inevitavelmente, à fragmentação do campo bolivariano. Insistiam que a mudança ocorrida na Venezuela desde 1999 só se explicava pelo “caudilhismo” de seu líder.
Mas, sem Chávez, todo o arcabouço da revolução de desmoronaria em questão de dias e nenhum outro dirigente bolivariano poderia assumir uma liderança capaz de dar continuidade ao processo. Sem Chávez, eles repetiam, morria o chavismo.
Ignoravam que Chávez pertence à linhagem dos libertadores da América Latina, que no último século produziu líderes excepcionais, tais como Sandino, Fidel Castro, Che Guevara ou Salvador Allende. Assim como eles, Chávez transformou em suas as bandeiras dos líderes da primeira – e frustrada – independência da Pátria Latino-americana e as converteu em um projeto político de unidade e integração continental cujo ponto central é a justiça social e o anti-imperialismo.



Diante do cenário de que a morte de Chávez implicaria uma vitória fácil, a oposição conseguiu se unificar para apresentar a candidatura de Henrique Capriles nas eleições de abril de 2013. Capriles desenvolveu sua campanha em uma aberta continuidade com as propostas de Chávez. Seus cartazes estavam repletos de imagens de Simón Bolívar, camuflaram-se com as fores e as formas do chavismo, e em seus discursos não teve vergonha nenhuma em prometer o aprofundamento das políticas sociais desenvolvidas na última década. Essa estratégia teve bastante êxito, mas não o suficiente para vencer Nicolás Maduro, candidato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).



A derrota de 14 de abril produziu uma primeira fragmentação na oposição venezuelana. Uma parte minoritária abandonou a estratégia eleitoral e se lançou às ruas para questionar violentamente o resultado proclamado por um dos sistemas eleitorais mais confiáveis da América Latina, e verificado por observadores internacionais. Essa ação aventureira custou a vida de inúmeras pessoas. No entanto, a facção majoritária da oposição acabou acatando o resultado, convencida de que levar o governo à derrota era apenas questão de tempo. De olho nas eleições municipais de dezembro de 2013, o setor afinado com Capriles se preparou para uma vitória avassaladora, à qual conferiu caráter plebiscitário. Contudo, nove meses após a morte de Chávez, o PSUV deu mostras de grande capacidade de mobilização – com 48,69% dos votos, ganhou 240 das 337 prefeituras, com uma participação eleitoral superior a 60%.



Por sua vez, Nicolás Maduro, de 51 anos, minou as dúvidas que pairavam sobre sua liderança. Ex-dirigente sindical formado nas filas da Liga Socialista, um partido revolucionário, Maduro foi preparado – assim como outros dirigentes bolivarianos – em meio processo que a Venezuela vive há quinze anos. Foi deputado e presidente da Assembleia Nacional, ministro de Relações Exteriores durante seis anos, vice-presidente executivo da República e presidente interino após a morte de Chávez. Portanto, tem vasta experiência política.



A oposição foi novamente vencida nas eleições municipais de 8 de dezembro de 2013, vendo reduzidos seus tradicionais bastiões em setores acomodados de Caracas e outras cidades. Seu centro mais importante é o Táchira, estado fronteiriço com a Colômbia pelo qual faz o contrabando de milhões de litros de gasolina (na Venezuela, o litro custa 2 centavos de dólar) e milhares de toneladas de alimentos subsidiados que roubam do povo venezuelano.



O novo fracasso eleitoral de 2013 acabou por desgastar a imagem de Capriles, aprofundando a divisão na oposição. A facção mais violenta e antidemocrática, liderada nos últimos tempos por Leopoldo López, um provocador profissional formado nos Estados Unidos, voltou a ganhar terreno. As teses desse setor se assemelham claramente às que se apresentaram no Chile logo após as eleições parlamentares de março de 1973.



