Os “filhos” do tio Léo: Uma análise da política e da mídia de Jacobina
Por Frei Petrônio de Miranda.
Por Frei Petrônio de Miranda.
24/8/2009 às 11h47 - Meu caro leitor, com os pés no chão da nossa realidade política e social, quero levar-lhe a refletir sobre a política a partir da mídia escrita e falada de Jacobina. Afinal, não posso sair de Jacobina sem perder o apelido de “Frei sem freio”.
Para começar, um teste rápido para aguçar a sua inteligência. Repito, é apenas um teste! Você sabe quanto o ex-gestor, Dr. Rui Macedo, investiu na mídia escrita e falada de Jacobina na tentativa de se reeleger? Quem era o proprietário do falecido jornal O Encarte? E o jornal, A Semana, é de quem mesmo?
Quem foi que encomendou a pesquisa das últimas eleições divulgadas nas vésperas das eleições municipais de Jacobina? Calma, seu Maurício Dias, é apenas um teste! Por que foi que o então Prefeito, em 2008, saiu do PSDB e foi para o PMDB? Por amor a Jacobina? Para onde foram os milhões enviados pelo Ministro Gedel nas vésperas das eleições municipais?
Por que a atual prefeita, senhora Valdice Castro, foi lançada candidata a prefeita na véspera da convenção do DEM, no vapt-vupt?
Qual é a instituição de caridade contemplada com o salário do Secretário, Dr. Leopoldo Passos, anunciado pela então prefeita, no jornal das 7 da Jacobina-FM? Por que algumas emissoras fizeram a cobertura total do encontro do Gedel-PMDB, acontecido nesta cidade, neste ano?
Por que será que o site, Noticia Livre, não divulgou o parto de Joseane Santos da Silva, 22 anos, uma mulher que teve o filho no meio da rua, na cidade de Caldeirão Grande, na madrugada de quarta-feira, dia 08 de julho de 2009, cidade esta administrada por uma prefeita do PSDB? Calma, João Batista Ferreira! É apenas um teste!
Por que foram engavetadas as denuncias contra os empresários do gás, da pedofilia em Palmeirinha, da execução da Polícia Caesa, na Vila Feliz e na degradação e poluição do meio ambiente de nossos rios? Por que a mídia escrita e falada de Jacobina não esteve no Fórum Dr. Jorge Calmon, quando a Polícia Caesa sentou no banco dos réus, diante da Dra. Vera Lúcia Barreto Martins Lima - Juíza Titular da Vara Crime da Comarca de Jacobina para falar sobre o episódio da Vila Feliz, onde o jovem Gil Marcos foi executado no dia 13 de abril de 2007? Por quê? Por quê? Os porquês precisam de respostas, não é mesmo, caros âncoras das nossas emissoras?
Estas perguntas nos fazem pensar como estamos vivendo nesta cidade e como digerimos os debates na mídia escrita e falada. Bem sabemos que, assim como a família Collor de Melo mantém uma rede de comunicação no Estado de Alagoas, ou a família do Sarney, no Maranhão, também aqui, o estado da Bahia, não foge à regra. Rádio significa poder, manipulação e votos. Repito, votos!
Você deve estar se perguntando: !”Mas, frei, quem são os “filhos” do tio Léo?”. Bem, vamos voltar a história política de Jacobina, mais precisamente na gestão Leopoldo Passos. Naquela época, o “Tio Léo” necessitava de um comunicador inteligente, astuto e perspicaz para alavancar a imagem então desgastada do velho coronel.
Quem foi o Indiana Jones? Maurício Dias. Sim, o âncora radialista atual coordenador de jornalismo da Rádio Clube Rio do Ouro, não apenas “salvou”, o tio Léo, mas o orientou em suas investidas políticas para ganhar as eleições em dois mandatos. Aliás, o próprio Maurício Dias relata este fato na entrevista ao site do Corino Alvarenga.
Falar sobre política em Jacobina é sinônimo de esperteza, jogo de cintura e, acima de tudo, marketing. Quem tem todas estas qualidades? Não sabe? Resposta, um outro filho do tio Léo. Quem, quem? Vamos pensar juntos.
Lembra quem foi o responsável por aquela última carreata brilhante e quase vitoriosa do então candidato Rui Macedo? O marqueteiro que ficava hospedado no Hotel Serra do Ouro ganhando uma fortuna da coligação “A Força do povo”? Errou feio, o salvador da pátria chamava-se Juliano Cruz. Sim, este outro filho desgarrado do velho coronel, que aprendeu na escola do “Tio Léo” todos os truques e milagres da política jacobinense.
Nesta linha de reflexão, não podemos esquecer sob hipótese alguma de outro filho fiel e principal marqueteiro da campanha da atual prefeita, hoje, um eterno revoltado e também mais um filho desgarrado por não ser contemplado pela tão sonhada secretaria prometida, não pela prefeita, mas pelo nosso “expert” político “Tio Léo”.
Quem, quem! Não sabe? Fala sério! Uma dica: ele vive do seu trabalho polêmico e do seu site. Considero um dos maiores comunicadores e marqueteiros de Jacobina. Ainda não sabe? Estou falando do Corino Alvarenga. Este sim, investiu na campanha da prefeita eleita, foi o primeiro a desfilar em Jacobina com um adesivo da candidata em seu carro e era um defensor de primeira linha do falecido jornal O Encarte. Coitado do Alvarenga!
Por último, quero falar de outro comunicador inteligente, marqueteiro político e um ex-filho fiel. Refiro-me ao âncora do Jornal da Serrana-FM e idealizador do site Notícia Livre, João Batista Ferreira. Com o seu jeito discreto, foi também um grande defensor do falecido jornal O Encarte. Não é à toa que o deputado Sérgio Passos o tem como seu assessor político.
Ao finalizar este artigo, digo com toda convicção. Se fosse prefeito de Jacobina, antes de pensar nos secretários (as) e na equipe para governar esta cidade, convidaria a tropa de choque dos ex- “filhos” do tio Léo: Maurício Dias, Corino Alvarenga e João Batista. Ficar contra estes radialistas sem “papas na língua” é dar murro em ponta de faca, burrice do gestor que não os tem como assessor. Que o diga o “Tio Léo”!!!
SAUDAÇÕES !!!
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