Esperando uma vitória esmagadora, a direita chilena e a DC se desconcertaram ao ver como a Unidad Popular incrementou sua votação, chegando a 44%. Essa nova correlação de forçar parlamentares tornava impossível destituir constitucionalmente o presidente Salvador Allende. Os setores golpistas, manipulados pelos Estados Unidos e minoritários até aquele momento, tornaram-se hegemônicos, impondo uma estratégia de desestabilização com duas frentes simultâneas: o desabastecimento de alimentos e outros artigos de primeira necessidade, com o conseguinte mercado negro e fuga de capitais, gerando um clima de confronto nas ruas para levar a população ao desespero, até um ponto de não ter volta. Os grupos armados do Patria y Libertad se encarregaram de semear o terror e de incitar a insurreição burguesa mediante sabotagens e assassinatos. Com as pessoas desesperadas e com medo, segundo essa estratégia, seria possível aceitar passivamente uma solução de força, não importando as consequências. Assim foi.



O roteiro da direita insurrecional do Chile de 73, incluindo a ingerência norte-americana, que enviou nos últimos tempos mais de cem milhões de dólares para a oposição venezuelana, volta a se reproduzir com notável semelhança na terra de Bolívar. No entanto, passaram-se mais de quarenta anos e existem grandes diferenças. A favor dos golpistas de hoje, há um sistema de meios de comunicação muito mais concentrado, controlado pelos poderes hegemônicos. As redes sociais, como Twitter e Facebook, criam a miragem da comunicação instantânea, mas na prática a capacidade de monopolizar e uniformizar os debates em escala massiva passa por uma rede muito diferente. A linha é separada pelas novas “multinacionais” de mídia, como a CNN e o grupo PRISA, articulados com os jornais da Sociedade Interamericana de Imprensa – inimiga história dos povos – e com as estações privadas de rádio e televisão, que atuam como simples correia de transmissão de seus conteúdos. Diante desse “poder de fogo” devastador, as redes de e-mails ou os tweets dos movimentos sociais não são mais do que armas de brinquedo.



Por sua vez, as agências de inteligência dos Estados Unidos aperfeiçoaram o manual golpista, elevando-o a um nível de sofisticação inimaginável em 1973. Basta ver o que ocorreu no Egito e na Ucrânia para compreender. Agora, uma nova tecnologia social e comunicacional é capaz de mobilizar, em questão de dias, massas ultraviolentas – em cujo seio atuam grupos adestrados e bem armados –, convencidas de que estão fazendo uma revolução heroica contra governo débeis e confusos, mas eleitos democraticamente. O resultado do golpe sempre se repete: recoloca no poder os mesmos corruptos e criminosos que já haviam roubado e destruído o país, com a aprovação dos Estados Unidos e da União Europeia. Por certo, os mortos são sempre os pobres, e ninguém assume a responsabilidade pelo enorme custo a se pagar por conta da instabilidade gerada



No entanto, a favor da Venezuela bolivariana – na direção do socialismo, como reiterou o presidente Maduro –, estão alguns fatores muito mais fortes que no Chile de Allende. A lealdade às instituições democráticas por parte das Forças Armadas não parece ter fissuras. Diante da manobra do desabastecimento de alimentos, o governo conseguiu viabilizar uma cadeia de distribuição paralela por meio da PDVSA e da Força Armada Nacional Bolivariana – os Mercal –, que permite atenuar os efeitos mais perversos do boicote empresarial. A situação do povo venezuelano não se compara à do Egito ou à da Ucrânia.



A base popular do chavismo está arraigada em uma clara convicção de defender as conquistas alcançadas na última década, que permitiram aos venezuelanos, apesar das enormes dificuldades, ascender a um nível de vida mais justo por meio de novos direitos, e a uma dignidade nacional impensável sob os governos corruptos e violadores dos direitos humanos dos partidos Acción Democrática (social-democrata) e Copei (democrata cristão), hoje reduzidos a quase nada. A oposição venezuelana conta com aliados no Chile, tanto na direita como na Nueva Mayoría. É preciso lembrar também que o governo de Ricardo Lagos se apressou em reconhecer o fugaz governo golpista do empresário Pedro Carmona, que derrotou por algumas horas o presidente Chávez em abril de 2002.



Diferente do Chile de 1973, a Venezuela conta com um importante marco de cooperação latino-americano. O novo sistema de integração, tecido em diferentes níveis com a Alba, o Mercosul, a Unasul e a Celac, constitui um baluarte em defesa dos processos democráticos, de modo que os grupos rebeldes sabem de antemão que não contarão com o reconhecimento regional se recorrerem à via insurrecional.



Lula, o ex-presidente do Brasil, tinha razão quando se despediu de seu amigo Hugo Chávez com estas palavras: “As pessoas não precisam concordar com tudo que Chávez falava. Tenho que admitir que o presidente venezuelano era uma figura polêmica, que não fugia ao debate e para o qual não existiam temas tabus. É preciso admitir que, muitas vezes, eu achava que seria mais prudente que ele não tentasse falar sobre tudo. Mas essa era uma característica pessoal de Chávez que não deve, nem de longe, ofuscar as suas qualidades (…) ninguém minimamente honesto pode desconhecer o grau de companheirismo, de confiança e mesmo de amor que ele sentia pela causa da integração da América Latina, pela integração da América do Sul e pelos pobres da Venezuela. Poucos dirigentes e líderes políticos, dos muitos que conheci em minha vida, acreditavam tanto na construção da unidade sul-americana e latino-americana como ele”. (1)



Por isso, a Venezuela resiste e resistirá. Enquanto Chávez se mantiver na memória de seu povo, nada nem ninguém poderá derrotá-lo.




(1) Luiz Inácio Lula da Silva. “Latin America After Chávez”. The New York Times, 6 de março de 2013.



(*) Editorial de “Punto Final”, edição nº 799, 7 de março de 2014
revistapuntofinal@movistar.cl 


Tradução: Daniella Cambaúva



quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O que está por detrás dos protestos das minorias na AL.

AMÉRICA LATINA

Renato: Direita quer derrubar projeto popular na AL

Ao fazer ampla reflexão sobre o cenário político nacional e sobre a ação ofensiva da direita na América Latina, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, convoca a militância a se unir contra o projeto retrógrado dos setores conservadores e do imperialismo.
Para o dirigente, há uma tentativa clara de derrubar o projeto popular inaugurado a partir da década de 1990, com a ascensão de governos progressistas na região. "Há uma ação conjunta, no plano político e econômico, para derrubar os governos progressistas e colocar no lugar governos que respondam aos interesses dos setores conservadores e do sistema financeiro internacional. Ou seja, governos que submetam as nações latino-americanas às potências internacionais", alertou o líder comunista.
Renato lembra que "no caso do Brasil, observamos que o chamado sistema de oposição (setores conservadores, sistema financeiro e mídia) tem centrado o seu ataque no plano da economia. Há um movimento em curso para construir no imaginário social a ideia de que o país vive em total desgoverno, na iminência de uma crise de completa falência. Movimento similar ocorre em nações irmãs. Ou seja, a direita e mídia promovem um movimento que constrói um cenário que não é real".
Ameaça à América Latina
Ele explicou que na realidade, "esse sistema de oposição, aliado às grandes potências imperialistas, com destaque para os Estados Unidos, não se posiciona por acaso. Há um grande interesse deles na América Latina, especialmente do ponto de vista econômico. Diante disso, uma América Latina coordenada e dirigida por governos progressistas não é interessante".
Renato sinaliza que "está em curso um tumulto econômico que se desdobra no plano político. É olhar o que ocorre nesse momento em toda América Latina". Para o dirigente comunista "esse tumulto, que encontra voz e espaço na mídia conservadora mundial, que infla a ação dos setores mais conservadores na América Latina, que acham espaço para semear crises, inchar manifestações e alimentar os discursos reacionários. Tudo isso é fruto de um projeto que está em curso não só no Brasil, mas em toda a América Latina".
Segundo Renato Rabelo, "há uma tentativa clara de desestabilizar os governos progressistas e populares em nossa região. A direita, aliada do imperialismo, não quer amargar mais uma derrota. É o que assistimos hoje. É isso que ocorre na Venezuela, uma ação direta desses setores contra o governo. Ou seja, ele atacam via plano econômico, descreditando os governos e seus projetos, e, também, atacam no plano política, criando um clima conflito e desgoverno".
O presidente do PCdoB frisa que "o único projeto apresentado por esse sistema de oposição é a ideia do quanto pior melhor. Ou seja, não há projeto, pois a proposta deles [direita conservadora e sistema financeiro internacional] não leva em conta a luta do povo, a energia que o povo latino-americano, associada aos projetos dos governos populares e progressistas, empenhou para colocar essa parte do continente em um novo rumo. É isso que está em jogo".
Encruzilhada política em 2014
Diante da conjuntura na América Latina e no Brasil, em especial, Renato Rabelo alertou que é preciso está pronto para o embate político, pois estamos diante de uma encruzilhada.
"O atual cenário político nos coloca em uma encruzilhada. Duas direções. Uma delas nos apresenta um Brasil no qual as desigualdades estão aprofundadas e balizadas pelo modelo neoliberal, com desemprego, salários defasados e um Estado desmontado. Essa era a realidade nos anos 1990. Essa é a proposta defendida pelo sistema de oposição, que coloca por terra todo o esforço do povo brasileiro", alertou Renato.
Ele acrescenta que "a outra direção é seguir rumo ao avanço das mudanças conquistadas até aqui. A força do povo brasileiro e o fortalecimento do Estado pode aprofundar as transformações em curso. Por isso, defendemos as reformas estruturais e democráticas". 
Fonte: Portal Vermelho

Impresso a partir do site:
http://www.daniel.org.br/conteudo/texto.asp?id=660691302566925822349192

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Porque o ricos têm maioria na política ??? Descubra !!!

23 de Fevereiro de 2014 - 8h19

Pochmann: Sem reforma, Brasil vai voltar a eleger apenas ricos 


O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política que mude o modelo de financiamento das campanhas. Sem isso, corremos o risco de voltar a um estado de aristocracia, onde só os ricos são eleitos. A análise é do economista e professor licenciado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcio Pochmann.


O ex-presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e atual presidente da Fundação Perseu Abramo defende que o financiamento de campanhas é o principal desafio para a transformação do atual sistema político brasileiro.

Pochmann destacou ainda a importância do papel do Estado na ascensão econômica da classe trabalhadora, a necessidade de o Brasil apostar em empregos mais qualificados por meio de outro modelo de crescimento que privilegie a produção com maior valor agregado e criticou a criminalização que os meios de comunicação fazem da política.

Confira a íntegra da entrevista:

Portal da CUT:
A CUT e os movimentos sociais estão em campanha por um plebiscito exclusivo e soberano para fazer a reforma do sistema político. Qual o ponto estratégico dessa reforma?
Marcio Pochmann: As eleições de 2014, talvez sejam as últimas com candidaturas populares. O nosso sistema político é praticamente uma herança do Golbery (Golbery de Couto e Silva, ex-ministro e um dos pensadores da ditadura militar no Brasil), que desequilibra a representação do voto por Estados e permite que o financiamento de campanha ocorra de forma que valoriza o papel do poder econômico. Isso causa situações desconexas entre o perfil dos nossos representantes no Congresso e o da sociedade. Dado o custo eleitoral, que é exorbitante no País, corremos o risco de ver desaparecerem as candidaturas populares e o retorno a um estado de aristocracia em que só os ricos são eleitos. A reforma do sistema político tem de redefinir o financiamento das campanhas para torná-las acessíveis a pessoas muito mais próximas da população.

E como o cidadão pode contribuir neste processo?
Já é um passo grande a população identificar a política como a saída para os seus problemas, porque estamos submetidos a um processo de alienação, decorrente do monopólio das comunicações, em campanha contra a política. O que salvou o Brasil das regressões econômica e social nos anos 2000 foi uma decisão política. Em 1980, éramos a 8ª economia do mundo, em 2000, caímos para o 13º lugar. No início da década de 1980, tínhamos 1,8 milhão de desempregados, com 2,7% de taxa de desemprego, enquanto em 2000, passamos para 11,5 milhão e 15% da população economicamente ativa desempregada. O realinhamento do Brasil a partir de 2003 foi o que salvou o País. Precisamos mostrar os problemas, mas há uma série de aspectos positivos que estão sendo resolvidos pela política. Sem política, vamos resolver pelo autoritarismo, que tem governado o Brasil há muito tempo. Há também o aspecto de que a política era resultado da pressão das ruas, do diálogo com as instituições de representação. Não apenas os partidos. E ocorreu uma pressão para que as vozes das ruas fossem ficando cada vez mais distantes e transitassem para a opinião pública, canalizada por meios de comunicação que são monopólios. Não é a opinião do público, e sim a opinião publicada. Os governos vão ficando reféns dessa opinião e se desconectam do movimento das ruas. É preciso voltar a valorizar o cidadão comum e dar oportunidade a ele para voltar a participar das políticas públicas.

Em seu livro “Nova classe média? O trabalho na base da pirâmide social” (2012), você afirma que não existe uma nova classe média no Brasil. Como você definiria o perfil dos trabalhadores que ascenderam economicamente na última década?
Há uma interpretação de que, a partir da elevação no nível de renda de segmentos que constituem a base da pirâmide da estrutura social, teríamos uma ‘nova classe média’. Acredito que não há isso, mas a transformação de trabalhadores, que antes eram submetidos a condições muito precárias de informalidade, com salários muito baixos, em trabalhadores não pobres devido à expansão do emprego e renda que ocorreu a partir de 2004. Isso não se explica como mudança de classe, mas como melhoria das condições da classe trabalhadora. É importante ter clareza também de que isso só ocorreu devido a políticas de Estado que foram implementadas a partir dos governos de Lula e Dilma. O Estado continua sendo fundamental na oferta de serviços públicos, na educação, na saúde, no transporte e é importante destacar isso porque, se partimos do pressuposto de que essa ascensão social é simplesmente para um ‘nova classe média’, observamos que as reivindicações dessa fatia da sociedade são por menos impostos para comprar mais serviço privado de saúde, de educação, de saúde. Por isso, o debate deve ser sobre o papel do Estado, hoje muito mais comprometido com tributação e investimento para o atendimento de quem precisa.

A tese que o senhor defende demanda uma maior politização das pessoas que ascenderam. O senhor identifica essa consciência?
Eu identifico uma desconexão entre os dirigentes das instituições de representação que temos no Brasil com os cidadãos que ascenderam. E falo de partido político, sindicatos, instituições estudantis, associações de bairros. É natural que esses segmentos imaginem que as razões dessa ascensão decorrem de decisões individuais por não haver politização.Na década de 1970, a ascensão foi muito maior até que a verificada no período atual, em plena ditadura, quando a economia crescia 10% ano e a mobilidade foi mais intensa, porque eram pessoas que vinham do interior, de condições precárias para procurarem emprego na cidade e virar um trabalhador industrial, como o próprio presidente Lula. Porém, esses trabalhadores que ascenderam também conviviam com uma série de insatisfações, moravam na periferia das cidades, sem condições decentes, e essa insatisfação foi muito bem captada pelos movimentos sociais. Mesmo sob a ditadura, tivemos recuperação das instituições estudantis, do movimento sindical, com o nascimento do Novo Sindicalismo, das comunidades eclesiais de base, das associações de bairro. Tudo isso redundou na luta por redemocratização e na nova Constituição. Hoje não vivemos isso. Desde 2003, tivemos mais de 17 milhões de novos empregos abertos no Brasil e a taxa de sindicalização permaneceu estável. Também não caiu, o que é razoável, porque nos EUA e na Europa está caindo. Mas por que os sindicatos não conseguem captar esse novo segmento? Mais de um milhão de jovens ascendeu ao ensino superior por meio do ProUni. Por que eles não estão no movimento estudantil? Tivemos quase 1,5 milhão de novas famílias com acesso à moradia por meio do Minha Casa, Minha Vida. Será que isso fortaleceu a associação dos moradores? Há a necessidade de entender do que se trata esse novo segmento da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, oxigenar as instituições com o objetivo de capturar, do ponto de vista da politização.

Quais as perspectivas para os próximos anos para esses novos trabalhadores?
Vivemos uma grande dúvida neste momento, porque os movimentos que tivemos no País desde junho do ano passado ganharam espontaneidade e seguiram desconectados das direções das entidades representativas. Será que é um problema das lideranças que estariam equivocadas? Se for isso é mais simples, basta trocar as direções. Ou será que o problema são as instituições que não dialogam, não se apresentam de acordo com os interesses desses segmentos? Não há uma resposta simples. Tivemos um conjunto grande de manifestações no mundo nos últimos quatro anos e o Brasil foi uma das únicas experiências em que o governo federal chamou para o diálogo e enviou projetos ao Congresso. Se olharmos para outros países, houve apenas e fundamentalmente repressão. O Brasil está fazendo um esforço para compreender essas manifestações e esta é a chave da sustentação das reformas democráticas que o País precisa fazer. Não somos um país de tradição democrática e esses novos movimentos é que vão liderar o país. É fundamental a aproximação.

Diante do atual cenário econômico brasileiro, qual o desafio que os programas sociais como o Bolsa Família devem enfrentar nos próximos anos?
Romper com o ciclo estrutural da pobreza, que fazia com que o filho do pobre continusse sendo pobre porque o pai era pobre. Na medida em que os filhos passam a ter acesso a educação, saúde e a ter mais condições de ascender no sentido ocupacional quebram o ciclo de reprodução da pobreza. Ao mesmo tempo, temos o desafio de fazer o Brasil crescer ampliando o nível de emprego de qualidade. Não temos problema de quantidade - como nos EUA e na Europa -, mas de qualidade. Do mais de 17 milhões de empregos gerados desde 2003, , a maior parte é de até dois salários mínimos R$ 1,4 mil. Isso dá espaço para contratar pessoas que não tinham escolaridade e experiência laboral, mas, olhando o País para frente, precisaremos de empregos que paguem salários mais altos. E esses dependem do ciclo de investimentos que o País precisa ter em portos, ferrovias,e toda a parte de infraestrutura.

Qual o papel da educação nesse processo?
A educação é estratégica, necessária, mas não é suficiente para garantir uma boa inserção individual ou coletiva no mercado de trabalho. O que define a situação do indivíduo no mercado de trabalho é a geração de empregos. Podemos ter um país cheio de doutores, mas se não houver oportunidades, ele continuará desempregado. A educação deve estar combinada com o ciclo de expansão do emprego. O Brasil vai crescer pelo agronegócio ou produzindo com alto valor agregado, alto conteúdo tecnológico? O que define a quantidade e a qualidade de emprego é o ritmo de expansão da economia e que tipo de crescimento está ocorrendo.

Como o sr. avalia os governos de Lula e Dilma na relação com a agricultura familiar e com o agronegócio?
O Brasil escolheu, até o momento, certo equilíbrio nessas duas situações de agropecuária. Você tem essa agricultura mais exportadora e a agricultura a partir da propriedade familiar, que tem compromisso muito grande com o mercado interno. Ter criado e dado condições para o Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário permitiu atender a interesses muito distintos. Contudo, segue um desequilíbrio muito grande na representação política. O Brasil tem cerca de 40 mil grandes proprietários rurais, que concentram 50% da terra agriculturável e elegem entre 130 e 140 deputados federais a cada quatro anos. Enquanto a agricultura familiar, com cerca de 4 milhões de famílias, elege entre 10 e 12 deputados. Você tem uma pressão assimétrica no Poder Legislativo, que acaba por interferir em várias modalidades de políticas públicas. O Executivo tem de lidar com essas pressões diferenciadas e as opções que foram feitas necessitaram dar resposta a esse desequilíbrio de representação, sem privilegiar as ações mais voltadas aos pequenos empreendedores.

Fonte: CUT Brasil

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CONSELHO DE MEIO AMBIENTE MUNICIPAL DECIDE SOBRE O IMPASSE DAS ÁRVORES DA IGREJA MATRIZ



Na noite desta quarta-feira o Conselho do Meio Ambiente de Jacobina se reuniu para discutir sobre a polêmica das árvores históricas que cercam a igreja da Matriz, na oportunidade foi exibido um relatório onde não houve identificação de danos ou iminência destes na estrutura predial da Igreja sendo apenas identificadas elevações no piso externo e alguns sinais de entupimento numa rede de esgoto da Prefeitura que fica aos fundos da matriz. Contudo, os presentes aceitaram que a partir de uma apresentação de Laudo Ratificatório do INEMA ou IPHAN os prepostos da PMJ iriam providenciar uma substituição gradativa da árvores que de fato estivessem trazendo algum risco futuro para a igreja além de notificar a paróquia para se adequar as normas de segurança afixando sinalização de saída de emergência e extintor na parte interna da igreja, haja vista que estes itens são primordiais para catedrais que reúnem multidões.
Por fim, vamos aguardar os próximos passos da administração pública e da igreja entorno de mais um capítulo desconstrutivo da identidade e memória de nossa cidade, pois as fotos e pinturas que imortalizaram a igreja da matriz com moldura (árvores) parece está com os dias contados. Ficaremos na torcida para que o INEMA ou IPHAN encontrem outra forma de resolver o problema ....

Saudaçoes  !!!